Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Fevereiro de 2026

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Vereadores acatam decisão judicial, suspendem reajuste dos salários em Sinop mas vão recorrer



Os vereadores se reuniram, esta tarde, e decidiram acatar a decisão do juiz Mirko Giannotte, da 6ª Vara Cível, que mandou suspender reajuste dos salários de 6,98%, aprovado por eles próprios, em dezembro do ano passado. No entanto, de acordo com a assessoria os parlamentares vão recorrer da decisão. O presidente da câmara, Elbio Volkweis (Patriota) afirmou que não houve irregularidades na concessão dos reajustes e explicou que a reposição é praticada desde 2009 e nunca foi contestada pelos órgãos fiscalizadores.

“Vamos acatar a decisão e não vamos repassar o reajuste aos vereadores, mas iremos recorrer da decisão do juiz, pois o reajuste sempre ocorreu e até hoje nem o Tribunal de Contas e Ministério Público contestaram os reajustes praticados”, pontuou referindo-se à legalidade do repasse. “Não aprovamos o aumento dos salários e sim a reposição, vereador não aumenta o próprio salário, mas do próximo (vereador), pois a lei determina que a fixação dos subsídios dos vereadores só pode ser praticada na legislatura subsequente. Ou seja, aprovamos o aumento, mas ele só é praticado na próxima Legislatura. O que aprovamos no ano passado foi a reposição das perdas e que ficaram abaixo do percentual anual”, destacou afirmando ainda que aos “cálculos para a reposição proporcional ao período de janeiro a outubro do ano passado”.

Volkweis afirmou que desde 2020 os servidores da câmara não têm reajuste devido à pandemia da Covid. A Lei Federal Complementar. que vigorou até 31 de dezembro do ano passado, proibia a reposição salarial de todo funcionalismo (federal, estadual e municipal).

Além dos subsídios dos vereadores, a bancada também aprovou, no ano passado, o reajuste de 10% dos salários de todos servidores públicos e em 31%, o auxílio alimentação.

Conforme Só Notícias já informou, a suspensão do reajuste foi feita, ontem, pelo magistrado. O subsídio era de R$ 10.6 mil passou para R$ 11.3 mil. O salário do presidente passou de R$ 13,3 mil para R$ 14,2 mil.

Redação Só Notícias (foto: assessoria)



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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