Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Prefeitura assina ordem de serviço para construção de barracão no assentamento São Gabriel



O prefeito, Sérgio Machnic, esteve no Assentamento São Gabriel nesta quinta-feira (13) para oficializar um importante investimento para a comunidade – a assinatura da Ordem de Serviço de aproximadamente R$ 500 mil para a construção de um barracão. A estrutura beneficiará, diretamente, cerca de 200 pessoas que vivem na localidade e dependem da agricultura familiar para seu sustento.

 

Durante a assinatura, o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Evaldo Takzawa, destacou o compromisso da gestão com a agricultura familiar e explicou que a obra só foi viabilizada após a obtenção de novos recursos. “Temos um compromisso com vocês. A agricultura familiar é nossa prioridade. Corremos atrás de recursos, buscamos dotação orçamentária e o prefeito sempre nos apoiou”, afirmou.

 

O prefeito Sérgio Machnic reforçou a satisfação em concretizar esse compromisso com a comunidade e ressaltou que a obra já está licitada e deve iniciar em breve. “Estou muito feliz de assinar essa ordem de serviço. Foram vários compromissos assumidos e, com o apoio da SAMA, conseguimos concretizar essa ação”.

 

Além da construção do barracão, o prefeito aproveitou a visita para entender as necessidades da comunidade, como a questão da água e o preparo do solo. “Estamos abraçando a agricultura familiar e vamos cuidar com muito carinho, por isso, entendemos que nosso próximo passo é estudar a vazão da água, preparar e analisar o solo para garantir uma produção adequada”.

 

A produtora Cleuzeni Moraes, esposa do presidente da associação do assentamento, comemorou a conquista e ressaltou a importância do novo espaço para a comunidade. “Era algo que buscávamos desde a pandemia e, agora, conseguimos concretizar esse sonho. O barracão vai nos proporcionar mais autonomia e independência, pois poderemos realizar ações de arrecadação e fortalecer a nossa produção”, disse.

 

Cleuzeni também mencionou a relevância dos estudos de solo. “Hoje, plantamos mamão em cima de pedra. Com conhecimento técnico, vamos produzir mais e escolher culturas mais adequadas para o nosso solo”, completou.

 

A construção do barracão no Assentamento São Gabriel representa um avanço para a comunidade, que poderá contar com um espaço adequado para reuniões, armazenamento e atividades ligadas à agricultura familiar. O ato contou com a presença de vereadores e representantes da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA).

Fonte: Assessoria



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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