Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Reunião para reivindicar local para pratica de som automotivo, manobras radicais é discutido



Confira prints de mensagens de ameaças e áudios

Vereador Josafa com uma das representantes dos jovens que usam Avenida Porto Alegre

Uma reunião marcada pelo vereador Josafá Barbosa(PP), foi solicitada para discutir um problema levantado pelo vereador Luis Costa(PR), ao gravar as noites na avenida Porto Alegre, no vídeo mostra jovens e adolescentes consumindo bebida alcoólica, narguilé e pratica de som automotivo acima do normal. O vídeo que gerou polemicas e ameaças ao vereador Luis Costa, em grupos criados para coordenar uma ação de protesto contra a fala do vereador em pedir fiscalização nas avenidas de nossas cidades. Entre os provocantes dos grupos WhatsApp e Facebook estão o ex-vereador Piru e seu filho Peruzinho. Todos os tipos de xingamentos e ameaças ao vereador foram feitas por membros dos grupos, chegando ao extremo de postar foto do filho do vereador, nos grupos.

Com o calor das discussões o vereador Josafa que é autor de uma indicação de um local para praticas do esporte manobras radicais, “moeção”, som automotivo e carros rebaixados, atendendo diversos grupos que praticam esta modalidade, o vereador Progressista realiza eventos com atrações para este público, a exemplo bailes com MC,s  oferecendo atrações para estes jovens que são organizados por associações, “bora de quebrinhas”, “Low Family”, Carros rebaixados entre outros.

A reunião contou presença dos vereadores Josafa Barbosa, (PP), Luis Costa (PR), Edna Machinic (PT) e Miley (PV), major PM Cleiton, Coordenador da CMTU Thiago Lima, representante do Poder Judiciário Widney Maycon, representantes do Conselho Tutelar Ariane e Keila, além da representante dos Direitos Humanos Rosangela e representante do grupo ativista de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros – LGBT, existente na cidade, a travesti Camila.

Major Cleiton em sua fala garante que todos os lugares é preciso ter regras e respeitar as leis, “bom seria se os jovens participassem da mesma forma na busca por educação, saúde, participassem das sessões aqui na Câmara outros dias, é preciso ter uma sintonia entre vereadores e todos os poderes para buscar uma solução”.

Widney representante do judiciário afirmou que o papel da vara da infância é proteger a criança e o adolescente, principalmente em situação de risco, “o adolescentes até os 17 anos é um menor, nada o impede dele está na Avenidas, porém acompanhado de um adulto e autorização dos pais, sem uso de bebidas alcoólicas, narguilé e nada que ofereça risco”.

O jovem Halax, representante do grupo “bora de quebrinhas”, em sua fala disse não retirar a razão do vereador Luis, “não vim aqui para critica-lo ou confronta-lo como alguns vieram, nós sabemos que existe os exageros na avenida e fica ruim para quem não faz estas manobras nas ruas, pois acabam generalizando”.

Luis Costa foi questionado várias vezes pela fala em tribuna cobrando fiscalização na avenida,  aos motoristas e motociclista que consomem bebida alcoólica e dirigi ou pilota moto, questionamentos como feito por Camila, sobre falta de lixeiras na área central, ou questionado pela representante dos direitos humanos pela forma que chamou quem consomem bebidas alcoólicas e dirigi.

Teve clima bastante quente, quando ex-vereador Piru, cobrou que o poder público deveria construir um local para eles realizarem as manobras, chegando a ser interrompido pelo vereador Luis momento que citava artigos da constituição federal.

Josafa em sua fala diz ser contra as manobras na cidade que para isso possuem um local já destinados na saída para Paranatinga, faltando apenas segurança para o local.

Luis afirma que lei, é lei em todo Brasil, que nunca será permitido beber e dirigir, empinar motocicleta nas ruas de nossa cidade, e relembra que Primavera do Leste possui um trânsito muito violento, “quantos mais inocentes terão que morrer para as autoridades fazerem alguma coisa? Todos os lugares que os praticantes do esporte manobra radicais estiverem praticando ou pessoal do som automotivo é preciso ter regras. Creio que é preciso fiscalização para ajudar o cidadão que não aguenta mais, odor de urina, garrafas quebradas em suas calçadas no dia após as noites de festa, todas as forças de segurança através do GGI- Gabinete Gestão Integrada, podem fiscalizar e coibir os exageros em nossa cidade”.

No grupo que foi criado com nome “repudio ao vereador” mensagens demostram uma ação dos direitos humanos contra a fala do vereador. Rosangela que esteve na reunião e  também é uma defensora dos jovens, disse ter conhecido a Câmera de Primavera pela as falas de Luis Costa, “conheci esta câmara através do senhor, pelas palavras de baixo-calão ditas contra os jovens”.

Uma comissão será formada para buscar com prefeito um local que ofereça segurança aos usuários, com médicos, Samu, Bombeiros, Policia Militar, Fiscais de Transito e de posturas do município.

Confira alguns prints de conversas nos grupos WhatsApp e áudios após a publicação do vídeo e falas na tribuna sobre o tema álcool e direção e som alto.

Confira alguns dos áudios, não recomendados para menores contem palavrões

Todos os áudios e prints serão encaminhados para Policia Civil, o jornal está a disposição para o outro lado.

 

 



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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