Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 29 de Junho de 2026

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Vereador pede providências urgentes para o trânsito de Primavera do Leste



Da Redação

Avenida Porto Alegre após a noite

Ainda durante seu discurso, na sessão de segunda, 28, o legislador Luis Costa (PR), apontou um problema que precisa ser resolvido rapidamente: o trânsito. O vereador parabenizou os colegas Manuel Mazutti (PMDB) e Josafá Barbosa (PP), pelo requerimento solicitando uma audiência pública de trânsito.

“Na sexta-feira, aconteceu um acidente com vítima fatal, e infelizmente quando acontecem acidentes assim, a gente fala mais sobre isso. Nós precisamos urgentemente criar alternativas, e discutir melhorias em relação ao trânsito de Primavera do Leste, porque não podemos perder mais pessoas inocentes. Temos que punir sim, motoristas imprudentes. Se a Coordenadoria de Transporte e Trânsito de nosso Município (CMTU) tem pouco dinheiro, temos que então trabalhar com o pouco mesmo, mas precisamos trabalhar”. Pontua Luis Costa.

O legislador defende que uma alternativa rápida seria a repressão, no sentido punitivo.  “Temos então que trabalhar com a repressão para ver se melhora. Eu aqui defendo muito os trabalhadores da CMTU, que não medem esforços para desenvolver os trabalhos. Essa semana passada, um agente foi pedir para um motorista retirar o carro do meio da rua, e ele pegou a pistola e apontou para o agente e ficou ameaçando ainda. Eu considero isso uma barbárie, todos nós temos que cobrar precisamos nos unir com as forças policiais e mudar essa realidade”. Finaliza.

Como alternativa Luis Costa, menciona as blitz da lei seca nas principais avenidas da cidade, como por exemplo, a Porto Alegre. “Eu já recebi inúmeros pedidos da comunidade para melhorar a trafegabilidade da Porto Alegre. Também já fui no local a noite e observei que tem menores consumindo bebidas alcoólicas, sem contar o som alto. Temos que começar a multar e prender motoristas que burlam as leis. Só mesmo medidas punitivas que irão dar o resultado que estamos precisando”.

Assista o Discurso:



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Justiça agenda primeiro júri popular de envolvido na execução de ex-presidente da OAB-MT


O juiz Marcos Faleiros da Silva deferiu, nesta sexta-feira (26), a oitiva de cinco testemunhas que irão prestar depoimento no plenário do Tribunal do Júri durante o julgamento de Alex Roberto de Queiroz Silva, o primeiro réu a ter a data de julgamento marcada pela execução do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Renato Nery.

As testemunhas foram arroladas de forma conjunta pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e pela Defensoria Pública, que assina a defesa do acusado. Entre os depoimentos confirmados para a sessão está o de Renata Moreira Gomes Nery, filha da vítima.

De acordo com os autos e com as investigações policiais, Alex teria confessado a autoria material dos disparos após ser preso em março de 2025. O crime, segundo o inquérito, teria sido executado a mando do então sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira, apontado como o responsável por fornecer o armamento utilizado no homicídio.

Embora o executor já esteja com o julgamento agendado, outras quatro pessoas denunciadas pelo MPMT também devem enfrentar o júri popular, mas ainda aguardam a definição de suas respectivas datas.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público aponta que o casal Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi encomendou a morte do jurista pelo valor de R$ 200 mil, motivado por um forte inconformismo diante de uma disputa judicial que envolvia mais de 12 mil hectares de terras localizadas no município de Novo São Joaquim. Para viabilizar a execução, a acusação aponta que Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira atuaram diretamente como intermediários, sendo os encarregados da articulação com os executores, do fornecimento logístico da arma e do repasse dos pagamentos em dinheiro.

Todos os envolvidos responderão por homicídio qualificado, com agravantes que incluem motivo torpe (ou mediante recompensa), emprego de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. O processo também prevê uma causa de aumento de pena em decorrência da idade da vítima, que tinha 72 anos no momento do crime.

Os desdobramentos do caso também revelaram uma suposta rede de acobertamento composta por outros policiais militares, entre eles Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros e Wekcerlley Benevides de Oliveira.

Segundo o MPMT, os militares teriam simulado um confronto que resultou na morte de Walteir Lima Cabral e na tentativa de homicídio de uma segunda pessoa. A ação paralela teria o objetivo deliberado de forjar provas fictícias e criar entraves para confundir a linha de apuração e blindar os verdadeiros mandantes do assassinato.

O crime

Renato Nery, renomado ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), foi assassinado no dia 5 de julho de 2024. Ele foi atingido por sucessivos disparos de arma de fogo logo após chegar à calçada de seu escritório de advocacia, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, na Capital.

O advogado chegou a ser socorrido com vida por equipes de resgate e passou por um procedimento cirúrgico de emergência em um hospital privado de Cuiabá, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu poucas horas após a intervenção médica.


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