Primavera do Leste / MT - Domingo, 30 de Agosto de 2026

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PT tenta ‘tirar’ pré-campanha da prisão



A direção nacional do PT vai decidir nas próximas semanas sobre a adoção de uma agenda de medidas concretas para manter a pré-campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, afastando assim a discussão sobre um plano ‘B‘ para as eleições. Os dirigentes tentam dar ares de normalidade à candidatura do petista, que está preso desde o dia 7 de abril e condenado a 12 anos e 1 mês em regime fechado. Como teve a sentença confirmada pelo Tribunal Regional da 4ª. Região, Lula é considerado inelegível de acordo com a Lei da Ficha Limpa.

Desde a semana passada, quando o Supremo Tribunal Federal rejeitou mais um recurso da defesa de Lula e não pautou as ações que podem revisar a prisão após a segunda instância, ‘caiu a ficha‘ do PT sobre o fato de que a estratégia de mobilização popular para pressionar o Judiciário não funcionou – o povo não foi às ruas e Lula deve passar um longo período na cadeia.

Na semana passada, a corrente majoritária do partido Construindo um Novo Brasil (CNB), que preside o PT, decidiu insistir na candidatura de Lula até o fim, mesmo que isso leve o partido ao isolamento na eleição presidencial. O próprio ex-presidente, em carta, deu o recado: ‘Se aceitar a ideia de não ser candidato, estarei assumindo que cometi um crime‘. A ideia é transformar a campanha em um palco para a defesa de Lula. ‘Só estamos pedindo o direito de seguir apoiando nosso candidato‘, disse na sexta-feira o ex-ministro Gilberto Carvalho.

Lideranças da CNB vão levar para deliberação da executiva nacional propostas para a criação imediata de dois comitês físicos de pré-campanha em São Paulo e Brasília, agilizar o processo de apresentação das diretrizes do programa de governo, intensificar as conversas com o PR sobre a possibilidade de o empresário Josué Gomes da Silva ser o vice de Lula – o que passaria também pelo processo de convencer o filho do ex-vice-presidente José Alencar aceitar ser registrado – e a definição dos nomes autorizados a representar o ex-presidente em debates e entrevistas.

Por enquanto a única pessoa autorizada a falar em nome de Lula é a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT). São cogitados também os nomes do ex-ministro Luiz Dulci; do presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann; o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad; e o ex-ministro Jaques Wagner. A lista será submetida à cúpula petista e ao próprio Lula nos próximos dias.

Na próxima reunião a executiva nacional do PT vai definir um calendário de lançamentos regionais da pré-campanha.

Nesta semana, emissários de Lula vão falar com Josué sobre a possibilidade de ele aceitar ser vice de Lula. Ele trocou o MDB pelo PR depois de conversas com Lula e é cortejado por outros pré-candidatos.

Com isso, o PT espera neutralizar também o debate interno sobre a indicação de um vice petista. O partido teme que isso traga de volta as especulações sobre o plano ‘B‘. Segundo Carvalho, a carta de Lula à Gleisi na semana passada ‘enterra os fantasmas de plano B‘.

O jornal O Estado de S. Paulo entrevistou João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST, que falou sobre mobilização contra a prisão do ex-presidente Lula.

Há dificuldades para mobilizar gente contra a prisão de Lula?

Há uma outra forma de fazer manifestação que é mobilizar setores organizados como médicos, juristas, igrejas sem fechar rodovia nem fazer greve. Isso tem sido um sucesso. Pela tradição clássica dos movimentos populares, inclusive o nosso, seria natural que tivessem mais greves e mobilizações de rua. Isso não veio, mas não é de agora.

A estrutura do PT dificulta a inclusão de novos atores?

O PT não se preparou para este momento. Se preparou para fazer disputa eleitoral e nesse campo continua ativo. Por isso fica tudo mais difícil. O PT teria condições de ter sempre em cada município pelo menos um ônibus de gente organizada para levar. Sei que há dificuldades de infraestrutura. Estamos há dois anos fazendo lutas. Na hora em que precisávamos está todo mundo capenga.

Os movimentos se acomodaram nos governos do PT?

Acomodaram. Não porque queriam. Existia uma lógica, não por maldade: o governo resolve e não queremos briga, vamos tentar a conciliação. Aquilo deixou uma marca de falta de mobilização, organização e estruturação dos movimentos muito grande.

Estadão



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Janaina Riva declara apoio a Léo Bortolin em Primavera do Leste e promete dobrar as emendas dele para a região


APOIO DECLARADO

Janaina Riva declara apoio a Léo Bortolin em Primavera do Leste e promete dobrar as emendas dele para a região

 

_Aliados de longa data, os dois firmaram compromisso público com investimentos para o sul de Mato Grosso_

 

Léo Bortolin e Janaina Riva, ambos do MDB, caminharam juntos pelas ruas de Primavera do Leste na tarde desta sexta-feira (28). A passeata, que reuniu centenas de apoiadores ao lado de vereadores e lideranças locais, selou o apoio da candidata ao Senado à candidatura de Bortolin a deputado estadual.

 

“E agora, nós queremos eleger um deputado de Primavera, o nosso deputado, que é daqui, que conhece essa cidade como a palma da mão dele, que é Leo Bortolin, 15115”, afirmou a candidata.

 

Janaina destacou que a relação entre os dois antecede a atual eleição. “A nossa história não é de ontem, ela vem de anos já de uma trajetória. Uma trajetória que ajudou a transformar Primavera do Leste”, disse.

 

No discurso, a candidata ao Senado prometeu ampliar os recursos que Bortolin destinar à região, caso os dois sejam eleitos. “Eu já disse ao Léo, o deputado tem as emendas parlamentares, mas elas não são suficientes para atender tudo aquilo que ele sonha para essa região. Ele pode ter certeza que as emendas dele para Primavera, para Paranatinga, para toda a região, cada 1 real que ele colocar, eu vou dobrar como senadora para cuidar da nossa gente”, afirmou.

 

Ao receber a aliada, Bortolin agradeceu o apoio e projetou a dobradinha entre a Assembleia Legislativa e o Senado. “Com certeza, vamos com muita energia positiva levar o nosso nome, e ao lado das lideranças, dos nossos vereadores, dos suplentes, se Deus quiser, sairmos vitoriosos para que Primavera tenha um deputado estadual e tenha uma senadora amiga de Primavera”, disse o candidato.

 

O ato de campanha reforça uma aliança que acompanha as duas trajetórias desde o início. Radicado em Primavera do Leste desde a infância, Bortolin construiu na cidade toda a sua carreira pública. Começou como assessor da Câmara Municipal, foi eleito vereador, reelegeu-se como o mais votado, presidiu a Casa e chegou à Prefeitura aos 31 anos, sendo reconduzido ao cargo com 89% dos votos. Depois, presidiu a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) até março de 2026, período em que filiou, pela primeira vez, 100% dos municípios do estado à entidade.

 

Leonardo Bortolin disputa uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso pelo MDB, com o número 15115.

 


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