Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 15 de Junho de 2026

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A Palavra - cidade

Falta de médicos no INSS prejudica quem precisa de perícia



Sergio Galvão do Amaral, 55 anos, morador de Primavera do Leste, trabalhou a vida toda como mecânico, mas, há seis anos, veio o diagnóstico: cardiopatia dilatada. A doença atinge o músculo do coração e impede o bombeamento adequado de sangue para o corpo, causando complicações como arritmias, coágulos de sangue e morte súbita. Por causa da doença os pés incharam e desde então, ele não consegue trabalhar mais.
A sua rotina no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de Primavera do Leste, começou há seis anos, quando foi preciso realizar o tratamento de saúde, mas com isso não poderia trabalhar e assim foi preciso dar entrada no auxílio-doença. Sergio precisa passar por um médico perito a cada seis meses para manter o auxílio-doença. Mas nestes últimos três anos, as coisas complicaram para ele.
“Eu venho aqui porque preciso, não posso mais trabalhar e dependo do auxílio-doença para manter meu tratamento de saúde. O que vem acontecendo é que nestes últimos anos o INSS de Primavera do Leste não tem um médico perito e com isso a gente tem que vim aqui para remarcar a perícia e eles encaminham a gente para um médico em Cuiabá ou Barra do Garças. O problema é que é tanta gente que precisa do atendimento, que tem demorado mais de seis meses para sair a perícia e se a gente não passar pelo médico, eles cortam o auxílio-doença. Eu não sei mais o que fazer”. Desabafa o ex-mecânico, Sergio Galvão do Amaral.
O auxílio-doença é um benefício por incapacidade segurado pelo INSS. A pessoa que recebe este benefício foi diagnosticada com alguma doença ou sofreu algum acidente, e tornou-a temporariamente incapaz para o trabalho. A pessoa para conseguir o auxílio-doença, além de levar ao INSS vários documentos para comprovar a necessidade, precisa também passar por um médico perito e sem a perícia o benefício não sai.
Essa luta do Sergio, tem sido de milhares de pessoas que precisam do atendimento do médico perito do INSS de Primavera do Leste, já que além dos Primaverenses, são atendidas pessoas de outras cidades da região, e com a falta do médico perito, a perícia tem sido encaminhada para outras cidades como Barra do Garças e Cuiabá. Outro problema que as pessoas enfrentam é as despesas que elas têm que custear para ir até estes locais. A situação de descaso por parte do órgão público tem gerado reclamações diárias dos usuários, nossa equipe de reportagem tentou conversar com algum funcionário do INSS, mas não foi permitida a entrada e nem falar sobre o assunto. Vamos torcer para que em breve tenhamos uma notícia boa.

Vereadores pedem ajuda a autoridades em Brasília para resolver problema da falta de médico perito no INSS
Perspectivas futuras:

Por inúmeras vezes durante as sessões na Câmara Municipal, nossos legisladores têm falado muito sobre a falta de médico perito no INSS de Primavera do Leste. Os vereadores tem se posicionado a favor da população e tem dito duras palavras aos representantes competentes do órgão público.
Já entraram em contato algumas vezes com alguns representantes políticos na tentativa de intervir pela situação, mas ainda não tiveram êxito. Na última sessão foi proposto pelo vereador Luis Costa (PR) que de imediato, já que não é resolvida a situação definitivamente, que o INSS disponibilizasse um médico perito de alguma cidade da região pelo menos uma vez na semana para atender a nossa demanda no município. Mas essa alternativa ainda esta sendo avaliada.
Também na tentativa de resolver o problema, no dia 13 de março deste ano, o vereador Luis Costa (PR), juntamente com os colegas, Carlos Instrutor (PSD), Kinha (PV) e Miley (PV), estiveram no gabinete em Brasília do Senador Wellington Fagundes (PR), protocolando um ofício com o pedido de um médico perito para a agência da Previdência Social de Primavera do Leste.
Os nossos legisladores explicaram a necessidade que faz a falta de um médico perito para a população, e com esse pedido eles almejam apoio para assegurar e garantir o atendimento aos contribuintes do INSS. No ofício também explica que a situação atual tem gerado transtornos aos trabalhadores, já que esperam mais de cinco meses para passar pela perícia e ainda precisam se deslocar da cidade, gerando assim mais despesas a estes trabalhadores inválidos. Até o momento os vereadores não tiveram uma resposta positiva, mas continuam reivindicando pela vinda do médico perito.



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Polícia

TJMT suspende prisão de suposta mandante do assassinato de Roberto Zampieri


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, em decisão liminar proferida na manhã deste domingo (14), o mandado de prisão preventiva expedido contra Elenice Ballarotti Laurindo. Conforme noticiado durante a manhã, Elenice e seu marido, Aníbal Manoel Laurindo, foram apontados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) como os mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões.

A ordem de prisão contra Elenice havia sido decretada na última semana pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, ao receber a denúncia que transformou nove pessoas em réus. No entanto, ao analisar o habeas corpus impetrado pela defesa, o desembargador plantonista Gilberto Giraldelli deferiu parcialmente a liminar para sobrestar os efeitos da prisão até o julgamento definitivo do recurso pelo colegiado.

 

Ao fundamentar a decisão de urgência, o magistrado reconheceu que a denúncia traz indícios individualizados contra a acusada, como quebras de sigilo bancário indicando saques vultosos e depósitos em contas vinculadas aos executores, o que afasta a tese defensiva de que ela estaria sendo processada “apenas por ser esposa” de Aníbal.

 

Contudo, Giraldelli ponderou que a prisão preventiva é uma medida de caráter excepcional, especialmente diante da idade da ré, que tem 69 anos. Para o desembargador, em uma análise preliminar, não ficou demonstrado o risco atual que justificasse o encarceramento imediato.

“Não se extrai com facilidade da decisão objurgada qualquer conduta recente que indique objetivamente reiteração delitiva, tentativa de interferência na persecução penal, intimidação de testemunhas ou risco concreto à efetividade da aplicação da lei penal”, anotou o magistrado, lembrando que Elenice permaneceu em liberdade por mais de dois anos e meio desde o homicídio, ocorrido em dezembro de 2023.

A defesa de Elenice, conduzida pelo advogado Huendel Rolim Wender, pleiteou prioritariamente que, caso a prisão fosse mantida, ela fosse convertida em regime domiciliar por razões humanitárias.

Segundo os autos, o genro de Elenice sofre de uma neoplasia cerebral grave e tem viagem marcada para esta segunda-feira (15) rumo aos Estados Unidos para tratamento médico especializado. Com Aníbal Laurindo preso desde maio de 2025 no âmbito da Operação Sisamnes do Supremo Tribunal Federal (STF), Elenice alegou ser a única rede de apoio de sua filha, que ficará sozinha em Cuiabá cuidando de quatro filhos pequenos, de 2, 3, 7 e 10 anos.

O desembargador, no entanto, não conheceu deste pedido específico. Ele explicou que a questão humanitária e a documentação médica não foram apresentadas previamente ao juízo de primeira instância. Decidir sobre isso diretamente no Tribunal configuraria supressão de instância. Com a suspensão do mandado de prisão principal, contudo, a ré permanece em liberdade.

Próximos passos

Com a concessão parcial da liminar, o Tribunal de Justiça expediu uma ordem urgente à 12ª Vara Criminal de Cuiabá para obstar o cumprimento do mandado de prisão. Encerrado o plantão do final de semana, o processo será distribuído formalmente a um relator originário, que colherá informações detalhadas do juiz de piso e dará o andamento final ao julgamento do mérito do habeas corpus.

Procurada, a defesa de Elenice Ballarotti Laurindo informou que não emitirá novas declarações públicas em virtude do segredo de justiça que recai sobre os desdobramentos do caso. O assassinato de Roberto Zampieri, executado com 12 tiros quando saía de seu escritório no bairro Bosque da Saúde, segue como um dos casos mais complexos do cenário policial e jurídico de Mato Grosso.


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