Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 12 de Junho de 2026

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Reunião para reivindicar local para pratica de som automotivo, manobras radicais é discutido



Confira prints de mensagens de ameaças e áudios

Vereador Josafa com uma das representantes dos jovens que usam Avenida Porto Alegre

Uma reunião marcada pelo vereador Josafá Barbosa(PP), foi solicitada para discutir um problema levantado pelo vereador Luis Costa(PR), ao gravar as noites na avenida Porto Alegre, no vídeo mostra jovens e adolescentes consumindo bebida alcoólica, narguilé e pratica de som automotivo acima do normal. O vídeo que gerou polemicas e ameaças ao vereador Luis Costa, em grupos criados para coordenar uma ação de protesto contra a fala do vereador em pedir fiscalização nas avenidas de nossas cidades. Entre os provocantes dos grupos WhatsApp e Facebook estão o ex-vereador Piru e seu filho Peruzinho. Todos os tipos de xingamentos e ameaças ao vereador foram feitas por membros dos grupos, chegando ao extremo de postar foto do filho do vereador, nos grupos.

Com o calor das discussões o vereador Josafa que é autor de uma indicação de um local para praticas do esporte manobras radicais, “moeção”, som automotivo e carros rebaixados, atendendo diversos grupos que praticam esta modalidade, o vereador Progressista realiza eventos com atrações para este público, a exemplo bailes com MC,s  oferecendo atrações para estes jovens que são organizados por associações, “bora de quebrinhas”, “Low Family”, Carros rebaixados entre outros.

A reunião contou presença dos vereadores Josafa Barbosa, (PP), Luis Costa (PR), Edna Machinic (PT) e Miley (PV), major PM Cleiton, Coordenador da CMTU Thiago Lima, representante do Poder Judiciário Widney Maycon, representantes do Conselho Tutelar Ariane e Keila, além da representante dos Direitos Humanos Rosangela e representante do grupo ativista de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros – LGBT, existente na cidade, a travesti Camila.

Major Cleiton em sua fala garante que todos os lugares é preciso ter regras e respeitar as leis, “bom seria se os jovens participassem da mesma forma na busca por educação, saúde, participassem das sessões aqui na Câmara outros dias, é preciso ter uma sintonia entre vereadores e todos os poderes para buscar uma solução”.

Widney representante do judiciário afirmou que o papel da vara da infância é proteger a criança e o adolescente, principalmente em situação de risco, “o adolescentes até os 17 anos é um menor, nada o impede dele está na Avenidas, porém acompanhado de um adulto e autorização dos pais, sem uso de bebidas alcoólicas, narguilé e nada que ofereça risco”.

O jovem Halax, representante do grupo “bora de quebrinhas”, em sua fala disse não retirar a razão do vereador Luis, “não vim aqui para critica-lo ou confronta-lo como alguns vieram, nós sabemos que existe os exageros na avenida e fica ruim para quem não faz estas manobras nas ruas, pois acabam generalizando”.

Luis Costa foi questionado várias vezes pela fala em tribuna cobrando fiscalização na avenida,  aos motoristas e motociclista que consomem bebida alcoólica e dirigi ou pilota moto, questionamentos como feito por Camila, sobre falta de lixeiras na área central, ou questionado pela representante dos direitos humanos pela forma que chamou quem consomem bebidas alcoólicas e dirigi.

Teve clima bastante quente, quando ex-vereador Piru, cobrou que o poder público deveria construir um local para eles realizarem as manobras, chegando a ser interrompido pelo vereador Luis momento que citava artigos da constituição federal.

Josafa em sua fala diz ser contra as manobras na cidade que para isso possuem um local já destinados na saída para Paranatinga, faltando apenas segurança para o local.

Luis afirma que lei, é lei em todo Brasil, que nunca será permitido beber e dirigir, empinar motocicleta nas ruas de nossa cidade, e relembra que Primavera do Leste possui um trânsito muito violento, “quantos mais inocentes terão que morrer para as autoridades fazerem alguma coisa? Todos os lugares que os praticantes do esporte manobra radicais estiverem praticando ou pessoal do som automotivo é preciso ter regras. Creio que é preciso fiscalização para ajudar o cidadão que não aguenta mais, odor de urina, garrafas quebradas em suas calçadas no dia após as noites de festa, todas as forças de segurança através do GGI- Gabinete Gestão Integrada, podem fiscalizar e coibir os exageros em nossa cidade”.

No grupo que foi criado com nome “repudio ao vereador” mensagens demostram uma ação dos direitos humanos contra a fala do vereador. Rosangela que esteve na reunião e  também é uma defensora dos jovens, disse ter conhecido a Câmera de Primavera pela as falas de Luis Costa, “conheci esta câmara através do senhor, pelas palavras de baixo-calão ditas contra os jovens”.

Uma comissão será formada para buscar com prefeito um local que ofereça segurança aos usuários, com médicos, Samu, Bombeiros, Policia Militar, Fiscais de Transito e de posturas do município.

Confira alguns prints de conversas nos grupos WhatsApp e áudios após a publicação do vídeo e falas na tribuna sobre o tema álcool e direção e som alto.

Confira alguns dos áudios, não recomendados para menores contem palavrões

Todos os áudios e prints serão encaminhados para Policia Civil, o jornal está a disposição para o outro lado.

 

 



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política

Nininho defende em audiência no STF pacto entre MT e Pará para garantir atendimento a famílias da faixa de divisa


Audiência de conciliação mediada pelo ministro Flávio Dino avança na construção de acordo para assegurar serviços públicos, segurança jurídica aos gestores e assistência a comunidades que dependem da estrutura mato-grossense

 

A audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira (10/6) no Supremo Tribunal Federal (STF) abriu caminho para a construção de um acordo de cooperação entre Mato Grosso e Pará com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços públicos prestados a comunidades localizadas na faixa de divisa entre os dois estados. O encontro conduzido pelo ministro Flávio Dino reuniu representantes dos governos estaduais, parlamentares, prefeitos e equipes técnicas envolvidas na discussão.

Representando o Norte de Mato Grosso, uma das regiões diretamente impactadas pela disputa territorial, o deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) defende que a prioridade seja assegurar atendimento à população enquanto a discussão sobre os limites territoriais segue seu curso jurídico.

“Nosso objetivo não é tratar de anexação territorial neste momento, mas garantir meios legais para que os municípios mato-grossenses continuem atendendo moradores que dependem dos serviços públicos oferecidos por Mato Grosso. Estamos falando de famílias que precisam de saúde, educação, assistência social e infraestrutura”, argumenta o parlamentar.

Segundo Nininho, a audiência representou um avanço por buscar soluções práticas para problemas enfrentados diariamente pelas comunidades instaladas em áreas administrativamente vinculadas ao Pará, mas que dependem da estrutura pública de cidades mato-grossenses.

“Conheço essa realidade desde o início da ocupação da região. Precisamos encontrar mecanismos que deem legalidade à atuação dos prefeitos, resolvendo questões sanitárias, tributárias e de prestação de serviços. São dificuldades que acompanham essa população há décadas”, pontua Nininho.

PACTO FEDERATIVO

Durante a audiência, o governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, apresentou a proposta de um pacto federativo entre os dois estados. A ideia prevê a formalização de um acordo de cooperação que permita aos municípios e ao governo mato-grossense continuar prestando serviços à população da região, com respaldo jurídico e eventual compensação financeira por parte do Pará.

Nininho classifico a proposta de Pivetta como uma resposta a uma demanda antiga dos municípios da região de Jacareacanga. “Estamos falando de brasileiros que enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos. Muitos municípios de Mato Grosso absorvem essa demanda há anos, especialmente nas áreas de saúde e educação. Precisamos construir uma solução que permita a continuidade desse atendimento sem prejudicar a população”, informa.

O parlamentar cita ainda que a insegurança jurídica tem dificultado que municípios de Mato Grosso, como Paranaíta e Alta Floresta, realizem investimentos públicos em localidades que, embora dependam da estrutura mato-grossense, são consideradas oficialmente território paraense.

“Defendemos um acordo que permita a Mato Grosso continuar atendendo essas comunidades, inclusive na área de infraestrutura, com respaldo legal para os gestores e compensação financeira pelos serviços prestados. O mais importante é que nenhuma família fique desassistida”, acrescenta Nininho.

REALIDADE DA REGIÃO

Prefeito de Paranaíta, Osmar Moreira afirmou que a audiência teve resultado positivo ao colocar em primeiro plano as necessidades da população. Segundo ele, a discussão sobre a divisa continuará tramitando, mas o momento exige soluções imediatas para questões ligadas à saúde, educação, segurança, sanidade animal e tributação.

“Saio contente pelo desenrolar da audiência. Houve um avanço importante porque os estados aceitaram discutir uma conciliação para resolver os problemas locais. A questão territorial continua, mas precisamos atender as pessoas que vivem naquela região”, enfatiza.

O prefeito relatou ao ministro Flávio Dino situações que ilustram a dependência das comunidades em relação aos serviços prestados por Mato Grosso. Entre os exemplos, citou o caso de uma moradora da região cujo atendimento após o falecimento precisou ser realizado por equipes de Paranaíta.

“São vidas humanas. Em muitos casos, não há presença efetiva do Estado do Pará em áreas como saúde, segurança e infraestrutura. Foi isso que levamos ao conhecimento do ministro”, afirma o gestor de Paranaíta.

De acordo com Osmar Moreira, cerca de duas mil pessoas residentes em áreas localizadas no sul do Pará dependem diretamente dos serviços públicos oferecidos por municípios mato-grossenses, realidade que também afeta cidades como Alta Floresta, Novo Mundo, Matupá, Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte.

DISCUSSÃO SEGUE ABERTA

O procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AlMT), Bruno Cardoso, avaliou que a audiência representou um avanço significativo por permitir a construção de soluções concretas para os problemas enfrentados pela população da faixa de divisa.

Segundo ele, o ministro Flávio Dino sinalizou que o diálogo entre os estados deve continuar e não descartou a possibilidade de analisar futuramente aspectos relacionados à rediscussão territorial. “Enquanto muitos falam apenas sobre território, os prefeitos e deputados estão falando das pessoas. O foco é garantir segurança e dignidade para quem vive naquela região e depende dos serviços públicos”, afirma.

A disputa entre Mato Grosso e Pará envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e afeta diretamente diversos municípios do Norte mato-grossense. O impasse tem origem em interpretações divergentes sobre a delimitação territorial estabelecida na Convenção de Limites assinada pelos dois estados em 1900.

A controvérsia já foi analisada pelo STF, mas lideranças políticas e representantes das comunidades sustentam que ainda existem elementos que justificam uma nova discussão sobre o tema.

AUTORIDADES PRESENTES

Participaram da audiência além de Nininho e do governador Otaviano Pivetta, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, os deputados estaduais Janaina Riva e Diego Guimarães, os senadores Wellington Fagundes, Jayme Campos e Carlos Fávaro e o procurador da ALMT, Bruno Cardoso.

Também estiveram presentes prefeitos dos municípios afetados pela disputa territorial, Osmar Moreira, de Paranaíta, Chico Gamba, de Alta Floresta, e representantes dos governos de Mato Grosso e Pará, membros das procuradorias dos dois estados e equipes técnicas envolvidas na construção de uma solução para garantir segurança jurídica aos gestores públicos e atendimento às comunidades da faixa de divisa.

Redação: Sérgio Ober


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