Primavera do Leste / MT - Domingo, 28 de Junho de 2026

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PT tenta ‘tirar’ pré-campanha da prisão



A direção nacional do PT vai decidir nas próximas semanas sobre a adoção de uma agenda de medidas concretas para manter a pré-campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, afastando assim a discussão sobre um plano ‘B‘ para as eleições. Os dirigentes tentam dar ares de normalidade à candidatura do petista, que está preso desde o dia 7 de abril e condenado a 12 anos e 1 mês em regime fechado. Como teve a sentença confirmada pelo Tribunal Regional da 4ª. Região, Lula é considerado inelegível de acordo com a Lei da Ficha Limpa.

Desde a semana passada, quando o Supremo Tribunal Federal rejeitou mais um recurso da defesa de Lula e não pautou as ações que podem revisar a prisão após a segunda instância, ‘caiu a ficha‘ do PT sobre o fato de que a estratégia de mobilização popular para pressionar o Judiciário não funcionou – o povo não foi às ruas e Lula deve passar um longo período na cadeia.

Na semana passada, a corrente majoritária do partido Construindo um Novo Brasil (CNB), que preside o PT, decidiu insistir na candidatura de Lula até o fim, mesmo que isso leve o partido ao isolamento na eleição presidencial. O próprio ex-presidente, em carta, deu o recado: ‘Se aceitar a ideia de não ser candidato, estarei assumindo que cometi um crime‘. A ideia é transformar a campanha em um palco para a defesa de Lula. ‘Só estamos pedindo o direito de seguir apoiando nosso candidato‘, disse na sexta-feira o ex-ministro Gilberto Carvalho.

Lideranças da CNB vão levar para deliberação da executiva nacional propostas para a criação imediata de dois comitês físicos de pré-campanha em São Paulo e Brasília, agilizar o processo de apresentação das diretrizes do programa de governo, intensificar as conversas com o PR sobre a possibilidade de o empresário Josué Gomes da Silva ser o vice de Lula – o que passaria também pelo processo de convencer o filho do ex-vice-presidente José Alencar aceitar ser registrado – e a definição dos nomes autorizados a representar o ex-presidente em debates e entrevistas.

Por enquanto a única pessoa autorizada a falar em nome de Lula é a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT). São cogitados também os nomes do ex-ministro Luiz Dulci; do presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann; o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad; e o ex-ministro Jaques Wagner. A lista será submetida à cúpula petista e ao próprio Lula nos próximos dias.

Na próxima reunião a executiva nacional do PT vai definir um calendário de lançamentos regionais da pré-campanha.

Nesta semana, emissários de Lula vão falar com Josué sobre a possibilidade de ele aceitar ser vice de Lula. Ele trocou o MDB pelo PR depois de conversas com Lula e é cortejado por outros pré-candidatos.

Com isso, o PT espera neutralizar também o debate interno sobre a indicação de um vice petista. O partido teme que isso traga de volta as especulações sobre o plano ‘B‘. Segundo Carvalho, a carta de Lula à Gleisi na semana passada ‘enterra os fantasmas de plano B‘.

O jornal O Estado de S. Paulo entrevistou João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST, que falou sobre mobilização contra a prisão do ex-presidente Lula.

Há dificuldades para mobilizar gente contra a prisão de Lula?

Há uma outra forma de fazer manifestação que é mobilizar setores organizados como médicos, juristas, igrejas sem fechar rodovia nem fazer greve. Isso tem sido um sucesso. Pela tradição clássica dos movimentos populares, inclusive o nosso, seria natural que tivessem mais greves e mobilizações de rua. Isso não veio, mas não é de agora.

A estrutura do PT dificulta a inclusão de novos atores?

O PT não se preparou para este momento. Se preparou para fazer disputa eleitoral e nesse campo continua ativo. Por isso fica tudo mais difícil. O PT teria condições de ter sempre em cada município pelo menos um ônibus de gente organizada para levar. Sei que há dificuldades de infraestrutura. Estamos há dois anos fazendo lutas. Na hora em que precisávamos está todo mundo capenga.

Os movimentos se acomodaram nos governos do PT?

Acomodaram. Não porque queriam. Existia uma lógica, não por maldade: o governo resolve e não queremos briga, vamos tentar a conciliação. Aquilo deixou uma marca de falta de mobilização, organização e estruturação dos movimentos muito grande.

Estadão



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Polícia

Crise de ciúmes após bebedeira em família termina com pai esfaqueando o filho e fugindo da polícia


Um jovem de 27 anos foi internado às pressas no Hospital Municipal de Querência (945 km a Nordeste de Cuiabá) após ser esfaqueado quatro vezes pelo próprio pai, de 44 anos. A tentativa de homicídio doloso foi registrada na madrugada deste domingo (28), por volta das 03h, nas proximidades da empresa Girasol Peças.

O crime ocorreu no momento em que o rapaz tentou intervir em uma violenta discussão conjugal para proteger a mãe de ser agredida fisicamente pelo suspeito. A confusão que culminou no atentado começou por motivos de ciúmes. Conforme o relato da mãe da vítima, a família havia passado o dia no Rio Suiá consumindo bebidas alcoólicas.

Ao retornarem para a residência e terminarem o jantar, o homem passou a questionar a esposa sobre uma saída que ela havia feito dias antes, enquanto ele estava viajando, afirmando que vinha “seguindo os seus passos”. A discussão escalou rapidamente e o marido empurrou a mulher, motivando a interferência imediata do filho do casal para contê-lo.

Revoltado com a intervenção, o pai se apoderou de uma faca e desferiu o primeiro golpe contra o filho. O jovem conseguiu correr para fora do imóvel, mas foi perseguido pelo agressor em via pública. Ao ser alcançado, o rapaz sofreu mais três golpes de arma branca, que causaram perfurações na região torácica, na região epigástrica, na lateral esquerda do tórax e na mão esquerda.

Quando as equipes da Polícia Militar chegaram ao local, a vítima já havia sido socorrida por testemunhas e levada para a unidade hospitalar. O suspeito conseguiu fugir antes da chegada dos militares, tomando rumo ignorado. Foram realizadas varreduras nas redondezas para tentar localizar a arma utilizada, mas a faca não foi encontrada.

A Polícia Civil já foi notificada por meio do telefone funcional e o Boletim de Ocorrência foi encaminhado eletronicamente para que a delegacia local assuma as investigações e dê início ao inquérito.

GD


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