Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 06 de Abril de 2026

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Senadora nem aí para emendas



A senadora eleita Selma Arruda (PSL) tem dito que “não vai mexer com emendas parlamentares”. Acredita que, assim, não corre risco de fomentar corrupção. A juíza aposentada parece estar chegando em Brasília com visão equivocada do seu papel. Se agir assim, estará prejudicando MT. Como representante de Estado não pode negligenciar. Deve entender que emendas asseguram desenvolvimento social, econômico e geram empregos. Não tem dinheiro perdido na Capital Federal. Quando deputado e/ou senador deixa de reivindicá-lo para obras e projetos, vai para outro Estado. São R$ 15 milhões em emendas impositivas a cada parlamentar e no mínimo mais R$ 80 milhões de emenda de bancada. Selma precisa entender que seu gabinete não será extensão daquele que ocupava no Fórum da Capital, estável pelo concurso público. Queira ou não, seu gabinete será do povo, que a elegeu.

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📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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