Primavera do Leste / MT - Sábado, 21 de Fevereiro de 2026

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Presidente de Câmara é afastado por improbidade



Proprietária de supermercado confirmou despesas particulares nas notas da Câmara


O presidente da Câmara de Novo Santo Antônio, Rodrigo Abreu, afastado das funções na última terça-feira (21)

O vereador e presidente da Câmara Municipal de Novo Santo Antônio (1.060 km de Cuiabá), Rodrigo Abreu da Silva (União), foi afastado do cargo por 90 dias após denúncias de que ele utilizava dinheiro do Poder Legislativo para fins particulares.

 

 

 

O afastamento foi aprovado por 8 votos a zero em sessão nesta terça-feira (21). Na segunda (20), em sessão ordinária, ele se recusou a pautar o tema e os vereadores realizaram uma sessão extraordinária na terça para julgar o caso.

 

 

 

O processo foi motivado pela denúncia de um morador, que apresentou provas documentais de que o presidente estaria utilizando verbas públicas para pagar despesas particulares.

 

 

 

Durante a sessão, a proprietária de um supermercado da cidade confirmou ter sido procurada por Rodrigo, que teria pedido que ela acrescentasse despesas particulares nas notas de conta da Câmara, o que foi atendido pela comerciante.

A legislação pertinente permite que o dinheiro público custeie apenas itens estritamente necessários para o funcionamento legislativo e administrativo, como café, água e material de expediente. O vereador afastado pode responder por crimes de peculato, corrupção e crimes de responsabilidade por atentar aos princípios da administração pública.

 

 

 

Após o afastamento

 

 

 

Ao saber da decisão iminente, Rodrigo teria determinado a transferência urgente de quatro diárias no valor de R$ 1.200,00 para sua conta, sem apresentar o relatório de previsão de viagem. Após o afastamento, os demais vereadores solicitaram a devolução imediata dos valores aos cofres do legislativo.

 

 

 

O afastamento de 90 dias é cautelar para garantir o andamento do processo. Em seu lugar, assume interinamente a presidência o vereador Jocimar Amorim Costa (PSB).

 

 

 

O primeiro suplente da coligação, Gilmar Paz (União), assume a cadeira. Caso seja condenado, Rodrigo Abreu pode se tornar inelegível e terá que devolver os valores corrigidos.

 

 

 

Esta é a segunda vez que Rodrigo Abreu é alvo de uma denúncia formal em seu mandato, que durou apenas seis meses.

 

 

 

Em julho de 2025, um processo administrativo já havia sido instaurado contra ele por supostas irregularidades, como: uso indevido do prédio da Câmara, cedido para uma ótica; uso de veículo oficial para fins particulares; adiantamentos indevidos de diárias e abastecimento de veículos pessoais com dinheiro público; e irregularidades na formação da Mesa Diretora.

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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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