Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Fevereiro de 2026

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“Se fosse com um deputado, vereador ou prefeito, primeiro se prenderia, depois verificaria a procedência”, ironiza Janaina



Deputada quer tratamento isonômico e exige explicações do atual chefe do MPE, José Antonio Borges sobre as supostas fraudes, além de sugerir abertura de uma CPI para apurar graves afirmações feitas por Zaqueu, Lesco e Gerson. Ela também foi grampeada.

O suposto uso de notas frias pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), pode ser um dos motivos a levar a Assembleia Legislativa a abrir, nos próximos dias, uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar grampos ilegais praticados por promotores do Ministério Público do Estado. Sinalização nesse sentido partiu da deputada Janaina Riva (MDB). Para que seja aberta uma CPI no parlamento estadual são necessárias oito assinaturas (1/3 do total de parlamentares).

Porém, antes mesmo de trabalhar a coleta de assinaturas, Janaina Riva está pedindo que a Assembleia “convide” o Procurador-Geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges, para dar explicações aos deputados quanto às revelações feitas na terça-feira e nesta quarta (16 e 17) em depoimentos dos militares que tiveram seus nomes envolvidos  no esquema criminoso de interceptações telefônicas, conhecido como “Grampolândia Pantaneira”. Depuseram os coronéis Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco, além do cabo Gerson Correa.

Esses depoimentos serviram de munição à deputada que, da tribuna da Assembleia, na noite de terça-feira, disparou contra o Ministério Público Estadual. A parlamentar, vice-presidente da Casa de Leis, quer que Borges dê explicações especialmente quanto ao que disse (reafirmou) em juízo o coronel Lesco sobre as escutas clandestinas, usando o sistema “barriga de aluguel”. Teria sido dessa forma que o MPE decidiu “grampear” a deputada para assim tentar prender José Geraldo Riva, pai dela e ex-presidente da Assembleia Legislativa.

Segundo Lesco, na Operação Metástase ”eles queriam saber se ela continuava fazendo as coisas  que José Riva  fazia”.

Ao reafirmar que o ex-governador Pedro Taques é um dos “donos” do esquema criminoso, Lesco disse categoricamente que o MP tinha interesse em grampear a parlamentar, tanto que ela foi “ouvida”  ilegalmente.

“De forma vergonhosa vimos que o Ministério Público patrocinou equipamentos para grampear políticos. A Polícia Militar, por orientação dos promotores, acatou os pedidos de ‘barrigas de aluguéis’, grampeando deputados, inclusive eu, e não tivemos até hoje acesso ao número exato de pessoas que foram grampeadas. Depois de algum tempo, a gente começa a ver justiça nessa situação dos grampos”, discursou Janaina, também enfatizando que considera gravíssimas as revelações quanto ao suposto uso de notas frias pelo  MP (Gaeco), tal como denunciou o Cabo Gerson ao juiz Marcos Faleiros. Pela denúncia, o Gaeco fez uso indevido e desvio de finalidade de uma verba destinada exclusivamente para ser investida em custos de investigações.

cabo gerson correa pm
Gerson Correa: Notas fraudulentas no Gaeco

“Fiquei imaginando: se isso fosse dentro da Assembleia, ia estar cheio de policiais aqui, levando os servidores, com pedido de afastamento do deputado sem querer saber se esse parlamentar tinha alguma relação com aquele servidor ou não. Quando se trata de Assembleia, prefeitos, vereadores, primeiro afasta ou prende e só depois avalia se tem procedência ou não”, comparou Janaina, insistindo que “temos que saber quem assinou essas notas frias, pois as notas existem”.

Na forma mais direta, a parlamentar quer tratamento igual, quanto aos critérios para investigação a se basear pela forma que o MPE, especialmente via Gaeco, vem atuando ao longo dos anos  em Mato Grosso.

“O que que vai acontecer com eles [promotores]?, vão ser presos igual a deputados, igual a vereadores e  prefeitos?” indagou.

Por: PAULO COELHO Hiper Notícia 

 



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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