Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 13 de Outubro de 2026

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Reunião para reivindicar local para pratica de som automotivo, manobras radicais é discutido



Confira prints de mensagens de ameaças e áudios

Vereador Josafa com uma das representantes dos jovens que usam Avenida Porto Alegre

Uma reunião marcada pelo vereador Josafá Barbosa(PP), foi solicitada para discutir um problema levantado pelo vereador Luis Costa(PR), ao gravar as noites na avenida Porto Alegre, no vídeo mostra jovens e adolescentes consumindo bebida alcoólica, narguilé e pratica de som automotivo acima do normal. O vídeo que gerou polemicas e ameaças ao vereador Luis Costa, em grupos criados para coordenar uma ação de protesto contra a fala do vereador em pedir fiscalização nas avenidas de nossas cidades. Entre os provocantes dos grupos WhatsApp e Facebook estão o ex-vereador Piru e seu filho Peruzinho. Todos os tipos de xingamentos e ameaças ao vereador foram feitas por membros dos grupos, chegando ao extremo de postar foto do filho do vereador, nos grupos.

Com o calor das discussões o vereador Josafa que é autor de uma indicação de um local para praticas do esporte manobras radicais, “moeção”, som automotivo e carros rebaixados, atendendo diversos grupos que praticam esta modalidade, o vereador Progressista realiza eventos com atrações para este público, a exemplo bailes com MC,s  oferecendo atrações para estes jovens que são organizados por associações, “bora de quebrinhas”, “Low Family”, Carros rebaixados entre outros.

A reunião contou presença dos vereadores Josafa Barbosa, (PP), Luis Costa (PR), Edna Machinic (PT) e Miley (PV), major PM Cleiton, Coordenador da CMTU Thiago Lima, representante do Poder Judiciário Widney Maycon, representantes do Conselho Tutelar Ariane e Keila, além da representante dos Direitos Humanos Rosangela e representante do grupo ativista de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros – LGBT, existente na cidade, a travesti Camila.

Major Cleiton em sua fala garante que todos os lugares é preciso ter regras e respeitar as leis, “bom seria se os jovens participassem da mesma forma na busca por educação, saúde, participassem das sessões aqui na Câmara outros dias, é preciso ter uma sintonia entre vereadores e todos os poderes para buscar uma solução”.

Widney representante do judiciário afirmou que o papel da vara da infância é proteger a criança e o adolescente, principalmente em situação de risco, “o adolescentes até os 17 anos é um menor, nada o impede dele está na Avenidas, porém acompanhado de um adulto e autorização dos pais, sem uso de bebidas alcoólicas, narguilé e nada que ofereça risco”.

O jovem Halax, representante do grupo “bora de quebrinhas”, em sua fala disse não retirar a razão do vereador Luis, “não vim aqui para critica-lo ou confronta-lo como alguns vieram, nós sabemos que existe os exageros na avenida e fica ruim para quem não faz estas manobras nas ruas, pois acabam generalizando”.

Luis Costa foi questionado várias vezes pela fala em tribuna cobrando fiscalização na avenida,  aos motoristas e motociclista que consomem bebida alcoólica e dirigi ou pilota moto, questionamentos como feito por Camila, sobre falta de lixeiras na área central, ou questionado pela representante dos direitos humanos pela forma que chamou quem consomem bebidas alcoólicas e dirigi.

Teve clima bastante quente, quando ex-vereador Piru, cobrou que o poder público deveria construir um local para eles realizarem as manobras, chegando a ser interrompido pelo vereador Luis momento que citava artigos da constituição federal.

Josafa em sua fala diz ser contra as manobras na cidade que para isso possuem um local já destinados na saída para Paranatinga, faltando apenas segurança para o local.

Luis afirma que lei, é lei em todo Brasil, que nunca será permitido beber e dirigir, empinar motocicleta nas ruas de nossa cidade, e relembra que Primavera do Leste possui um trânsito muito violento, “quantos mais inocentes terão que morrer para as autoridades fazerem alguma coisa? Todos os lugares que os praticantes do esporte manobra radicais estiverem praticando ou pessoal do som automotivo é preciso ter regras. Creio que é preciso fiscalização para ajudar o cidadão que não aguenta mais, odor de urina, garrafas quebradas em suas calçadas no dia após as noites de festa, todas as forças de segurança através do GGI- Gabinete Gestão Integrada, podem fiscalizar e coibir os exageros em nossa cidade”.

No grupo que foi criado com nome “repudio ao vereador” mensagens demostram uma ação dos direitos humanos contra a fala do vereador. Rosangela que esteve na reunião e  também é uma defensora dos jovens, disse ter conhecido a Câmera de Primavera pela as falas de Luis Costa, “conheci esta câmara através do senhor, pelas palavras de baixo-calão ditas contra os jovens”.

Uma comissão será formada para buscar com prefeito um local que ofereça segurança aos usuários, com médicos, Samu, Bombeiros, Policia Militar, Fiscais de Transito e de posturas do município.

Confira alguns prints de conversas nos grupos WhatsApp e áudios após a publicação do vídeo e falas na tribuna sobre o tema álcool e direção e som alto.

Confira alguns dos áudios, não recomendados para menores contem palavrões

Todos os áudios e prints serão encaminhados para Policia Civil, o jornal está a disposição para o outro lado.

 

 



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A Palavra - Opinião

Entre o “Fora, Lula” e as polêmicas de Primavera: onde fica a coerência política?


Opinião | Por Luis Costa

Primavera do Leste (MT) — Na política, o discurso costuma ser uma coisa; a prática, outra. E é justamente por isso que o eleitor precisa olhar além dos slogans, das bandeiras partidárias e das palavras de ordem que ganham força nas redes sociais.

Em Primavera do Leste, uma contradição merece ser debatida: há pessoas que levantam a bandeira do “Fora, Lula”, criticam posições ideológicas da esquerda e, ao mesmo tempo, apoiam lideranças políticas locais cujas gestões também foram palco de debates e controvérsias envolvendo cultura, comportamento e ideologia.

A pergunta é simples: os princípios políticos valem para todos ou mudam conforme o candidato que recebe o apoio?

A cultura entrou no centro do debate

Durante a gestão de Leonardo Bortolin à frente da Prefeitura de Primavera do Leste, a cultura ganhou espaço na agenda pública, com investimentos em estrutura e iniciativas voltadas às manifestações artísticas.

Em fevereiro de 2023, por exemplo, a cidade inaugurou o Teatro Municipal e uma nova estrutura do Centro Cultural Professora Evangeline Alcântara Takeuchi. Na ocasião, o então prefeito destacou a importância dos espaços para o desenvolvimento cultural e para a formação de jovens.

A informação foi divulgada pelo portal PNB Online, em reportagem publicada em 8 de fevereiro de 2023.

Mas a cultura também se tornou assunto de disputa política na cidade. E é nesse ambiente que surge uma discussão que ainda provoca questionamentos sobre os limites entre arte, liberdade de expressão, valores familiares e posicionamentos ideológicos.

O episódio do beijo que provocou polêmica

Em junho de 2022, uma apresentação artística com temática LGBTQIA+ provocou forte repercussão em Primavera do Leste. A encenação incluía a simulação de um beijo entre pessoas do mesmo sexo e gerou críticas de vereadores, que classificaram a apresentação de maneira negativa.

O caso foi noticiado pelo portal Primeira Página em 30 de junho de 2022.

É importante esclarecer um detalhe: segundo a reportagem, a apresentação foi realizada por uma escola particular, e não se tratava de um espetáculo organizado diretamente pela Prefeitura. Portanto, o episódio não pode ser atribuído automaticamente à administração municipal.

Ainda assim, a repercussão revelou como as questões culturais e ideológicas dividiam opiniões na cidade e eram levadas para o debate político.

A pergunta que permanece pertinente é: quem defende liberdade de expressão em determinadas situações está disposto a defender o mesmo princípio quando a manifestação artística contraria suas próprias convicções?

E quem critica a chamada ideologia de esquerda em âmbito nacional mantém os mesmos critérios quando se trata de aliados políticos locais?

O eleitor não pode ter dois pesos e duas medidas

O problema não está em ser de direita, de esquerda ou de qualquer outra corrente política. Cada cidadão tem o direito de defender suas convicções, apoiar candidatos e discordar de manifestações culturais.

O problema começa quando os princípios são utilizados seletivamente.

Se uma pessoa considera determinadas manifestações culturais inadequadas, tem o direito de expressar sua opinião. Mas também precisa estar disposta a avaliar criticamente as decisões e os posicionamentos dos políticos que apoia.

Da mesma forma, quem cobra coerência ideológica do governo federal não deveria abrir mão de fazer as mesmas perguntas aos representantes de sua preferência em Primavera do Leste.

A coerência política não pode ser uma exigência apenas para os adversários.

Flores, obras e disputas ideológicas: o que fica para a população?

Uma gestão pública não pode ser avaliada apenas por eventos, inaugurações, slogans ou imagens bonitas. É preciso observar os resultados, as prioridades administrativas, a aplicação dos recursos públicos e a capacidade de atender às necessidades da população.

Na cultura, isso significa discutir acesso aos espaços públicos, valorização dos artistas locais, transparência nos investimentos e respeito à diversidade de manifestações culturais.

Também significa permitir que a população questione as escolhas da administração sem ser automaticamente rotulada por suas posições políticas ou religiosas.

O debate precisa ser mais amplo do que um beijo em um palco ou uma palavra de ordem nas redes sociais. O cidadão tem o direito de saber quais políticas foram executadas, quanto custaram e quais benefícios trouxeram para a comunidade.

E os eleitores de Léo que gritam “Fora, Lula”?

É aqui que a discussão ganha força política.

Não há contradição automática em alguém criticar Lula e apoiar Leonardo Bortolin. São lideranças diferentes, com trajetórias, propostas e responsabilidades distintas. Um eleitor também pode concordar com um político em determinados assuntos e discordar dele em outros.

Mas, quando o argumento utilizado contra um adversário é ideológico, é legítimo cobrar que os mesmos critérios sejam aplicados aos aliados.

Se o discurso é contra determinadas manifestações culturais, por exemplo, o eleitor pode perguntar como os políticos de sua preferência se posicionaram diante de situações semelhantes. Se a cobrança é por valores familiares, cabe questionar quais políticas públicas efetivamente defendem esses valores. E, quando o argumento é o uso do dinheiro público, a fiscalização deve valer para todos.

Não se trata de defender Lula nem de atacar quem pensa diferente. Trata-se de cobrar coerência de quem faz da ideologia uma bandeira política.

A política precisa de menos slogans e mais coerência

Primavera do Leste precisa de debate sério sobre saúde, educação, infraestrutura, cultura, segurança e aplicação dos recursos públicos. As discussões ideológicas fazem parte da democracia, mas não podem substituir a avaliação concreta dos resultados de uma gestão.

O eleitor não deve entregar um cheque em branco a nenhum político. Nem a um adversário, nem a um aliado.

Quem cobra coerência precisa praticá-la. Quem exige transparência deve aceitar a fiscalização. E quem critica as escolhas de um governo precisa estar disposto a examinar as decisões dos representantes que apoia.

No fim das contas, a pergunta não é apenas quem grita “Fora, Lula”. A pergunta é: quais critérios essa pessoa utiliza para avaliar os políticos em quem acredita?

Porque, em uma democracia, a coerência não se mede pelo volume do grito, mas pela disposição de aplicar os mesmos princípios a todos.

 


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