Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Senado aprova projeto de Jayme que prioriza recursos para rodovias com mais acidentes



Mais de 64 mil acidentes foram registrados no último ano nas rodovias brasileiras, muitas delas com grande precariedade em conservação

O Senado aprovou nesta terça-feira, 14, projeto de lei 2931/22, do senador Jayme Campos (União-MT), que determina prioridade dos trechos de rodovias federais com mais acidentes nos planos de investimento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O texto recebeu parecer favorável, em caráter terminativo, dos senadores que integram a Comissão de Infraestrutura e será remetido diretamente para a Câmara dos Deputados.

“Estamos cuidando de salvar vidas, ao priorizar as obras, nesses trechos. Além de reduzir os danos humanos, que atingem, de forma drástica, milhares de famílias a cada ano, vamos buscar ganhos materiais, já que o custo dos acidentes supera claramente o valor investido na infraestrutura rodoviária” — comemorou o senador.

Jayme Campos destacou que mais de 64 mil acidentes foram registrados no último ano nas rodovias brasileiras, resultando em quase 53 mil pessoas feridas ou mortas. Segundo o senador, muitos acidentes ocorrem devido à falta de manutenção das rodovias, com estradas esburacadas e sinalização inadequada.

Somente em 2022, o custo do total dos acidentes chegou a R$ 13 bilhões. O total investido em rodovias federais, no mesmo período, contudo, foi menor do que R$ 6,5 bilhões. Dados da Confederação Nacional do Transporte que mostram que 75% da malha rodoviária brasileira é classificada como regular, ruim ou de péssima qualidade.

Uma vez aprovado pela Câmara e sancionado pelo presidente da República, o DNIT passa a ser obrigado a investir em manutenção, conservação, restauração e ampliação das rodovias federais que apresentarem os maiores índices de sinistros. Segundo Jayme Campos, o Governo Federal deve utilizar o número de sinistros como um indicador para as concessões para a administração privada, e seleção das obras que serão contempladas com investimentos diretos.

Jayme Campos ressaltou que a situação alarmante. Em 2023 foram registrados, ao todo, 2.313 acidentes e 271 mortes. O número é 8,8% superior ao de 2022, quando foram 2.124 acidentes e 262 mortes. Ao todo, cinco rodovias federais cortam o Estado. São elas: a BR-070, BR-158, BR-163, BR-174 e BR-364.

“Tenho certeza que a aprovação desse projeto e a sanção presidencial trará resultados altamente positivos. Afinal, todos sabemos, que são absolutamente significativos os recursos que podem ser economizados com a simples melhora da pavimentação e sinalização das rodovias — concluiu Jayme Campos.

 



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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