Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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UMA HORA ANTES DO EMBARQUE Governo cancela viagem de 150 atletas para campeonato em Manaus



Faltando uma hora para para embarcarem, cerca de 150 atletas mato-grossenses que estavam indo disputar o Campeonato Brasileiro Estudantil, em Manaus (AM), foram surpreendidas pela notícia do cancelamento da viagem pelo governo do Estado, na noite desta terça-feira (18).

Equipes de handball, futsal e basquete, compostas por atletas de 12 a 17 anos, estavam em Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá) e deveriam vir para a Capital, onde pegariam um voo rumo à capital amazonense. O campeonato deve acontecer entre 19 a 23 de setembro.

O jornalista Joel Teixeira conversou com a mãe de um dos atletas, que relevou que eles estavam com muita expectativa e foram frustrados com a notícia do cancelamento.

 

“Prometeram que iam levá-las, as meninas arrumaram as malas, todas muito animadas. Agora a noite, às 21h, com todo mundo entrando no ônibus rumo a Cuiabá para pegarem o voo, receberam a notícia de que não iriam mais. Alegaram que não têm dinheiro para levar as crianças, sendo que são atletas campeãs que podiam elevar o nome de Mato Grosso no esporte”, disse.

 Outro lado

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) foi procurada pela reportagem e deve se manifestar em breve.

GD



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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