Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Três casos de febre amarela são confirmados na Grande São Paulo



Foram confirmados neste sábado (6) os primeiros casos da febre amarela em humanos na Grande São Paulo. Duas pessoas morreram e uma está em estado grave.

Era para ser apenas um passeio. Festejar o Natal e a chegada do ano novo, mas o local escolhido transformou o descanso em tragédia. O município de Mairiporã é uma das regiões com o maior número de casos suspeitos de febre amarela silvestre na Grande São Paulo. E foi lá que dois homens, que não estavam vacinados, se contaminaram e morreram por causa do vírus da doença. “Na verdade, a cidade inteira, hoje, a gente toma como área de risco”, afirma Grazielle Bertolini, secretária de Saúde de Mairiporã.

A prefeitura intensificou a vacinação na cidade: tem postos que funcionam 24 horas por dia. “A gente só pensa que acontece com os outros, né. Quando chega bem pertinho a gente fala ‘opa, pode acontecer comigo'”, admite o comerciante Paulo Castrillo.

O terceiro caso confirmado na grande São Paulo é o de uma engenheira, de 27 anos, que também esteve na região de Mairiporã, mas para trabalhar. Antes de ir, ela chegou a ser avisada pela família da necessidade de tomar a vacina contra a doença, mas ela não quis. Acabou sendo picada por um mosquito contaminado e desenvolveu uma infecção muito grave no fígado, uma hepatite muito forte. No Hospital das Clínicas de São Paulo, ela foi submetida ao primeiro transplante de fígado de que se tem notícia feito exclusivamente para tratar um caso de febre amarela. É uma esperança: a cirurgia foi bem-sucedida, mas o caso dela segue muito grave. “Ainda é precoce para dizer, mas ela já saiu da situação crítica em que estava. Como nunca foi feito nenhum caso até agora no mundo, a evolução daqui para frente, com certeza, vai ser muito importante”, conta a infectologista Alice Song. Dependendo da reação da paciente, o transplante de fígado pode passar a ser adotado como uma forma de tratamento da doença.

Em São Paulo, por enquanto, só foram registrados casos de febre amarela silvestre, que é transmitida pelos mosquitos haemagogus e sabethes. Eles picam macacos infectados e transmitem para os humanos. “Tem que ficar muito claro que o macaco é o marcador epidemiológico: ele que nos alerta a tomar as providencias. Quais são as providencias? A primeira é vacinar a população. A segunda providencia é alertar sem pânico. Não há motivo para pânico. Nós temos essa situação sob absoluto controle. A vacina é fundamental. É uma vacina segura, duradoura e que protege a população”, explica David Uip, secretário estadual de Saúde de São Paulo.

A aposentada Maria Helena Bueno correu para se proteger. E teve que convencer o pai, de 88 anos, a levar a picada da vacina. “Ele não quis tomar, tem medo de tomar vacina. Depois que passaram na televisão os casos de Mairiporã, ele resolveu vir”, diz ela.

Nos últimos dias, casos de febre amarela foram registrados em outros pontos do Sudeste. Em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Secretaria de Saúde do estado confirmou uma morte e um paciente internado. Por causa disso, o Parque Estadual da Serra do Rola Moça está fechado para visitação preventivamente. Na Baixada Fluminense, a Secretaria de Saúde do estado recomendou a vacinação contra a febre amarela em Nova Iguaçu, depois da confirmação da morte de um macaco na região da Reserva Biológica do Tinguá.

Fonte: Jornal Nacional



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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