Prefeito de Poxoréu cancela carnaval para investir em outras áreas
Em Primavera 300 mil em recursos da Assembleia Legislativa garantirá a festa
O prefeito do município de Poxoréu, Nelson Paim, (PDT), anúncio no dia 12/01 que no município não vai ser realizada à festa de carnaval, o motivo é a crise que o Brasil enfrenta, “decidimos não fazer, não temos verba especifica e precisamos pagar nossos fornecedores e servidores, precisamos priorizar aquilo que é necessário para população, esperamos que em 2019 pudéssemos fazer uma festa principalmente para quem gosta do carnaval”.
O prefeito relata ainda que o município enfrenta dificuldades para receber os repasses do governo e por isso a situação não está fácil, “peço desculpas aqueles que gostam da festa, mas precisamos priorizar nossa saúde, além do tradicional encontro de violeiros e temos que escolher em quais eventos vamos colocar recursos próprios do município”, disse Paim.
Já em Primavera do Leste na festa da virada do ano, o prefeito Léo Bortolin (PMDB), anunciou 300 mil de recursos de emendas parlamentares para festa de carnaval que ocorrerá no município, Léo fez o lançamento oficial do carnaval 2018 e exibiu a logo do evento – Primafolia, criado pelo designer Júlio, funcionário da Prefeitura, ou seja, a festa está sendo feita com profissionais da casa, sem custos adicionais. O prefeito anunciou ainda que conseguiu uma verba de trezentos mil reais para o carnaval, “faremos uma festa animada, o melhor carnaval de Mato Grosso e, o que é mais importante – sem gastar dinheiro público, isso porque estamos buscando parcerias sem olhar cor partidária, nosso partido é Primavera, onde houver recursos estarei lá”. Conclui Leo.
Prefeito é preso em Brasília na marcha dos prefeitos
Prefeito de Piçarras é investigado pelo MP em denúncia de corrupção em obra pública
Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em Brasília nesta terça, durante operação do Gaeco (foto: Divulgação MPSC)
O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso por volta das 6h de terça-feira, em Brasília, onde participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento começou na segunda e segue até quinta, reunindo prefeitos de todo o país. Organizada pela Confederação Nacional de Municípios, a programação acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal. Baltt foi detido no hotel, antes de seguir pro segundo dia do encontro.
A prisão faz parte da Operação Regalo, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos (MDB), o Pedroca, também é investigado no esquema, mas não foi preso.
As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) de Itajaí. Os procedimentos apuram crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos.
Segundo o Ministério Público, esta fase da investigação quer aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização da orla norte de Piçarras, além de outros contratos firmados no município e em São João Batista.
A suspeita é de atuação conjunta entre grupo político e grupo empresarial em um esquema estruturado de corrupção, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo. Conforme a investigação, havia pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos ligados à prefeitura de Piçarras e valores variados em contratos de São João Batista.
Só em Piçarras, as vantagens indevidas obtidas pelos investigados com pagamento de propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil, valor que, segundo o MP, teria sido bancado pelos cofres públicos. As investigações também apontam indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam agindo de forma “ardilosa e sorrateira”, com pagamento de propinas custeadas por meio de suposto superfaturamento de obras públicas em municípios do litoral norte catarinense.
Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro dos valores apontados como propina. Segundo os investigadores, os recursos pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político têm origem ilícita e deverão ser devolvidos aos cofres públicos.
Foram cumpridas seis ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.
Além do prefeito, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram presos preventivamente. Houve ainda cumprimento de mandados contra servidores, ex-servidores e agentes políticos investigados. Os materiais apreendidos durante as diligências serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.
Em nota, a Prefeitura de Piçarras informou que as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do MP. “Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação”, informou a prefeitura.
No fim desta tarde, o vice-prefeito Fabiano José Alves (UB) tomou posse como prefeito em exercício, no lugar de Baltt.
Operação Regalo
Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência ao termo “regalo”, que significa mimo, presente ou agrado. No contexto da investigação, a palavra foi usada para identificar as propinas ajustadas entre empresários e agentes políticos.
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