Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2026

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Pivetta diz estar preparado para disputar governo em 2026



O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que está preparado para disputar as eleições de 2026 como candidato a sucessão do governador Mauro Mendes (União), que já declarou seu apoio a ele. Ao ser questionado se vestirá a “camisa 10″ para a disputa ao Paiaguás, em referência ao número da sigla, Pivetta brincou que não joga mais futebol, mas que está preparado para a briga pelo governo do Estado.

 

“Eu não jogo mais futebol, tenho os meus dois joelhos estourados. Mas estou preparado para participar das eleições de 2026. O grupo precisa se pronunciar, estamos construindo e há grandes possibilidades de eu participar da eleição”, disse Pivetta durante o encontro estadual da sigla nessa quinta-feira (13) em Cuiabá.

 

O vice-governador também comentou sobre as recentes declarações de Mendes, de que ele é o seu candidato para 2026. Segundo ele, é uma motivação muito grande, e que também possui uma trajetória de vida pública grande e conhecida. ” A minha folha de serviços é conhecida, e no tempo certo falaremos disso. Sempre é bom sermos lembrados. É o que a gente leva do setor público, da política. A sensação de dever cumprido e reconhecimento”, pontua.

Além de Mauro Mendes, o ex-governador Blairo Maggi (PP) já declarou apoio para Pivetta, afirmando que dentro do atual grupo político deles, ele seria o número 1 na fila de possíveis candidatos a governo. Pivetta também comentou a disputa deste ano, afirmando que o Republicanos deverá se fortalecer ainda mais. Contudo, não vê tanta influência da disputa deste ano nos 142 municípios, para 2026.

“Eu não acredito muito nisso. Mas não deixa de ser importante [2024]. Eu sou de viver o hoje, não sou de ficar pensando no futuro. Mas acontecem muitas coisas até lá, muda muito o cenário, vamos viver essa eleição e depois vamos ver o que vai ser lá na frente”, justificou.

 

Otaviano Pivetta iniciou na vida pública sendo prefeito por 3 mandatos em Lucas do Rio Verde (354 KM ao norte de Cuiabá) pelo PDT. Sua gestão se destacou na educação, alcançando ótimos índices de desenvolvimento. Também foi deputado estadual.   Disputou em 2018 como vice de Mauro Mendes, e foram reeleitos em 2022.

GD



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TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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