Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 13 de Abril de 2026

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Polícia cumpre buscas contra golpistas que venderam camionete com placa clonada



A equipe da Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá cumpriu nesta terça-feira (14.05), três mandados de busca e apreensão contra investigados envolvidos em um golpe na compra de uma camionete, na capital. Além das buscas, os investigados são alvos ainda de ordens de bloqueio de valores e sequestro de bens.

A unidade especializada instaurou inquérito para apurar o golpe cometido contra uma vítima, em outubro de 2021, que chegou a pagar R$ 85 mil na compra de uma camionete Ford Ranger. Contudo, após transferir o valor acordado na venda, a vítima descobriu que o veículo era roubado.

O proponente da compra relatou à Polícia Civil que negociou a camionete no valor de R$ 85 mil com o intermediador da venda, que informou ser sócio do proprietário do veículo. Após acertar a comprar, que foi feita em uma restaurante na Rodovia dos Imigrantes, em Cuiabá, a vítima fez uma transferência via Pix para a conta de uma mulher, conforme os dados passados pelo intermediador.

No entanto, ao registrar a camionete, a vítima verificou que se tratava de um veículo com a placa clonada e documentos adulterados. O mesmo veículo havia sido furtado no bairro Castelo Branco, na capital, naquele ano.

Após investigação e análise financeira realizada pela Delegacia de Estelionatos, a equipe policial identificou os beneficiários dos valores recebidos na compra da camionete clonada e quem realizou a venda do veículo. Todos foram alvos de busca e apreensão e bloqueio e sequestro judiciais.



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‘Pouca Sombra’ é preso suspeito de integrar quadrilha que fez o maior assalto de MT


Suspeito é apontado como chefe da logística de mega-assalto em Confresa, sendo uma peça-chave na organização do crime que aterrorizou a cidade em 2023

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um dos principais suspeitos de integrar a organização criminosa responsável pelo maior roubo da história do Estado, ocorrido em abril de 2023, no município de Confresa.

 

A prisão ocorreu na quarta-feira (8), em Marabá (PA), durante a terceira fase da Operação Pentágono.

Segundo o portal Marabá em Foco, o suspeito conhecido como ‘Pouca Sombra’, Pablo Henrique de Sousa Franco, foi apontado como chefe da logística do ataque.

Na mesma ação, também foi preso Josivan Pereira da Silva, outro investigado por participação no crime.

 

Segundo as investigações, ‘Pouca Sombra’ teria atuado diretamente na estrutura logística da quadrilha, responsável por garantir transporte, rotas de fuga e suporte operacional para a execução do assalto.

 

A Polícia Civil não detalhou, até o momento, todas as atribuições individuais dos suspeitos.

 

Ação em cinco estados

A ofensiva policial cumpre ao todo 97 ordens judiciais em cinco estados, incluindo 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e o bloqueio de 40 contas bancárias. As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças.

 

De acordo com a Gerência de Combate ao Crime Organizado, o grupo tinha atuação interestadual e estrutura altamente organizada, com divisão em núcleos que incluíam comando financeiro, planejamento, execução e apoio logístico em diferentes regiões do país.

 

As investigações apontam que pelo menos 50 pessoas participaram direta ou indiretamente do crime, que seguiu o modelo conhecido como ‘domínio de cidades’, quando criminosos cercam o município, atacam forças de segurança e causam pânico para facilitar a ação principal.

Confresa foi sitiada

O ataque aconteceu em 9 de abril de 2023, quando cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram Confresa, a mais de mil quilômetros de Cuiabá. Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu agentes e incendiou o prédio, enquanto outros destruíam veículos e espalhavam terror pela cidade.

 

O alvo principal era a transportadora de valores Brink’s. Apesar do uso de explosivos de alta potência, o grupo não conseguiu acessar o cofre e acabou fugindo, abandonando veículos e equipamentos utilizados na ação.

 

Segundo o delegado da GCCO, Gustavo Belão, esta fase da operação representa um avanço importante ao atingir integrantes dos núcleos de comando, financiamento e logística, considerados essenciais para a execução do crime.

 

As investigações também revelaram que os recursos movimentados pela organização têm origem em outros roubos de grande porte realizados no país, além de crimes menores usados para lavagem de dinheiro.

 

Após o ataque, 18 suspeitos morreram em confrontos com forças de segurança durante buscas realizadas no Tocantins. Outros envolvidos já haviam sido presos em fases anteriores da operação.

 

A Operação Pentágono integra a estratégia estadual de combate ao crime organizado e conta com apoio de forças policiais de diversos estados, reforçando a atuação conjunta para desarticular quadrilhas com atuação nacional.

Fonte MidiaMax

 


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