Primavera do Leste / MT - Sábado, 06 de Junho de 2026

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Plano de privatizações é ‘factível’ de ser executado até o fim de 2018, diz Meirelles



O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou neste sábado (26) que acredita ser “factível” a execução do plano para privatizar mais 57 ativos de controle estatal até o fim do ano de 2018. A declaração foi feita pelo ministro durante coletiva de imprensa após a participação dele no 8° Congresso Internacional de Mercados Financeiros e de Capitais, em Campos do Jordão (SP).

Questionado por jornalistas, o ministro afirmou que é possível executar o plano de privatização até o fim do ano que vem porque a parte mais difícil do projeto já passou.

“É factível por uma razão muito simples. O processo mais complexo é exatamente a definição das normas, das diversas áreas. Essa é uma parte bastante complexa do processo. No momento que está tudo claro, as regras são factíveis e os períodos são definidos, todos projetos definidos, é muito mais rápido o processo todo. Se demorou muito tempo para lançar porque estava se avançando nessas definições todas. No momento que está definido, tende a ser muito mais rápido.”, disse.

Nesta semana, o governo federal anunciou um plano para privatizar mais 57 ativos de controle estatal. Em setembro do ano passado, já havia sido anunciada a desestatização de 34 outros projetos.

pacote de privatizações (Foto: Arte/G1)

Entre os novos ativos que serão concedidos ao setor privado estão portos, aeroportos, rodovias e a Casa da Moeda, órgão que confecciona as notas de real, além de passaportes brasileiros, selos postais e diplomas.

O ministro da Fazenda defende que as 57 privatizações governo devem ajudar país a cumprir a meta fiscal. Com as contas apertadas, o governo busca aprovar no Congresso a mudança da meta fiscal, aumentando a previsão de déficit deste ano de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões.

Eletrobras

Também durante a entrevista coletiva, o ministro da Fazenda afirmou que a intenção do governo de privatizar a Eletrobras despertou o interesse de muitos investidores e que elas devem acontecer no próximo ano.

“O que nós temos tido de interesse de investidores na Eletrobras é muito grande. Pelas avaliações que temos feito, existe o interesse e será viável sim a privatização da Eletrobrás, inclusive as privatizações estão datadas para o próximo ano. Se for decidida a Casa da Moeda ou a Lotex, também há muito interesse. No caso a Lotex tem grandes interessados”, disse.

Congresso de economia

O 8° Congresso Internacional de Mercados Financeiros e de Capitais, organizado pela B3, reúne empresários, políticos e profissionais do mercado financeiro, debate principalmente temas relacionados a economia e política no Brasil. O congresso segue até a noite deste sábado.

Henrique Meirelles iniciou sua participação por volta das 15h45 e falou durante cerca de uma hora aos presentes. Ele destacou números de evolução da economia e de emprego e reforçou a necessidade da aprovação da reforma da Previdência.

“Se nada for feito, a previdência vai ocupar 71% do orçamento em 2026. Se não houver uma reforma, a previdência ocupará cada vez mais o teto. A mensagem é que nos damos a todos os parlamentares de que é absolutamente do interesse de todos que se aprove a reforma da previdência, caso contrario teremos a violação do teto”, disse.

Pela manhã, Deltan Dallagnol, procurador da República e coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, participou de um painel sobre as consequências econômicas e políticas da Lava Jato ao lado do economista Eduardo Giannetti e do senador Ronaldo Caiado (DEM).

Em sua palestra, Dallagnol afirmou que “a Lava Jato sem mudanças mais profundas é enxugar gelo”. Ele ainda disse que a Lava Jato é um diagnóstico do problema que o país enfrenta e espera que a operação gere resultados efetivos no combate à corrupção e na diminuição da impunidade no país.

Ele também previu a curto prazo a aprovação do projeto para a utilização da Taxa de Longo Prazo (TLP) e substituiria a atual Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada nos empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).

G1



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ACABOU A MAMATA? Ex-deputado recebeu R$ 55 mil ao sair da Assembleia


O ex-deputado estadual recebeu R$ 55 mil antes de ser exonerado da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), após suspeitas de não comparecer ao serviço e nem bater ponto. Isso porque, antes de deixar o cargo, Ulysses foi contemplado com um novo cargo de maneira retroativa, deixando a Superintendência de Controle Interno de Fiscalização Financeira e Contábil para se tornar superintendente de Relações Internacionais com um salário bruto de R$ 55.613,63.  Segundo a Assembleia, houve a mudança de cargo, mas o valor é referente à rescisão trabalhista e não ao salário.

 

De acordo com o diário eletrônico do parlamento estadual, publicado no último dia 3 de junho, a Mesa Diretora oficializou a troca de maneira retroativa, ou seja, quando ele já teria deixado a função.

 

“Proceder à alteração do cargo em comissão, do servidor Ulysses Lacerda Moraes, exonerado do cargo de Superintendente de Cont Int Fis Fin Con, símbolo DSL-IV, lotado no(a) Secretaria de Controle Interno, e nomeado para o cargo de Superintendente de Relações Internacionais, símbolo DSL-IV, lotado no(a) Gabinete da Presidência a partir de 01/05/2026”, diz a publicação, com assinaturas do presidente Max Russi (Pode) e do primeiro-secretário Drº João José (MDB) feitas no dia 26 de maio.

 

Na mesma edição, o diário eletrônico também publicou a exoneração do ex-deputado a partir do dia 31 de maio. Ou seja, Ulysses Moraes, que desde março de 2023 tinha um salário bruto de R$ 19 mil mensais, recebeu no último mês de maio o valor de R$ 49.418,42 líquido pela demissão.

 

Não é possível saber se ele realmente chegou a exercer a função de Superintendente de Relações Internacionais da Assembleia no mês passado, já que a informação só foi publicada neste mês e com a mudança oficializada no dia 26 de maio.

No mês passado, o Jornal A Gazeta revelou que o ex-deputado já recebeu R$ 785 mil em salários sem nunca ter batido ponto. Após a repercussão nacional da ausência do servidor, passou a circular um vídeo em que ele aparece pelos corredores da Casa de Leis.   Apesar de receber dinheiro público, o ex-parlamentar realiza, em pleno horário de expediente, atividades políticas em defesa do bolsonarismo e com críticas ao governo Lula (PT).

 

Oriundo do Movimento Brasil Livre (MBL), Ulysses é conhecido nas redes sociais por vídeos que grava, em dias de semana, questionando pessoas humildes, manifestantes de esquerda ou universitários de instituições públicas.


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