Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 29 de Setembro de 2026

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Embrapa enfrenta sua maior crise em 45 anos



Instituição pública tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte de 20%

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) enfrenta uma crise política, orçamentária e científica sem precedentes em seus quase 45 anos de história, a serem completados em abril. Maior instituição pública de pesquisa do País e responsável pela tropicalização de culturas como a soja, a Embrapa tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte estimado em mais de 20% em 2018.

Cerca de 85% do orçamento é consumido com pagamento de salários e benefícios dos 9,6 mil funcionários. As despesas com pesquisa (R$ 66,8 milhões) representaram 2% dos gastos da estatal em 2017.

O valor é o menor desde 2010 e está 31% abaixo dos R$ 96,9 milhões investidos na área em 2016. Os contingenciamentos promovidos pelo governo federal, segundo a Embrapa, explicam a queda.

Recentemente, a estatal passou a ser criticada internamente por pesquisadores e até pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ele costuma dizer que a Embrapa “vive dos louros do passado”. A crise interna se tornou pública, no início do mês, no artigo “Por favor, Embrapa: acorde!”, do sociólogo rural Zander Navarro. O texto, publicado no Estado, em 5 de janeiro, provocou a demissão de Navarro, pesquisador da Embrapa.

A saída para a crise também é polêmica e passa por uma reestruturação completa na empresa. Estão previstas desde medidas simples, como a redução de linhas de ônibus destinadas ao transporte de funcionários em sua sede, em Brasília, às mais radicais, como o fim de unidades, redução de centros de pesquisas e um Programa de Desligamento Incentivado (PDI) para reduzir em até 20% gastos com pessoal.

Com o PDI, a Embrapa pretende reduzir a folha de pagamento, mas manter o número de funcionários. A ideia é trocar empregados com altos salários que aderirem ao programa por funcionários contratados por concursos futuros e vencimentos mais baixos.

Algumas mudanças estruturais já começaram. As 15 unidades centrais foram transformadas em cinco secretarias. Os 46 centros de pesquisas espalhados pelo Brasil foram reduzidos para 42. A unidade de algodão, em Campina Grande (PB), está entre as que devem ser fechadas.

Paralelamente, um projeto de lei para a criação da EmbrapaTec está na Câmara dos Deputados desde 2015. A proposta prevê a criação de uma subsidiária privada da Embrapa para operar no mercado de inovação, facilitar parcerias em pesquisas e até sociedades com outras empresas. O projeto enfrentou resistência no Legislativo e só começou a tramitação em comissões no final do ano passado.

No cargo desde 2012, Maurício Antônio Lopes, o mais longevo presidente da Embrapa, defende as mudanças idealizadas no seu mandato. Ele garante que “a grande maioria dos pesquisadores foi consultada”, em comunidades virtuais da companhia e em videoconferências. “É uma falácia dizer que Embrapa não é aberta ao diálogo”, disse ele, rebatendo as críticas a sua gestão. “São críticas da era da transparência radical e das mídias sociais. É ótima essa transparência, desde que não coloque a instituição no caos.”

Para ele, o comprometimento acima de 80% do orçamento com a folha de pagamento não pode ser tratado como um custo. “Não podemos cair no discurso de que salário em instituição de ciência é custo. O principal pilar da (Embrapa) é o cérebro do pesquisador e temos de desmistificar isso”.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa Agropecuária e Florestal (Sinpaf) rebate Lopes. Edson Somensi, vice-presidente da entidade, diz que não há debate com os servidores da estatal.

O Estadão / Broadcast conversou na última semana com pesquisadores da Embrapa sobre a crise interna da empresa. O clima é de medo com possíveis represálias. Sem se identificar, muitos deles comparam a Embrapa a universidades públicas. “A Embrapa não demanda pesquisadores; os pesquisadores têm suas próprias demandas. Isso é para a universidade e não pode ocorrer em uma empresa que precisa dar resultados”, disse um dos pesquisadores, que participou da fundação da Embrapa. “A crise é brutal.”

A diretoria prega que a reforma na estatal desenhará a Embrapa do futuro, com o foco em inovação e pesquisas em áreas nas quais grandes companhias não atuam. “Não faz sentido que Embrapa cumpra o papel do setor privado cumpre muito bem”, diz o presidente. Com informações do Estadão Conteúdo.

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Após articulação com Estado, Nininho anuncia empresa que fará asfalto entre Primavera do Leste e Nova Poxoréu


Sinfra homologou concorrência para pavimentação e drenagem no distrito; resultado da licitação está no Diário Oficial; Barracon Construtora venceu a disputa com proposta de R$ 8,46 milhões

 

Após articulação com Estado, Nininho anuncia empresa que fará asfalto entre Primavera do Leste e Nova PoxoréuSinfra homologou concorrência para pavimentação e drenagem no distrito; resultado da licitação está no Diário Oficial; Barracon Construtora venceu a disputa com proposta de R$ 8,46 milhões

29/09/2026 às 10h25

Por: Sergio OberFonte: AssessoriaCompartilhe:Após articulação com Estado, Nininho anuncia empresa que fará asfalto entre Primavera do Leste e Nova Poxoréu

A pavimentação do trecho de 5,6 quilômetros da estrada que dá acesso ao distrito de Nova Poxoréu, em Poxoréu, a partir de Primavera do Leste, avançou para a fase de contratação. O Governo do Estado concluiu a licitação para as obras de pavimentação asfáltica e drenagem. O aviso do resultado foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (29/9). A Barracon Construtora foi declarada vencedora com proposta de R$ 8,46 milhões.

 

Essa obra é uma conquista das articulações lideradas pelo deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) junto ao Executivo estadual e à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). A licitação prevê pavimentação asfáltica e drenagem em uma área total de 43,5 mil metros quadrados no distrito de Nova Poxoréu. O anúncio representa uma nova etapa de uma reivindicação antiga dos moradores de Nova Poxoréu e da região de Vale Verde, que mantêm relação cotidiana com Primavera do Leste.

 

A estrada é utilizada para acesso a serviços, transporte escolar e deslocamento da produção rural, além de concentrar dificuldades de tráfego durante os períodos de chuva e de seca. Nininho atribui o avanço do processo à articulação mantida ao longo dos últimos anos com lideranças locais e com o Governo do Estado. O deputado enaltece a atuação do ex-governador Mauro Mendes, do governador Otaviano Pivetta e do secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

 

“Essa é uma reivindicação de muitos anos das famílias que vivem naquela região. Nós acompanhamos essa demanda ao longo do tempo, levamos o assunto ao Governo do Estado e cobramos uma solução porque quem mora ali conhece bem as dificuldades provocadas pela poeira e, principalmente, pela lama no período das chuvas”, relata Nininho.

 

INTEGRAÇÃO

 

Nininho diz que esse asfalto atenderá uma cobrança recorrente apresentada por moradores e lideranças da região. “É um asfalto que terá efeito positivo na vida de quem precisa sair de Nova Poxoréu e Vale Verde todos os dias. Também facilita o transporte da produção e melhora o acesso a Primavera do Leste, que é uma referência para essas comunidades em comércio e serviços. Agora temos uma empresa definida, o processo sai do papel e entra em uma fase definitiva”, comenta.

 

O vereador Herbert Vianna, de Primavera do Leste, atribui o resultado à mobilização dos moradores e à participação de lideranças políticas dos municípios envolvidos. Ele lembra quo asfaltamento da estrada é uma demanda de mais de dez anos pela população de Vale Verde e Nova Poxoréu. Para o vereador, os principais beneficiados são os próprios moradores que sustentaram a reivindicação ao longo dos anos.

 

“Essa luta do asfalto é do povo do Vale Verde e da Nova Poxoréu, que durante mais de dez anos correu atrás desse sonho”, declara Herbert. “A estrada é uma necessidade de hoje. Quem mora ali precisa trabalhar, estudar, buscar atendimento médico, transportar sua produção e voltar para casa com segurança. É isso que faz essa obra ser tão importante para a comunidade”, acrescenta.

 

INCORPORAÇÃO

 

A pavimentação da estrada está ligada a outra conquista importante de Nininho: o processo de incorporação de Nova Poxoréu e da comunidade Vale Verde ao município de Primavera do Leste. Presidente da Comissão de Revisão Territorial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o parlamentar esteve à frente dos estudos técnicos, audiências públicas e trâmites legislativos que fundamentaram o Projeto de Lei Complementar aprovado na Casa, dando voz a uma demanda antiga dos moradores que já mantêm relação socioeconômica diária com o polo primaverense.

 

O passo decisivo para a mudança territorial ocorrerá no dia 25 de outubro, data em que a população irá às urnas para decidir o futuro da região por meio de um plebiscito oficial organizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). A votação será realizada simultaneamente nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, no mesmo formato das eleições tradicionais, utilizando urnas eletrônicas para garantir a transparência e a segurança do sufrágio popular. Os eleitores aptos deverão responder de forma direta se concordam com a alteração dos limites municipais e a transferência do distrito.

 

Nininho argumenta que a consulta popular representa a consolidação do sentimento de pertencimento e do desenvolvimento regional. Se a maioria dos eleitores votar favoravelmente ao “Sim” (representado pelo dígito “2”), a anexação formal permitirá que Primavera do Leste assuma integralmente a oferta de serviços públicos essenciais, como saúde, educação, manutenção viária e segurança na localidade.

 

A integração definitiva, somada aos investimentos em infraestrutura viária, promete transformar Nova Poxoréu em um novo vetor de crescimento integrado ao agronegócio e ao comércio da região.

Redação: Sérgio Ober


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