Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 05 de Novembro de 2026

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geral

TCE condena ex-prefeito a devolver R$ 387 mil em MT



O Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) julgou irregulares as contas referentes aos repasses realizados no 1º e no 2º semestre de 2012 relativos ao Programa de Transporte Escolar/2012, prestadas pela Prefeitura de General Carneiro, sob a responsabilidade do ex-gestor Juracy Rezende da Cunha. O ex-prefeito também foi condenado à restituição aos cofres públicos do valor de R$ 387.555,16 e multado em 10% sobre este montante relativo ao dano ao erário provocado.

A apuração se deu no âmbito da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), mediante determinação de Tomada de Contas Especial feita pelo TCE de Mato Grosso para verificar o apontamento de irregularidade. De acordo com o voto apresentado pelo relator, conselheiro interino Luiz Carlos Pereira, durante a sessão ordinária de terça-feira (05.09), as contas apresentadas pelo ex-gestor não trouxeram documentos comprovando o processo licitatório no qual a empresa F.H. Mangonoto Transporte – ME saiu vencedora, e não foram apresentadas cópias de dois cheques nos valores de R$ 53.000,00 cada pagos à empresa.

Outro agravante se deu no 2º semestre de gestão da Prefeitura, quando o então gestor, Juracy Rezende da Cunha, não apresentou qualquer documento relativo à prestação de contas do município no período. “Assim sendo, verifico que as situações constatadas na presente Tomada de Contas Especial ensejam imputação de débito, tanto pela ausência de nexo causal entre os documentos de desembolso apresentados na prestação de contas do 1º semestre de 2012 e as despesas afetas à execução realizadas em favor da empresa, quanto pela total omissão do prefeito em prestar contas relativas aos repasses ocorridos no 2ª semestre de 2012”, completou o relator em seu voto.

O conselheiro interino apresentou seu voto com relação ao processo de nº 59889/2016 e foi acompanhado pelos demais membros do Pleno por unanimidade.

Folhamax



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Mundo

Brasil no Mundo analisa eleições nos EUA e geopolítica internacional


A TV Brasil transmite nesta quinta-feira (5), às 22h, o último episódio da temporada do programa Brasil no Mundo. A edição analisa os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, a emergência de novos perfis de candidatos democratas e os desafios políticos enfrentados pelo presidente Donald Trump em meio à reconfiguração do cenário político norte-americano.

Para contribuir com o debate, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem Eduardo Heleno, doutor em ciência política, jornalista e professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF). Heleno é coordenador do MBA em Estudos Estratégicos e Relações Internacionais da instituição, integra o Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos da UFF e desenvolve pesquisas sobre democracia, relações internacionais, defesa e política contemporânea.

Notícias relacionadas:

  • Entenda as eleições de meio de mandato do presidente nos EUA.
  • Eleições nos EUA têm vitórias históricas de minorias sub-representadas.
  • Derrota de Trump pode frear política de intervenções na América Latina.

O programa também discute os desdobramentos das guerras no Irã e na Ucrânia, as tensões sociais e políticas na Europa, agravadas por ataques cibernéticos à infraestrutura civil, e o impasse na escolha do novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A atração ainda aborda a estratégia do governo Lula de diversificar as relações comerciais na Ásia, reduzir a dependência da China e redefinir o diálogo com os Estados Unidos diante das mudanças políticas em curso nos dois países.

Sobre a produção

O Brasil no Mundo se dedica a discutir, com profundidade e clareza, os grandes acontecimentos internacionais que moldam a política, a economia e a vida cotidiana. Conduzido por Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o programa combina análises de contexto, explicações acessíveis e entrevistas com especialistas que ajudam a iluminar os reflexos do cenário global no Brasil.

Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na Globo por 26 anos, incluindo o período em que foi correspondente em Nova York. Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente internacional em Genebra e colaborou com veículos como BBC, CNN e The Guardian. Já Yan Boechat cobre conflitos internacionais há mais de 20 anos e realizou reportagens em diversas regiões do mundo, como África, Oriente Médio, Rússia e América Latina.

O programa já recebeu personalidades como a ministra Marina Silva; o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; o geógrafo Elias Jabbour; e a economista Juliana Furno.

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Mundo

Derrota de Trump coloca em xeque relação histórica dos EUA com Israel


A derrota histórica dos republicanos na eleição de meio de mandato do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, colocou em xeque a sólida relação entre o país norte-americano e Israel, que vem sendo alvo de críticas internas nos últimos anos.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que a relação do país com Israel foi um dos quatro principais motivos apontados por consultor de confiança que fizeram o partido Republicano perder as maiorias na Câmara e no Senado para os Democratas.  

Notícias relacionadas:

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  • Extrema-direita europeia se distancia de Trump .
  • Polícia entra em conflito com manifestantes na cidade francesa de Lyon.

No dia da eleição, o presidente Trump anunciou, para surpresa dos aliados em Israel, o fim da ajuda militar ao país estimada em US$ 3,8 bilhões, ao ano, prevista anteriormente para continuar até 2028.

O professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Bruno Huberman avalia que a decisão de Trump de suspender o repasse é resultado de uma mudança nas relações bilaterais entre Washington e Tel Aviv.

São Paulo (SP), 26/06/2025 - O professor de relações internacionais Bruno Huberman é entrevistado por Leandro Demori no programa Dando a Real com Demori na TV Brasil. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Bruno Huberman avalia que a decisão de Trump de suspender repasse é resultado de mudança nas relações bilaterais entre Washington e Tel Aviv – Rovena Rosa/Agência Brasil

“Essa ajuda militar foi muito criticada. Os EUA fornecem ajudar militar para Israel desde o governo de John Kennedy (1961-1963). No primeiro governo Trump (2016-2020), essa ajuda se expandiu de forma muito agressiva”, contou o coordenador do Observatório de Conflitos do Oriente Médio.  

A organização não governamental Conselho de Relações Exteriores, sediada nos EUA, afirma que Israel é “há muito tempo, o principal beneficiário da ajuda externa dos EUA, incluindo assistência militar”.

A instituição calcula que, desde a fundação de Israel, em 1947, o país recebeu dos EUA mais de US$ 300 bilhões até 2025. Desse total, US$ 224 bilhões são de assistência militar, mais que o dobro que o segundo colocado, Afeganistão, com US$ 113 bilhões.

O pesquisador do Grupo de Estudos de Conflitos Internacionais (GECI) da PUC-SP Bruno Huberman destacou que presidente democrata Joe Biden (2020-2024) manteve o nível de ajuda no contexto da guerra na Faixa de Gaza, classificada por especialistas como um genocídio. Esse apoio motivou uma onda de manifestações contrárias em universidades dos EUA em 2024.

“É uma ajuda sem qualquer contrapartida de Israel. O fato de Israel usar esses recursos para comprar armas fabricadas pelas corporações americanas foi muito criticado pela esquerda do Partido Democrata durante a eleição, embora, no poder, os democratas não fizeram nada muito diferente”, destacou Huberman.

Israel em pauta

As eleições nos EUA foram marcadas pela vitória do primeiro mulçumano para o Senado dos EUA, Abdul El-Sayed, pelo estado de Michigan, que fez campanha criticando os gastos do país com ajuda militar a Israel.

“Tentam rotular você como alguém cheio de ódio se você acredita que crianças palestinas deveriam poder crescer na terra de seus antepassados sem serem assassinadas com o dinheiro dos nossos impostos”, afirmou o senador eleito.

O professor da PUC de Minas Danny Zahreddine, especialista em conflitos no Oriente Médio, avalia que o anúncio de Trump de suspender a ajuda militar à Israel foi uma tentativa de impedir a vitória de El-Sayed para o Senado pelo Michigan.

“A relação dos EUA com Israel traz hoje para o público americano um desconforto. Historicamente, o imaginário do mundo americano sempre foi muito favorável a essa relação. Isso começou a se desgastar com o genocídio em Gaza. Essa mudança começa em Gaza”, explicou.

Custo político

O diretor-executivo da Brazil Office Alliance, organização que conecta pesquisadores brasileiros que atuam nos EUA, Paulo Abraão argumentou à Agência Brasil que a Casa Branca reconheceu o custo político da aliança com Israel.

“Eu não diria que isso significa necessariamente o enfraquecimento da aliança estratégica entre os dois países, mas sim uma mudança relevante nas condições políticas de sua sustentação”, comentou.

Belo Horizonte (MG), 27/03/2026 - Danny Zahreddine, diretor do Instituto de Ciências Sociais da PUC Minas. Foto: Agência Pública/Divulgação

Danny Zahreddine aponta que o apoio à Israel deixou de ser um consenso bipartidário nos EUA – Agência Pública/Divulgação

Para o analista, o apoio à Israel deixou de ser um consenso bipartidário nos EUA, de democratas e republicanos, e passou a produzir divisões eleitorais, geracionais e ideológicas.

“Acho que o mais interessante é que a eleição demonstrou que a política externa americana no Oriente Médio também pode ser cobrada nas urnas”, concluiu.

Ainda durante a eleição dessa terça, a cidade de Providence, em Rhode Island, aprovou, com cerca de 75% dos votos, uma medida que força a cidade a acabar com os investimentos em “países estrangeiros que conduzem limpeza étnica, apartheid, ocupação militar ilegal ou genocídio”.

Apesar de não citar Israel, a iniciativa foi apresentada pela Coalizão Providence Pela Palestina, contando com apoio do prefeito democrata local, David Morales.

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Israel 

Em resposta ao comentário do vice-presidente DJ Vance, dos EUA, o presidente de Israel, Isaac Herzog, reconheceu que existe um sentimento anti-Israel nos EUA. 

“Esses são sentimentos que estão no ar em nosso grande amigo e aliado”, acrescentando que Israel sempre “se esforçou ao máximo para ser bipartidário”, buscando apoio tanto dos democratas, quanto dos republicanos, informou o jornal The Times of Israel. 

O representante do país do Oriente Médio na ONU, Danny Danon, rejeitou a análise de Vance que responsabilizou as relações com Israel pela derrota nas eleições de meio de mandato. 

“É muito fácil culpar Israel por tudo, mas não é esse o caso”, disse, acrescentando que é preciso “prestar atenção” às vozes críticas à Israel dentro dos EUA. O comentário do diplomata foi em entrevista a emissora i24News.


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Agro

Juros futuros caem, mas curva ganha inclinação após comunicado do Copom


Os juros futuros intensificaram a queda ao longo da tarde desta quinta-feira (5), em meio à melhora parcial do cenário externo e à acomodação dos ganhos do petróleo. O movimento foi mais forte nos contratos de curto prazo do que nos de vencimento mais longo, o que levou a um leve aumento da inclinação da curva a termo. No mercado, a avaliação foi de que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) afastou, no curto prazo, a hipótese de alta da Selic.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 caiu de 14,433% no ajuste anterior para 14,310%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,834% para 14,680%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 15,06% para 14,935%.

Após manter a Selic em 13,75%, o Copom evitou sinalizar de forma explícita os próximos passos da política monetária. Ainda assim, a menção à desaceleração mais significativa do nível de atividade e ao caráter “substancialmente contracionista” do juro básico foi interpretada pelo mercado como um tom mais brando.

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Segundo essa leitura, o Banco Central não indicou disposição de elevar a Selic no curto prazo. Ao mesmo tempo, a precificação de juros mais altos à frente foi mantida, em um ambiente ainda marcado pelo prêmio de risco fiscal.

Um trader ouvido pela Broadcast afirmou que esses trechos deixaram a curva com formato mais “empinado”. Na mesma direção, o economista-chefe do banco Bmg, Flávio Serrano, avaliou que o alívio vindo do petróleo retirou a urgência de alta de juros, mas a preocupação com o quadro fiscal doméstico preservou a inclinação da curva.

No fim da tarde, a precificação indicava cerca de 70% de chance de manutenção da Selic em dezembro, ante 30% de probabilidade de alta de 25 pontos-base. Para as reuniões de janeiro e março de 2027, as chances de alta subiam para 80% e 90%, respectivamente. A taxa terminal do próximo ano estava em 15%, segundo cálculos do Bmg.

A reunião do presidente Lula com ministros, ex-ministros e economistas nesta quinta-feira (5) não alterou o comportamento dos ativos domésticos. No mercado, a percepção foi de que a curva de juros seguiu respondendo principalmente à leitura do comunicado do Copom, ao movimento do petróleo e à permanência do prêmio de risco fiscal nos vencimentos mais longos.

Fonte: Estadão Conteúdo


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política

TSE admite ação do Novo contra chapa Lula-Alckmin por abuso de poder político


O corregedor -geral do TSE, Ricardo Villas Bôas Cueva, considerou que a ação apresentada pelo Novo contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin por abuso de poder político nas eleições preenche os requisitos legais para ser admitido.

Em decisão proferida nesta quinta-feira, o ministro determinou que os investigados sejam notificados para que possam apresentar sua defesa no prazo de cinco dias.

Depois dessa etapa, o magistrado baterá o martelo sobre a continuidade ou o arquivamento do processo.

Caso Cueva opte por manter o processo aberto, haverá oitiva com testemunhas e provas serão coletadas para que se verifique se há elementos que comprovem eventual abuso poder político pela chapa encabeçada pelo petista.

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De acordo com a ação do Novo, o governo Lula editou 35 atos normativos, entre medidas provisórias e decretos, entre 1 de janeiro e 16 de outubro deste ano, que configurariam a criação ou a ampliação de benefícios. O partido alega que as iniciativas tiveram um impacto estimado de 73 bilhões de reais.

 

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esporte

Jovem de Mato Grosso conquista prata no Brasileiro de Tiro com Arco


O atleta mirim de Cuiabá, João Carlos, conquistou a medalha de prata no Campeonato Brasileiro Escolar de Tiro com Arco 2026, na categoria Infantil. Conforme os resultados gerais, o mato-grossense somou 215 pontos e ficou com o vice-campeonato nacional, atrás apenas do representante de São Paulo, que alcançou 233 pontos. A divulgação oficial foi feita ontem pela Confederação Brasileira de Tiro com Arco (Brasil Arco).

Além do pódio, Mato Grosso teve outros três jovens entre os destaques da competição. Ainda na mesma categoria mencionada, Ludmylla Roberta terminou em 6º lugar, com 149 pontos, enquanto Gabrielle Erica ficou na 8ª colocação, com 141. Já na Cadete, Anna Clara alcançou o 21º lugar, com 188 pontos, e Nicolly Mayume terminou em 25º, com 78 pontos.

João e Ludmylla são estudantes da Escola Estadual Cívico-Militar Hermelinda de Figueiredo, enquanto Gabrielle representa o Colégio Edificando o Futuro. Anna Clara também estuda na Hermelinda de Figueiredo, e Nicolly Mayume é aluna da Escola Estadual Cívico-Militar Malik Didier Zahafi.

Os cinco atletas integram o Projeto Ponto de Esportes, iniciativa do governo estadual. Segundo a Federação Mato-Grossense de Arco e Flecha (FEMTARCO), os resultados também fortalecem as perspectivas de acesso dos estudantes ao Bolsa Atleta, por meio do programa Olimpus MT.

De acordo com a Brasil Arco, o evento esportivo foi realizado no formato multisite, com provas descentralizadas em diferentes sedes regionais do país. O prazo para realização das disputas terminou em 27 de setembro, e as federações tiveram até 2 de outubro para encaminhar os resultados à confederação.

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esporte

Técnico campeão mato-grossense pelo Nova Mutum é anunciado pelo Brasiliense  


O técnico William De Mattia, o Dema, foi anunciado pelo Brasiliense Futebol Clube, hoje. Dema é um velho conhecido do futebol mato-grossense e foi campeão estadual com o Nova Mutum em 2020, quebrando sequência de três títulos seguidos do Cuiabá (2017, 2018 e 2019). Um ano antes, conquistou a Série B do estadual, também pelo Azulão da Massa.  

Dema permaneceu no Nova Mutum entre 2019 e 2021 e acumulou mais de 60 partidas. Ele deixou o comando da equipe após queda na semifinal da Copa Verde. Neste ano, o Azulão da Massa também foi eliminado na segunda fase da Série D do Brasileiro e na primeira fase da Copa FMF.  

Este foi o primeiro e único título estadual da história do Nova Mutum. O triunfo foi conquistado em cima do União de Rondonópolis, após duas vitórias pelo mesmo placar, de 1 a 0.  

Depois de sair do Nova Mutum, Dema seguiu para o Grêmio Anápolis (GO), onde teve passagem discreta. Dirigiu ainda o Juventus Jaraguá (SC) e em 2023 chegou ao Treze, da Paraíba, onde foi campeão paraibano. Este ano, o técnico teve mais um trabalho de sucesso, dessa vez pelo Sergipe, sagrando-se campeão estadual sergipano.  

Pelo Brasiliense, Dema disputará o Candangão e a Série D do Brasileiro na próxima temporada.  

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política

Governabilidade de Lula exigirá negociação e acordos além da Esplanada


O presidente Luiz Inácio Lula foi reeleito, em outubro, com 64 milhões de votos, o maior número absoluto da história das eleições presidenciais brasileiras. Embora o resultado seja mais expressivo que o da eleição de 2022, não significa que o presidente terá facilidade para governar. Com a oposição fortalecida no Congresso Nacional, o novo mandato exigirá negociação permanente e a construção de alianças amplas.

Os desafios para a governabilidade foram um dos temas do Seminário Brasil 2027 – Desafios do Novo Ciclo, da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, semana passada. O evento reuniu especialistas para discutir o cenário que emerge das urnas.

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2016 - O professor de ciência política na Universidade de Brasília - UNB, Lúcio Rennó, participa do encontro Brasil 2027: o país que sai das urnas, realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, o Programa de pós graduação em Ciência Política da UNIRIO e a Associação Brasileira de Ciência Política - ABPC, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Lúcio Rennó prevê que um dos principais obstáculos à formação de uma maioria parlamentar é o avanço de representantes ligados a Jair Bolsonaro Foto – Rovena Rosa/Agência Brasil

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Um dos principais obstáculos à formação de uma maioria parlamentar é o avanço de representantes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Considerando também partidos como Progressistas (PP) e Republicanos, a direita terá mais da metade das cadeiras no Congresso, destacou o professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Lúcio Rennó.

“Temos uma ideia de um presidente como líder de governo que ganha um mandato direto do país para implementar políticas públicas e funcionou assim por décadas, mas, nos últimos 15 anos, mais ou menos, uma série de reformas desequilibraram a balança em prol do legislativo e em detrimento do executivo”, analisa o professor.

Além da dificuldade para formar maioria, o governo poderá enfrentar uma oposição disposta a obstruir sua agenda. A avaliação é do cientista político Cláudio Couto, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

 “A gente está falando de uma direita anti-Estado Democrático”, destaca.

“É uma direita que não reconhece a legitimidade do adversário e deve operar em lógica de sabotagem”.

Couto cita como exemplo a resistência de parlamentares à reforma tributária proposta pelo governo Lula, que, segundo ele, ocorreu simplesmente por se tratar de uma iniciativa do Executivo, apesar de contar com o apoio de representantes do campo bolsonarista, como o senador Ciro Nogueira (PP). 

Centrão deverá integrar o governo

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2016 - O professor e pesquisador da Fundação Getulio Vargas - FGV, Cláudio Couto, participa do encontro Brasil 2027: o país que sai das urnas, realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, o Programa de pós graduação em Ciência Política da UNIRIO e a Associação Brasileira de Ciência Política - ABPC, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Cláudio Couto diz que o governo poderá enfrentar uma oposição disposta a obstruir sua agenda. Foto – Rovena Rosa/Agência Brasil

Diante desse cenário, os partidos de centro, reunidos sob a denominação de “centrão”, terão papel estratégico na tentativa de construir uma maioria parlamentar, sobretudo na Câmara dos Deputados. Para Couto, a negociação com esses grupos será fundamental para viabilizar a agenda do governo. 

Um dos primeiros testes dessa articulação será a eleição para as presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro. O resultado poderá influenciar a capacidade do Executivo de negociar projetos e avançar em suas prioridades. 

“Quem manda no país hoje são dois atores chave: o presidente da Câmara e o do Senado, eles definem a agenda legislativa, controlam a possibilidade de impeachment e inúmeras nomeações, como para [ministros do] o Supremo Tribunal Federal, além da alocação de verbas de emendas parlamentares”, lembrou o professor da UnB.

A interlocução com o centrão, no entanto, não será suficiente por si só. Os especialistas também apontam a necessidade de aprimorar a coordenação política dentro do próprio Executivo, fazendo com que integrantes do governo indicados pelas bancadas dos partidos atuem em favor da agenda do governo no Congresso Nacional.

Ainda assim, a tendência é que os projetos enviados pelo Executivo incorporem desde a elaboração os interesses de diferentes grupos da base aliada. Isso exigirá negociações mais detalhadas, possivelmente em torno de “cada palavra do texto” das propostas.

“O Congresso vai querer mexer em tudo. E o que for aprovado daqui para frente será uma agenda que refletirá interesses do Executivo e de sua base no Congresso”, analisou Couto. Nesse caminho, a Casa Civil será fundamental para mediar a relação entre aqueles partidos com representação no governo e no Congresso, pontuou o cientista político.

Em discursos, Lula tem afirmado que o cenário não é tão adverso e que pretende construir pontes com o Parlamento para avançar na agenda do Executivo. De fato, segundo os especialistas, o terceiro mandato, apesar do cenário eleitoral desfavorável após o primeiro turno, aprovou pautas importantes, como o fim da escala 6×1.

“O jogo não acabou”

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2016 - A professora de ciência política na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio, Talita Tanscheit, participa do encontro Brasil 2027: o país que sai das urnas, realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, o Programa de pós graduação em Ciência Política da UNIRIO e a Associação Brasileira de Ciência Política - ABPC, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Para Talita Tanscheit, a mobilização da sociedade poderá ser um instrumento para sustentar a agenda do governo e defender pautas democráticas Foto – Rovena Rosa/Agência Brasil

Além da negociação parlamentar, a mobilização da sociedade poderá ser um instrumento para sustentar a agenda do governo e defender pautas democráticas, acrescenta a professora do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio Talita Tanscheit.

Para a pesquisadora, o Partido dos Trabalhadores (PT) precisa manter “vínculos permanentes” com os movimentos progressistas da sociedade, de forma a incorporá-los ao debate político. Outra possibilidade, destaca, é a ampliação da participação social por meio de conselhos, conferências e outros mecanismos de gestão compartilhada.

“O segundo turno trouxe de volta à cena um ator que não estava presente desde a pandemia de covid-19: a sociedade civil e os movimentos sociais”, diz.

Para Talita, enfrentar um legislativo hostil deve passar por “inovações democráticas”.

A professora também chama atenção para o caráter da mobilização observada no país durante o segundo turno. Na avaliação dela, foi uma experiência inédita na América Latina nos últimos dez anos. “É a primeira experiência de protesto com o objetivo claro de colocar voto na urna. Em outros protestos, como no Chile e na Colômbia, citou, a intenção era a de derrubar governos e suas agendas econômicas. 

Desafios para a democracia

Para os especialistas, a eleição de Lula foi importante para a continuidade da democracia no país, mas a resistência de setores da direita poderá impor limites à agenda do governo. Nesse contexto, temas defendidos pela extrema-direita, como a redução da maioridade penal e a reforma do Judiciário, poderão entrar nas negociações políticas.

Couto avalia que a redução da maioridade penal para 16 anos, por exemplo, representaria uma proposta intermediária em relação à defendida por setores mais radicais. “A redução para 16 anos parece uma proposta mediada”, avalia. A extrema-direita defendia a redução para 14 anos em casos de crimes hediondos.

Em relação ao Judiciário, o debate sobre uma reforma também deverá ganhar espaço, em meio às críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao envolvimento de ministros com o Banco Master. Uma das propostas em discussão prevê retirar da Corte atribuições relacionadas à Justiça Penal e impor mandatos aos magistrados.

“A vitória expressiva do PL, principalmente no Senado, retrata a insatisfação popular com o STF”, avaliou Rennó. “Então, com a sua legitimidade abalada, não só a discussão do impeachment volta à tona, mas a de reformas profundas”, conclui.


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Agro

Cotação do boi gordo em Mato Grosso tem alta de 7,1% atrelada ao dólar


Em Mato Grosso, a cotação do boi gordo atingiu US$ 68,45/@, alta de 7,19% ante setembro. Esse avanço foi impulsionado pela alta de 6,62% da arroba em Reais, que atingiu R$ 349,82/@, associada ao recuo de 0,30% no câmbio mensal, para R$ 5,13/US$. Contudo, o cenário se inverteu na última semana, diante da apreciação expressiva da moeda americana, em meio às incertezas econômicas e fiscais após o resultado das eleições presidenciais brasileiras.

Nesse contexto, o câmbio avançou 7,15%, passando de R$ 5,03/US$ para R$ 5,39/US$ entre as semanas, contribuindo para o recuo de 5,49% na cotação semanal da arroba em dólar, que passou para US$ 66,55/@, mesmo na semana onde o boi atingiu sua máxima nominal. Assim, embora a oferta restrita de animais continue sustentando os preços domésticos, a alta do dólar tornou a arroba relativamente mais barata na moeda americana, podendo favorecer a atratividade da carne bovina brasileira no mercado externo.

Os contratos futuros do boi gordo com vencimentos em novembro e mês que vem encerraram outubro com as maiores valorizações no comparativo mensal, de 3,17% e 2,81%, respectivamente, sendo cotados, em média, a R$ 396,70/@ e R$ 395,78/@, informa o IMEA, no boletim semanal da pecuária .

Ainda, ambos os contratos atingiram suas máximas no último dia 28, alcançando R$ 405,35/@ para novembro e R$ 403,65/@ para dezembro. Essa valorização dos contratos reflete a expectativa de menor disponibilidade de bovinos para abate nos próximos meses, diante da atual fase do ciclo pecuário, associada à perspectiva de maior consumo interno de carne bovina impulsionada pelas festividades de fim de ano.

Além disso, no mercado externo, a expectativa de retomada das compras chinesas, visando à cota de 2027 e à formação de estoques para o ano-novo chinês, também pode estimular a demanda por carne bovina brasileira nos próximos meses, favorecendo a sustentação dos preços nos mercados físico e futuro.


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política

Pivetta na Turquia


Pivetta na Turquia

Só Notícias

O governador Otaviano Pivetta vai a Turquia, domingo, participar da COP 31, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Ele retorna a Mato Grosso no dia 16. O presidente da Assembleia, Max Russi, assume como governador em exercício.

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política

Pivetta se licencia do governo e vai à conferência mundial do Clima na Turquia


O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) embarca, domingo, à Turquia, onde participará da COP 31, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Ele deve retornar a Mato Grosso dia 16. Ele detalhará para presidentes de inúmeros países, diretores de organismos ambientais que investem na preservação do setor, as medidas que o governo matogrossense tem feito.

Uma das novas ações que ele detalhará é a criação de empresa estatal de capital misto que fica encarregada de gerir os ativos ambientais e dezenas de projetos. “A empresa já foi criada e vai depositar o estoque de ativos ambientais, de crédito carbono que o Estado tem e nós já temos um balanço do que nós já temos para vender para o mercado. Tudo leva a crer que o mundo, em algum momento, vai começar a remunerar os estados e países que emitem menos (carbono)”, explicou.

“Mato Grosso é o único Estado da federação que tem três biomas: Pantanal, Cerrado e Amazônia e o mundo inteiro fica olhando para a gente o tempo inteiro. Então, vamos lá para mostrar o que estamos fazendo aqui, o nosso sistema de vigilância da Amazônia e o trabalho que o governo vem fazendo ao longo do tempo na fiscalização, na vigilância, na proteção e também na produção de alimentos”, disse. “É um encontro importante, não queria ir, mas fui convencido aqui dentro do Governo, porque é uma pauta que tem muito a ver com o Estado”, completou o governador.

Nesta sexta-feira, Pivetta transfere o comando do governo para o presidente da Assembleia, Max Russi.


Antenado News