Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 17 de Junho de 2026

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Situação de estrada conhecida como “biboca” no município de Nova Brasilândia prejudica pecuaristas



Fazendeiros da região do município de nova Brasilândia conhecido como “biboca”, estão na bronca com a prefeitura do município, a estrada fica na MT 251, seguindo para Rodovia Municipal 238, o local está sem condições de tráfego com buracos e areia em trajeto de muita serra, fator que dificulta ainda mais trafegar pela estrada no município de Nova Brasilândia. Em contato com Cleber que é secretário do município no dia 27/08, ele garantiu que as máquinas iriam para este local no máximo em 10 dias, no entanto não foram.
Na região cerca de 8 proprietários de fazendas são moradores do município de Primavera do Leste, mas pagam impostos também para o município de Nova Brasilândia, eles reclamam que sempre padeceram com as condições das estradas, e buscam sem resultado o apoio da prefeitura de Nova Brasilândia. Para tirarem o gado vendido de suas propriedades, são forçados a tocarem a pé por cerca de 10KM, para poderem embarcar nos caminhões, “isto é um descaso com nós que contribuímos com Nova Brasilândia, mas ficamos limitados de trabalhar devido as condições desta estrada”, afirma um pecuarista.
A estrada foi arrumada pela última vez pela prefeitura de Primavera do Leste no ano de 2015, quando Primavera tinha convênio com Nova Brasilândia. Hoje não tendo o convênio firmado, Primavera está impedida de fazer a manutenção, complicado a vida dos moradores da região.
O Jornal A Palavra continuará acompanhado as condições da estrada e pediremos um novo prazo para realizarem a manutenção na estrada, assim que solucionado o problema, mostremos aqui, pois segundo os donos das fazendas, todos pagam o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB) e esperam que este dinheiro voltem na manutenção das estradas.



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política

Executivos de empresa que controla a Águas de Primavera fazem delação e dizem ter pago R$ 30 milhões e uma BMW a Juarez Costa


Relatos de ex-dirigentes da Aegea envolvem a concessão de saneamento de Sinop e citam o deputado federal

 

O deputado federal Juarez Costa voltou ao centro de uma investigação de repercussão nacional após ex-executivos da Aegea Saneamento afirmarem, em acordos de colaboração premiada firmados com o Ministério Público Federal, que teriam realizado pagamentos milionários para garantir interesses da empresa em contratos públicos de saneamento. Entre os relatos apresentados pelos delatores está a informação de que Juarez Costa teria recebido R$ 30 milhões destinados ao pagamento de despesas de campanha, além de uma BMW adquirida em 2014.

 

As informações vieram à tona após a homologação dos acordos pelo Superior Tribunal de Justiça e passaram a integrar uma das maiores apurações já realizadas envolvendo concessões privadas de saneamento no país. A investigação reúne relatos de antigos dirigentes da companhia sobre supostos pagamentos feitos para facilitar contratos e manter operações em diferentes municípios brasileiros.

 

Segundo os depoimentos divulgados pela imprensa nacional, o ex-presidente da Aegea, Hamilton Amadeo, afirmou aos investigadores que autorizou repasses relacionados à concessão de saneamento de Sinop durante o período em que Juarez Costa administrava o município. Já o ex-diretor financeiro Flávio Crivellari teria detalhado operações financeiras e a aquisição de uma BMW avaliada em cerca de R$ 330 mil na época.

 

O caso não se limita a Mato Grosso. As delações fazem parte de um conjunto de acordos nos quais ex-executivos relataram supostos pagamentos ilícitos realizados entre 2010 e 2018 em diversos estados. Os valores mencionados nas investigações ultrapassam R$ 60 milhões e envolvem contratos considerados estratégicos para a expansão da empresa no setor de saneamento.

 

Em Sinop, a investigação está relacionada à concessão dos serviços de água e esgoto assinada em 2014. O contrato transferiu a operação para a Águas de Sinop, empresa pertencente ao grupo Aegea, em um dos maiores processos de concessão realizados pelo município naquele período.

 

A repercussão do caso também alcança Primavera do Leste. Isso porque a Aegea é a mesma controladora da Águas de Primavera, concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade. A empresa mantém operações em outros municípios mato-grossenses e figura entre os principais grupos privados do setor no estado.

 

Não há, até o momento, qualquer acusação ou investigação pública envolvendo a concessão de Primavera do Leste. A relação com o caso ocorre exclusivamente porque a operação local pertence ao mesmo grupo empresarial citado nas delações. Ainda assim, a divulgação dos acordos colocou a companhia sob os holofotes e ampliou o interesse público sobre suas concessões em Mato Grosso.

 

A tramitação do processo passou por diferentes instâncias judiciais em razão das discussões sobre foro privilegiado de alguns dos citados. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal e posteriormente retornou ao Superior Tribunal de Justiça, onde os acordos acabaram homologados. Especialistas apontam que a longa discussão processual poderá influenciar os desdobramentos futuros da investigação.

 

Até o momento, as informações divulgadas têm como base os relatos dos colaboradores e os documentos apresentados aos órgãos de investigação. Juarez Costa ainda não apresentou manifestação pública detalhada sobre o conteúdo das acusações divulgadas nacionalmente.

 

A revelação das delações recoloca em debate uma das decisões mais importantes da história recente do saneamento em Sinop e projeta seus efeitos para além dos limites do município. O fato de a mesma controladora atuar em diversas cidades mato-grossenses, incluindo Primavera do Leste, aumenta a repercussão política do caso e mantém a atenção voltada para os próximos passos das investigações.


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