Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

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Prefeito e governador convocam reuniões para discutir reconstrução do Shopping Popular



Governo do Estado e Prefeitura vão discutir alternativas emergenciais para as mais de 600 famílias possuíam lojas

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e o governador do Estado em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), estiveram na manhã desta segunda-feira (15) no local onde funcionava o Shopping Popular do município. Ambos anunciaram a convocação de reuniões emergenciais para discutir alternativas de recuperação para o empreendimento. O centro comercial foi consumido pelas chamas nessa madrugada. Cerca de 600 lojistas foram atingidos. O Corpo de Bombeiros permanece no local.

“Hoje à tarde teremos uma reunião emergencial para a recuperação e reconstrução do Shopping Popular, beneficiando mais de 600 famílias que dependiam desse trabalho,” declarou o prefeito.

Entre as propostas que serão discutidas, está a possibilidade de transferir o shopping para a Orla do Porto ou outra área pública do município.

“Vamos convocar não apenas nossa equipe, mas também a sociedade organizada e as autoridades, para realizar a reconstrução do shopping e das vidas de todos esses trabalhadores que dedicavam sua alma à cidade de Cuiabá. Graças a Deus, não houve vítimas,” informou Pinheiro.

O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, também convocou uma reunião com a Casa Civil e a Associação dos Camelôs do Shopping Popular para discutir como o Estado pode contribuir.

“A Casa Civil já agendou uma reunião com as lideranças, e a partir de hoje, vamos ouvir, entender e ver de que forma podemos contribuir. Estamos sensibilizados e é do nosso interesse reconstruir o shopping e apoiar as pessoas que perderam tudo,” declarou Pivetta.

“O Estado estará presente na reconstrução para que todos possam voltar a trabalhar. Temos força para apoiar os comerciantes e vamos fazer melhor do que estava antes,” finalizou o governador em exercício.

Os deputados estaduais Wilson Santos (PSD) e Lúdio Cabral (PT), pré-candidato à prefeitura da Capital, também estiveram no local para prestar solidariedade aos comerciantes e garantiram a participação da Assembleia Legislativa nas medidas de reconstrução.

“Eu estava falando agora com a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste que tem linhas de crédito para pequenas empresas. Eles [comerciantes] vão precisar, além da reconstrução do shopping, de recompor seus estoques e poder trabalhar temporariamente em outro local. Estava fazendo contato com a Sudeco para agendar uma reunião já agora à tarde porque é um dos meios que o Governo Federal pode ajudar”, explicou o petista.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que é mato-grossense, também auxiliará na interlocução com os ministérios do governo Lula (PT), de acordo com o que informaram Lúdio e Wilson.

Com relação à AL, embora os deputados estejam de recesso, Lúdio Cabral aventou a possibilidade de convocação de uma reunião extraordinária para traçar um plano e socorrer as famílias atingidas pela tragédia.

HNT



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Medeiros veta MDB e PL descarta aliança com Janaina Riva para o Senado em MT


O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, confirmou nesta quarta-feira (22), durante a abertura da convenção estadual da sigla, que uma eventual composição com o MDB para a disputa ao Senado está descartada. Segundo ele, o veto parte do deputado federal José Medeiros (PL), homologado pelo partido como candidato ao Senado ao lado de Wellington Fagundes (PL), que concorre ao governo do Estado.

 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma aliança que incluísse a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na chapa majoritária, Ananias afirmou que a resistência de Medeiros será levada em consideração nas negociações do partido. “O Medeiros tem restrição a um partido, ao MDB. Ele tem essa restrição. E eu não posso discordar dele, porque o sentimento de candidato eu tenho que levar em consideração”, pontuou.

 

A declaração praticamente encerra as especulações sobre uma composição entre PL e MDB para uma das duas vagas ao Senado, possibilidade discutida nos bastidores desde o início da pré-campanha em razão da relação familiar entre Janaina e o senador Wellington Fagundes.

 

Ananias afirmou ainda que o partido sequer definiu se indicará apoio formal a um segundo candidato ao Senado. Segundo ele, a tendência é que o PL concentre esforços apenas na eleição de seus dois candidatos. “Nós decidimos, até agora, nesse momento, que nós não teremos o segundo voto”, disse. “Se for melhor para vencer a eleição não termos o segundo, nós não vamos ter o segundo”, completou.

 

A posição oficializa um impasse que vinha sendo construído há meses dentro do PL. Desde março, José Medeiros passou a se posicionar publicamente contra qualquer entendimento com o MDB, afirmando que não aceitaria dividir a chapa com Janaina Riva por considerar que a aliança seria incompatível com o eleitorado conservador e poderia comprometer a identidade política defendida pelo partido.

 

Na ocasião, Medeiros afirmou que uma composição com a deputada significaria “enganar o campo conservador” e classificou a eventual aliança como uma construção destinada a atender “uma questão familiar”, em referência ao fato de Janaina ser nora de Wellington Fagundes.

 

A resistência de Medeiros provocou um dos principais focos de tensão da pré-campanha liberal. Enquanto setores do partido enxergavam na força eleitoral de Janaina uma possibilidade de ampliar o palanque de Wellington Fagundes, a ala mais ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro defendia que o PL preservasse uma chapa exclusivamente identificada com o bolsonarismo.

 

O próprio Wellington evitou alimentar o debate e afirmou reiteradas vezes que qualquer negociação dependeria da direção nacional da legenda. Nos últimos meses, dirigentes nacionais e estaduais também reconheceram que a popularidade de Janaina Riva alterava o cenário da disputa ao Senado.

 

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a classificar o desempenho da deputada como um “problemaço” para os planos da legenda de eleger seus candidatos ao Senado, embora mantivesse Wellington Fagundes como nome definido para disputar o Palácio Paiaguás.

 

Com a declaração de Ananias na convenção estadual, a direção do PL sinaliza que a posição de José Medeiros prevaleceu nas discussões internas. Assim, ao menos neste momento, o MDB fica fora das negociações para integrar a chapa majoritária encabeçada por Wellington Fagundes, reforçando a estratégia do partido de buscar uma composição alinhada exclusivamente ao seu campo político.

 


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Ananias critica restrições do STF a Bolsonaro e ataca Lula


Durante a convenção partidária do PL realizada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá, o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, afirmou que o partido vem sendo atacado pelo Judiciário ao proibirem a comunicação de Jair Bolsonaro por meio de cartas. Ele ainda direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele não tinha tal restrição porque “não sabe escrever”.

A fala acontece após ser questionado sobre a vinda da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) a Mato Grosso para apoiar a candidatura de Wellington Fagundes (PL). Na ocasião, Ananias declarou que as recentes decisões que proíbem o ex-presidente Jair Bolsonaro de escrever ao público em prisão domiciliar são uma forma de interferência nas eleições e configuram um cerceamento desproporcional. A medida de não usar rede social diretamente ou por meio de terceiros é uma das cláusulas de sua condenação por tentativa de golpe de Estado.

“Agora, nós sofremos um ataque direto. Interferência na eleição nacional, nas eleições estaduais. De pessoas do círculo do Judiciário. Isso é latente. Nada do PL pode. Quando enclausura o presidente da República, que não pode escrever nem carta. Carta que estava em desuso, ele começou a colocar em uso a carta, agora não deixa nem um correio, nem um interruptor [interceptor] ir lá pegar uma carta dele para ser divulgada”, declarou Ananias.

Ao traçar um paralelo com o período em que Lula esteve detido em Curitiba (PR), o presidente do PL questionou a disparidade no tratamento conferido pela Justiça aos dois líderes políticos. No entanto, a crítica escalou para um ataque pessoal sobre a escolaridade do presidente.

“Gente, o outro falava na cela. Então, em 2022, o PL foi com ação repetitiva da entrevista. Não teve entrevista. Não, mas escreveu carta, mas não pediu para ele não escrever. Ou porque ele não sabe escrever. Às vezes a diferença é essa. O outro não dava conta de escrever carta porque não tem condições de alfabetização, e o outro escreve carta e não pode escrever carta. Eu acho que é isso”, completou em provocação.

Apesar da alfinetada, a declaração de Ananias Filho contraria a realidade. Uma vez que o presidente é alfabetizado, tendo concluído o curso técnico de torneiro mecânico no Senai ainda na juventude, produziu diversos textos, bilhetes e cartas públicas ao longo de sua trajetória política e durante o período em que esteve preso.

Lula teve suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à parcialidade do ex-juiz Sergio Moro (PL) e à incompetência do foro de Curitiba, reabilitando seus direitos políticos.

GD


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