PMs fazem cota e pagam documento de moto de porteiro
Um gesto solidário chamou a atenção de várias pessoas na cidade de Tangará da Serra.
Policiais militares fizeram uma cota no valor de R$ 450 para pagar o documento da moto de um porteiro que teria o veículo apreendido durante uma abordagem.
Os policiais se sensibilizaram com a situação do porteiro Marcos Pereira da Cruz que pediu à PM que não apreendessem o veículo dele, porque precisava da moto para levar a mulher dele ao hospital três vezes por semana para hemodiálise.
Diante da situação, através das redes sociais e com a ajuda de outros militares, os PMs conseguiram reunir o valor necessário para pagar a documentação.
O porteiro disse que a mulher dele realiza hemodiálise há seis anos e, nos últimos meses, apareceu um tumor entre o útero e o ovário. “Ultimamente tem sido difícil. Eu ganhei essa moto do meu irmão, está velha, precisei gastar com o conserto do motor e a documentação ficou atrasada. Já cheguei a levar minha esposa de bicicleta, mas é longe, e essa moto agora é o nosso único meio de transporte”, contou.
Tania Rauber _é mentora em Comunicação e Oratória.
Sete segundos. Durante décadas, esse foi o tempo médio necessário para que alguém começasse a formar uma opinião sobre você. Em outras palavras, era o intervalo para causar uma boa impressão. Isso antes dos algoritmos, dos perfis e dos feeds transformarem a forma como consumimos informação, nos relacionamos e construímos conexões. Agora, com o digital cada vez mais presente em nossas vidas, esse prazo foi reduzido para até três segundos. Uma diminuição superior à metade, enquanto o desafio mais que duplicou.
Na internet, a disputa pela atenção é infinitamente maior. São milhares de estímulos competindo simultaneamente por alguns instantes do nosso olhar. Vídeos, fotos, anúncios, notificações e mensagens transformaram a atenção em um dos ativos mais valiosos da atualidade.
Antes mesmo de uma conversa presencial, somos apresentados ao mundo por meio de uma foto de perfil, uma publicação nas redes sociais, um vídeo, uma reunião online ou uma participação em um podcast. Em segundos, as pessoas formam percepções sobre quem somos e sobre o valor que podemos oferecer.
Engana-se quem acredita que isso está relacionado apenas à aparência. No ambiente digital, causar uma boa impressão depende de uma combinação de fatores. Clareza na comunicação, autenticidade, postura, linguagem corporal, consistência e, sobretudo, a capacidade de criar conexões fazem toda a diferença.
Nesse contexto, a oratória deixa de ser apenas uma habilidade desejável para se tornar uma ferramenta estratégica. Saber organizar ideias, transmitir segurança e estabelecer conexões genuínas são competências capazes de transformar conhecimento em influência.
Não é raro encontrar profissionais altamente qualificados, com anos de experiência e profundo domínio técnico, que ainda enfrentam dificuldades para comunicar o próprio valor. Na prática, a percepção sobre quem somos começa antes mesmo da primeira palavra. Em um cenário marcado pelo excesso de informações, não basta ser competente. É preciso tornar essa competência visível.
Isso não significa criar personagens ou buscar uma perfeição impossível. Pelo contrário. Autenticidade e preparo caminham juntos.
Porque, antes de confiar no que fazemos, as pessoas precisam confiar em quem somos. E essa relação é construída pela coerência entre aquilo que mostramos, o discurso que sustentamos e a experiência que entregamos.
No ambiente digital, personagens dificilmente se sustentam. A verdadeira autoridade nasce do alinhamento entre imagem, comunicação e propósito. Mais do que chamar atenção, é preciso construir credibilidade.
A primeira impressão abre portas. A coerência constrói confiança. E é dessa combinação que nasce a verdadeira autoridade. Por isso, hoje, mais do que nunca, a primeira impressão ainda importa. E muito.
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