Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Presidente e secretário do Sintep morrem após caminhonete bater em carreta



Motorista da caminhonete perdeu o controle de direção do veículo, rodou na pista e atingiu a carreta. Jocilene Barboza dos Santos era presidente do sindicato e Julio Cesar era o ex-presidente.

Jocilene Barboza dos Santos (à esquerda) e Julio Cesar Martins Viana (à direita) eram presidente e secretários do Sintep-MT — Foto: Facebook/Reprodução

Duas pessoas morreram em um acidente nesse domingo (2) na BR-163 em Diamantino, a 209 km de Cuiabá. De acordo com a Rota do Oeste, concessionária que administra a rodovia, as vítimas estavam em uma caminhonete que bateu em uma carreta.

Uma das vítimas era a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Jocilene Barboza dos Santos. A segunda pessoa que morreu é Julio Cesar Martins Viana. Ele é ex-presidente do Sintep-MT e atuava como secretário de articulação sindical.

A informação foi confirmada pelo Sintep. Segundo a Rota do Oeste, o acidente ocorreu por volta de 14h39 no km 540 da BR-163. Chovia no momento do acidente, registrado em uma região de decida e curva.

Uma Amarok, com placa de Cuiabá, e uma Scânia, com placas de Maringá (PR) bateram de frente.

Ainda conforme a Rota do Oeste, as informações iniciais apontam que o motorista da caminhonete perdeu o controle de direção do veículo, rodou na pista e atingiu a carreta.

O resgate da concessionária esteve no local esteve no local e constatou a morte dos dois ocupantes da caminhonete. O motorista da carreta não teve nenhum ferimento.

O acidente deve ser investigado pela Polícia Civil. O velório dos dois membros do sindicato deve ocorrer na sede do Sintep nesta segunda-feira (3), em Cuiabá. O horário ainda não foi definido.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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