Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia cumpre buscas contra golpistas que venderam camionete com placa clonada



A equipe da Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá cumpriu nesta terça-feira (14.05), três mandados de busca e apreensão contra investigados envolvidos em um golpe na compra de uma camionete, na capital. Além das buscas, os investigados são alvos ainda de ordens de bloqueio de valores e sequestro de bens.

A unidade especializada instaurou inquérito para apurar o golpe cometido contra uma vítima, em outubro de 2021, que chegou a pagar R$ 85 mil na compra de uma camionete Ford Ranger. Contudo, após transferir o valor acordado na venda, a vítima descobriu que o veículo era roubado.

O proponente da compra relatou à Polícia Civil que negociou a camionete no valor de R$ 85 mil com o intermediador da venda, que informou ser sócio do proprietário do veículo. Após acertar a comprar, que foi feita em uma restaurante na Rodovia dos Imigrantes, em Cuiabá, a vítima fez uma transferência via Pix para a conta de uma mulher, conforme os dados passados pelo intermediador.

No entanto, ao registrar a camionete, a vítima verificou que se tratava de um veículo com a placa clonada e documentos adulterados. O mesmo veículo havia sido furtado no bairro Castelo Branco, na capital, naquele ano.

Após investigação e análise financeira realizada pela Delegacia de Estelionatos, a equipe policial identificou os beneficiários dos valores recebidos na compra da camionete clonada e quem realizou a venda do veículo. Todos foram alvos de busca e apreensão e bloqueio e sequestro judiciais.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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