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Tribunal de Justiça registra baixa confiança popular em MT; OAB também tem pouca aprovação



Conteúdo/ODOC – A pesquisa Percent, divulgada em parceria com a TV Cuiabá e o Portal O Documento, mostrou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso enfrenta um cenário de baixa confiança perante a população. O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 6 de setembro de 2025, por meio de 1.200 entrevistas por telefone em diferentes regiões do estado. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

De acordo com os resultados, apenas 24% dos entrevistados disseram confiar no Tribunal de Justiça, enquanto 76% afirmaram não confiar na instituição.

A metodologia combinou perguntas abertas, em que o entrevistado não recebe opções de resposta, e perguntas fechadas, estimuladas com alternativas pré-definidas. As respostas foram estratificadas de acordo com perfis demográficos e geográficos, considerando renda, escolaridade, idade, gênero e região.

“O TJMT vem perdendo a confiança dos cidadãos mato-grossenses devido aos escândalos envolvendo juízes e desembargadores, como venda de sentenças, esquemas, desvios de dinheiro público, entre outros. Uma instituição que deveria ser exemplar e preservar os direitos da população, hoje estampa episódios deploráveis de instituição que era tão conceituada”, pontuou Ronye Steffan.

Para Ronye Steffan, diretor da Percent, números mostram o TJMT entre as instituições com menor nível de credibilidade no estado

O resultado coloca o Judiciário estadual entre as instituições com menor nível de credibilidade em Mato Grosso, revelando um desafio para a imagem e a relação do Tribunal de Justiça com a sociedade.

Ordem dos Advogados e Tribunal de Contas também têm baixa aprovação

Além do TJ, outras instituições ligadas ao sistema de Justiça apresentam baixos índices de credibilidade. No caso da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), somente 21% dos entrevistados declararam confiar, contra 79% que afirmaram não confiar.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) aparece em situação semelhante: 29% disseram confiar na instituição, enquanto 71% revelaram desconfiança.

O resultado coloca o Judiciário e entidades ligadas ao sistema de Justiça e controle entre as que enfrentam maior desafio de credibilidade em Mato Grosso, segundo a percepção da sociedade.



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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é desafio para a saúde pública em Mato Grosso


Com mais de 4 mil casos notificados em Mato Grosso em 2024, a hanseníase continua sendo um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Embora a doença tenha sido progressivamente controlada, ainda representa um problema relevante, especialmente em áreas endêmicas como o estado de Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de seis meses a um ano, dependendo da forma e gravidade da enfermidade.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Nessas unidades, os profissionais de saúde são treinados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade, que, se não tratados a tempo, podem levar a complicações graves. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para Centros de Referência em Hanseníase, que possuem uma estrutura mais especializada, oferecendo tratamento avançado e acompanhamento contínuo para aqueles com formas mais graves ou complicadas da doença.

 

A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase tem ganhado força especialmente durante o Janeiro Roxo, uma campanha nacional idealizada pelo Ministério da Saúde. Essa ação busca sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com eficiência, evitando complicações e o estigma social.

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa iniciativa e destaca o papel fundamental da campanha para despertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, o que significa que profissionais de saúde devem registrar e comunicar todos os casos diagnosticados, contribuindo para o controle e erradicação da enfermidade.

 

Atenção especializada – Em Mato Grosso, seis municípios mantêm Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que oferecem tratamento da hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. O Hospital Regional de Colíder passou a ofertar atendimento especializado em 2025, ampliando a rede de assistência.

 

Ações nos municípios – Municípios de todo o estado estão desenvolvendo ações em alusão à campanha Janeiro Roxo e reforçando a importância do diagnóstico precoce. As atividades incluem campanhas de esclarecimento, orientações, eventos educativos, entre outras atividades direcionadas à população. Em Várzea Grande, Unidades de Saúde da Família (USF) estão realizando ações de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

 

Aripuanã organiza o Dia D de Combate à Hanseníase, que será realizado no dia 24 de janeiro, em que profissionais de saúde vão orientar a população, identificar sinais suspeitos e encaminhar os casos para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

 

Em Sinop as ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas contemplam, ainda, a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Agência de Notícias da AMM


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