Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 01 de Setembro de 2026

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TSE vai tratar de fake news com WhatsApp e quer lançar aplicativo



Objetivo é discutir a disseminação de fake news na campanha eleitoral brasileira, especialmente aquelas que atingem a imagem da Justiça Eleitoral

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai marcar uma reunião para os próximos dias com representantes do WhatsApp com o objetivo de discutir a disseminação de fake news na campanha eleitoral brasileira, especialmente aquelas que atingem a imagem da Justiça Eleitoral e a segurança do sistema.

O TSE também pretende utilizar o próprio site do tribunal para catalogar notícias falsas dirigidas à instituição, para desmistificar ataques e reiterar quenão há comprovação de fraude em 22 anos de utilização das urnas eletrônicas.

Em outro esforço para rebater boatos e falsas acusações, a Corte Eleitoral está trabalhando em um aplicativo em que os próprios usuários poderão denunciar fake news, mas ainda não se sabe se a ferramenta será concluída antes do segundo turno, marcado para o dia 28 de outubro.

Esses assuntos foram debatidos durante reunião nesta quarta-feira, 10, com os integrantes do Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições, que se encontrou pela primeira vez durante o período eleitoral – a última reunião havia sido em 4 de junho, antes de a ministra Rosa Weber assumir a presidência do TSE.

As plataformas WhatsApp, Facebook e Google não foram convidadas para a reunião, mas deverão participar do próximo encontro do conselho, previsto para o dia 22 de outubro. Antes disso, auxiliares do TSE pretendem conversar com representantes do WhatsApp para tratar da utilização da plataforma para a proliferação de notícias falsas.

Nesta quarta, o ministro do STF Alexandre de Moraes disse que fake news não tiveram influência na eleição.

Assustador

Em rápida conversa com jornalistas, conselheiros apresentaram visões divergentes sobre o impacto das fake news no primeiro turno das eleições. “Existem notícias falsas circulando desde o início da campanha. O volume de conteúdos falsos pra provocar dano aumentou assustadoramente, sobretudo nos últimos dias que antecederam a eleição”, avaliou o conselheiro Thiago Tavares, presidente da associação SaferNet Brasil.

“Eu vejo com muita preocupação a ação deliberada e provavelmente coordenada de algumas campanhas em produzir conteúdos deliberadamente falsos com o objetivo de desestabilizar o processo eleitoral e desacreditar a Justiça Eleitoral”, completou Tavares, que não mencionou nomes de candidatos.

Tavares também destacou que a produção de conteúdo falso “é muito maior do que a capacidade das agências” de checar a informação. “A fraude custa pouco, mas a checagem exige profissionais qualificados, e muitas vezes o resultado da checagem não tem o mesmo alcance que teve o conteúdo falso”, comentou Tavares.

Riscos. Para Luiz Fernando Martins Castro, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, as “ofensas praticadas foram muito menores” do que o imaginado.

“O TSE entendeu que é importante mapear os riscos e está tranquilo quanto ao fato dessa prática no ambiente da internet. Há preocupação específica com o que circula no WhatsApp, porque não é uma rede monitorada”, disse Martins Castro.

“Não há nenhuma intenção de controle de conteúdo. Há preocupação com agressões infundadas contra a instituição da Justiça Eleitoral”, completou.

Já o coordenador do conselho e secretário-geral do TSE, Estêvão Waterloo, afirmou que o cenário poderia ser “bem pior”. “A avaliação do conselho é a de que o cenário seria infinitamente pior. Não é um cenário simples, não é um cenário fácil, é um cenário preocupante no mundo inteiro”, minimizou Estêvão.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo informou nesta quarta-feira, a falta de uma definição por parte do TSE sobre a estratégia a ser adotada para prevenir a disseminação de notícias falsas e a ausência de uma tipificação penal para enquadrar a proliferação delas abriu caminho para um grande número de fake news distribuídas no primeiro turno das eleições, na avaliação de investigadores e conselheiros do TSE. Para conselheiros ouvidos reservadamente pela reportagem, a Corte Eleitoral subestimou o impacto da proliferação de notícias falsas durante a campanha. Para um deles, o TSE “está atuando a reboque dos fatos”.

R7



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Foragido que estuprou adolescente e trancou taxista em carro é capturado pela PM


Um homem de 31 anos, procurado pela Justiça por estupro, roubo e falsa identidade, foi preso no início da tarde deste sábado (29) em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá). O suspeito foi localizado pela Polícia Militar após cometer uma sequência de crimes violentos que incluiu dois estupros no distrito de Analândia do Norte, o sequestro de um taxista e a tentativa de invasão a residências na área urbana do município.

A operação teve início após o Núcleo de Polícia Militar de Marcelândia (a 710 km ao norte) alertar as equipes de Sinop sobre a fuga do suspeito. Segundo os levantamentos, após abusar sexualmente de uma menor de idade no distrito, o homem abordou um taxista com uma faca, amarrou o motorista e o trancou dentro do próprio veículo. Em seguida, roubou os pertences da vítima e dirigiu o carro até Sinop, onde abandonou o automóvel nas proximidades da Avenida André Maggi.

 

Pouco tempo depois, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) passou a receber denúncias de que um indivíduo com as mesmas características estava tentando invadir casas no bairro Boa Esperança. Diante das informações, as guarnições do 11º Batalhão da PM intensificaram as buscas pela região e conseguiram interceptar o homem perto do supermercado Machado Econômico.

Na abordagem e entrevista policial, o suspeito confessou a autoria dos crimes recentes, inclusive o estupro contra a adolescente. Ao checarem os dados no sistema judiciário, os militares confirmaram a existência de um mandado de prisão preventiva em aberto contra ele. O acusado foi conduzido sem lesões corporais à Delegacia de Polícia Civil de Sinop para o cumprimento do mandado e o registro das novas acusações.

GD


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