Primavera do Leste / MT - Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

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Prefeito revela dívida de R$ 50 mi herdada e estuda projeto de parcelamento



O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou à imprensa que o administrativo do Executivo municipal tomou conhecimento de dívidas do órgão perante a empresas financeiras que realizavam empréstimos consignados com desconto direto na folha salarial de servidores ativos e inativos. A estimativa é que o montante chegue a R$ 50 milhões, tornando-se necessário uma proposta de parcelamento a longo prazo.

 

Em entrevista à imprensa na semana passada, Abilio afirmou que a antiga gestão, sob comando de Emanuel Pinheiro (MDB), descontava o valor dos empréstimos dos servidores, mas não os repassava o pagamento as empresas financeiras.

 

“Provavelmente, teremos que mandar um projeto de lei para a Câmara, fazendo o parcelamento dessa dívida, para poder fazer a quitação. A Prefeitura de Cuiabá, na gestão do antigo prefeito, descontou do servidor público o valor do consignado, mas não repassou ao concessionário, não repassou ao banco. O funcionário achava que estava pagando o consignado, mas a agência que fornecia o crédito não recebia aquele recurso”, disse o prefeito.

 

A expectativa é que o projeto de parcelamento seja discutido no próximo mês, assim que o decreto de calamidade financeira, que permitia a prefeitura enxugar gastos, oxigenar a máquina, renegociar dívidas, seja encerrado, após atingir os 6 meses previstos na medida.

 

“Entraremos em acordo, isso vem para cá depois do fim do decreto de calamidade, e aí a gente vai começar a discutir sobre a situação. Assim que a gente tiver melhores detalhes, a gente apresenta”, emenda.

 

O prefeito ainda anunciou que já abriu um pedido de investigação junto ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para apuração de apropriação indébita por parte do ex-prefeito, crime previsto no Código Penal Brasileiro, com penas de um a 4 anos de cadeia.

 

A medida adotada pelo prefeito definida após divulgação de problemas nos consignados do Estado. Servidores estaduais acusam cobranças indevidas, juros abusivos e falta de transparência em contratos realizados por consignatárias na folha de funcionários estaduais. Nesse sentido, ainda pontua que a prefeitura analisa os consignados e que se for comprovado algum tipo de irregularidade, denunciará nas próximas semanas.

Fred Morais / GD



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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