Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

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Primacanta e Festival de Comida de Rua começam hoje em Primavera do Leste



Dois importantes eventos do calendário gastronômico e cultural acontecem nesta semana em Primavera do Leste e levam diversão e comidas saborosas para o público na orla da Lagoa Vô Pedro Viana: Primacanta e o Festival de Comida de Rua. Essas ações integram a programação de comemoração dos 38 anos da cidade.

O Primacanta inicia no dia 30 de abril e vai até o dia 4 de maio, a partir das 19h. Mais de 150 pessoas se inscreveram para cantar e encantar quem assistirá as apresentações. A categoria gospel, que teve o maior número de inscritos, abre o evento. O segundo dia será dedicado aos amantes da MPB e composições inéditas. No terceiro dia, os pequenos mostram sua força vocal na categoria infantil/juvenil. No quarto dia, a música sertaneja toca conta do evento, além das canções inéditas. A grande final acontece no sábado (4).

“Essa é a maior edição de todos os tempos do Primacanta e vem para fortalecer a nossa cena cultural e ainda levar o nome de Primavera do Leste para outras partes do país”, comentou o secretária de Cultura, Wanderson Lana.

As premiações em dinheiro vão até a 6ª colocação de todas as categorias, sendo que os três finalistas das categorias gospel, sertanejo, MPB/livre e composição inédita receberão cada um o valor de R$ 3.500 reais e troféus. Já nas categorias infantil e juvenil, os três finalistas das categorias receberão cada um R$ 1.200 reais e troféus.

E enquanto assistem às apresentações, os participantes vão sentir o aroma e se deliciar com os alimentos que serão preparados no local. A 8ª edição do Festival de Comida de Rua acontece em conjunto com o Primacanta, a partir das 18h.

Cinco avaliadores vão fazer os julgamentos e emitir notas para as comidas servidas no evento. Serão R$ 8 mil reais em premiações aos food trucks. Haverá 24 barracas de comidas doces e salgadas para agradar os paladares mais exigentes. No cardápio tem crepe, pastel, espetinho, arroz carreteiro, churros, tapioca, caldos, chopp, sucos e muito mais.

“Todos os vendedores de alimentos do evento são da nossa cidade, o que ajuda a fortalecer o comércio local e movimentar a economia da região”, comentou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Franklin Rohr.

Essa é uma realização da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura (SECULT) e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovações, Turismo e Tecnologia (SEDEC).

Coordenadoria de comunicação



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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