Primavera do Leste / MT - Domingo, 31 de Agosto de 2025

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A Palavra - cidade

Falta de médicos no INSS prejudica quem precisa de perícia



Sergio Galvão do Amaral, 55 anos, morador de Primavera do Leste, trabalhou a vida toda como mecânico, mas, há seis anos, veio o diagnóstico: cardiopatia dilatada. A doença atinge o músculo do coração e impede o bombeamento adequado de sangue para o corpo, causando complicações como arritmias, coágulos de sangue e morte súbita. Por causa da doença os pés incharam e desde então, ele não consegue trabalhar mais.
A sua rotina no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de Primavera do Leste, começou há seis anos, quando foi preciso realizar o tratamento de saúde, mas com isso não poderia trabalhar e assim foi preciso dar entrada no auxílio-doença. Sergio precisa passar por um médico perito a cada seis meses para manter o auxílio-doença. Mas nestes últimos três anos, as coisas complicaram para ele.
“Eu venho aqui porque preciso, não posso mais trabalhar e dependo do auxílio-doença para manter meu tratamento de saúde. O que vem acontecendo é que nestes últimos anos o INSS de Primavera do Leste não tem um médico perito e com isso a gente tem que vim aqui para remarcar a perícia e eles encaminham a gente para um médico em Cuiabá ou Barra do Garças. O problema é que é tanta gente que precisa do atendimento, que tem demorado mais de seis meses para sair a perícia e se a gente não passar pelo médico, eles cortam o auxílio-doença. Eu não sei mais o que fazer”. Desabafa o ex-mecânico, Sergio Galvão do Amaral.
O auxílio-doença é um benefício por incapacidade segurado pelo INSS. A pessoa que recebe este benefício foi diagnosticada com alguma doença ou sofreu algum acidente, e tornou-a temporariamente incapaz para o trabalho. A pessoa para conseguir o auxílio-doença, além de levar ao INSS vários documentos para comprovar a necessidade, precisa também passar por um médico perito e sem a perícia o benefício não sai.
Essa luta do Sergio, tem sido de milhares de pessoas que precisam do atendimento do médico perito do INSS de Primavera do Leste, já que além dos Primaverenses, são atendidas pessoas de outras cidades da região, e com a falta do médico perito, a perícia tem sido encaminhada para outras cidades como Barra do Garças e Cuiabá. Outro problema que as pessoas enfrentam é as despesas que elas têm que custear para ir até estes locais. A situação de descaso por parte do órgão público tem gerado reclamações diárias dos usuários, nossa equipe de reportagem tentou conversar com algum funcionário do INSS, mas não foi permitida a entrada e nem falar sobre o assunto. Vamos torcer para que em breve tenhamos uma notícia boa.

Vereadores pedem ajuda a autoridades em Brasília para resolver problema da falta de médico perito no INSS
Perspectivas futuras:

Por inúmeras vezes durante as sessões na Câmara Municipal, nossos legisladores têm falado muito sobre a falta de médico perito no INSS de Primavera do Leste. Os vereadores tem se posicionado a favor da população e tem dito duras palavras aos representantes competentes do órgão público.
Já entraram em contato algumas vezes com alguns representantes políticos na tentativa de intervir pela situação, mas ainda não tiveram êxito. Na última sessão foi proposto pelo vereador Luis Costa (PR) que de imediato, já que não é resolvida a situação definitivamente, que o INSS disponibilizasse um médico perito de alguma cidade da região pelo menos uma vez na semana para atender a nossa demanda no município. Mas essa alternativa ainda esta sendo avaliada.
Também na tentativa de resolver o problema, no dia 13 de março deste ano, o vereador Luis Costa (PR), juntamente com os colegas, Carlos Instrutor (PSD), Kinha (PV) e Miley (PV), estiveram no gabinete em Brasília do Senador Wellington Fagundes (PR), protocolando um ofício com o pedido de um médico perito para a agência da Previdência Social de Primavera do Leste.
Os nossos legisladores explicaram a necessidade que faz a falta de um médico perito para a população, e com esse pedido eles almejam apoio para assegurar e garantir o atendimento aos contribuintes do INSS. No ofício também explica que a situação atual tem gerado transtornos aos trabalhadores, já que esperam mais de cinco meses para passar pela perícia e ainda precisam se deslocar da cidade, gerando assim mais despesas a estes trabalhadores inválidos. Até o momento os vereadores não tiveram uma resposta positiva, mas continuam reivindicando pela vinda do médico perito.



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Brasil

Megaoperação identificou crime organizado na ‘economia real e no mercado financeiro’


Investigações identificaram pelo menos 40 fundos de investimento controlados por organizações criminosas, com patrimônio de R$ 30 bi

megaoperação deflagrada pela Receita Federal nesta quinta-feira (28) no âmbito de investigações sobre um esquema criminoso no setor de combustíveis foi a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos em oito estados diferentes (São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina).

Andrea Costa Chaves, subsecretária de fiscalização da Receita Federal, afirma que as investigações identificaram a invasão do crime organizado “na economia real e no mercado financeiro”. “A estrutura na operação nessa operação envolveu toda a cadeia na parte da economia real: importação, produção, distribuição, comercialização até o consumidor final”, explica.

Já na parte financeira, a atuação do crime organizado aconteceu na ocultação e na blindagem do patrimônio. As investigações identificaram pelo menos 40 fundos de investimento, sendo eles fundos imobiliários e de multimercado, que eram controlados por organizações criminosas. O patrimônio desses fundos era de R$ 30 bilhões.

Segundo o órgão, com esses recursos o grupo adquiriu um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (além de outras duas em parceria ou em processo de compra) e 1.600 caminhões para transporte de combustíveis.

A organização também comprou mais de 100 imóveis, entre eles seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões.

Fintechs e a ‘blindagem do esquema’

O dinheiro de origem ilícita era reinvestido em negócios, propriedades e outros investimentos por meio desses fundos de investimentos que recebiam recursos da fintech, dificultando sua rastreabilidade e dando a ele uma aparência de legalidade.

Perguntas e Respostas

Qual foi a operação realizada pela Receita Federal?

A Receita Federal deflagrou uma megaoperação no dia 28, que foi a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil, focando em um esquema criminoso no setor de combustíveis. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O que foi identificado nas investigações?

As investigações identificaram a invasão do crime organizado na economia real e no mercado financeiro. A subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, explicou que a operação envolveu toda a cadeia da economia real, incluindo importação, produção, distribuição e comercialização até o consumidor final.

Como o crime organizado atuou no mercado financeiro?

No mercado financeiro, o crime organizado atuou na ocultação e blindagem do patrimônio. Foram identificados pelo menos 40 fundos de investimento, incluindo fundos imobiliários e de multimercado, controlados por organizações criminosas, com um patrimônio total de R$ 30 bilhões.

Quais foram os investimentos feitos com os recursos ilícitos?

Com os recursos obtidos, o grupo adquiriu um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (além de outras duas em parceria ou em processo de compra) e 1.600 caminhões para transporte de combustíveis. Também foram comprados mais de 100 imóveis, incluindo seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões.

Como o dinheiro ilícito era reinvestido?

O dinheiro de origem ilícita era reinvestido em negócios, propriedades e outros investimentos por meio dos fundos de investimento, que recebiam recursos de uma fintech. Isso dificultava a rastreabilidade do dinheiro e conferia uma aparência de legalidade às operações.

R7


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Polícia - Região

PMs serão interrogados por suposto confronto forjado para ‘sumir’ com arma que matou advogado


Por determinação do juiz Moacir Rogério Tortato, os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira serão interrogados, na próxima segunda-feira (1º), às 14h, na sala de audiência da Justiça Militar, no Fórum de Cuiabá. O grupo é acusado de forjar confronto para “plantar” no local arma usada para matar o advogado Renato Nery.

 

Conforme apurou o GD, além dos militares, também devem ser ouvidas testemunhas e servidores da Polícia Civil. Os 4 PMs respondem a processo por organização criminosa, abuso de autoridade e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito em meio ao caso de um confronto após assalto em que um veículo gol de cor branca foi levado e houve troca de tiros com os suspeitos, resultando na morte de Walteir Lima Cabral e outros dois suspeitos ficaram feridos.

 

O confronto ocorreu em 12 de julho de 2024. A arma supostamente encontrada em posse de um dos criminosos, no local do crime, foi utilizada no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, morto em 5 de julho do mesmo ano. Laudo pericial balístico demonstrou que a pistola Glock modelo G17, calibre 9mm foi a mesma utilizada para executar o jurista.

 

Conforme noticiou o GD, o caso ficou conhecido como “Grupo do Gol Branco”, em alusão a grupo de WhatsApp em que os 4 discutiam combinação de versões, preocupação com divergências de depoimentos e indícios de obstrução da justiça, algo revelado após perícia em celulares. Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos demonstram que não houve confronto real, mas sim uma “execução deliberada seguida de inovação artificiosa da cena do crime”.

 

No dia 12 deste mês o Conselho Permanente de Justiça, da 11ª Vara Criminal Especializada de Justiça Militar de Cuiabá, por maioria, votou pela revogação parcial das cautelares impostas aos policiais, permitindo que os réus retornem ao serviço militar com porte de arma, além da retirada da tornozeleira eletrônica. Contudo, ainda permanecem as cautelas de proibição de manter contato com vítima e familiares, bem como testemunhas do processo.

 

Eles foram afastados das funções em julho pelo comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), Cláudio Fernando Carneiro Tinoco. Os 4 chegaram a ficar presos preventivamente durante um período, no entanto, foram colocados em liberdade após decisão do juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá.


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política

Deputado sugere economizar em parque para comprar Santa Casa


O deputado Júlio Campos (União) foi taxativo ao mostrar solução para que o governo do Estado compre a Santa Casa: reduza investimentos no Parque Novo Mato Grosso.

A solução foi publicada em sua rede social, na sexta-feira (29), um dia após o prazo de propostas para a compra do hospital terminar sem sequer uma oferta. Agora, um novo edital será publicado e o Estado avalia a compra, apesar de Mauro Mendes (União) alegar que não há dinheiro para oferta.

O parque promete ser o maior da América Latina e é objeto de grande apreço pelo governador.


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Polícia

Briga por dívida de cartão: Mulher é condenada a 16 anos por matar marido com facada no peito em Primavera


O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá) condenou Patrícia Sarmanho Garcia a 16 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado por assassinar Bruno Nazareno Fernandes do Nascimento com uma facada no peito. O julgamento foi realizado essa semana.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Patrícia e Bruno eram conviventes e já apresentavam histórico de agressões. O crime ocorreu no dia 2 de junho de 2023, por volta das 22h, no conjunto de quitinetes do bairro Poncho Verde, em Primavera.

 

A ré discutiu com a vítima sobre a cobrança de um cartão bancário, o agrediu fisicamente e, em seguida, desferiu uma facada no peito da vítima no corredor que dá acesso à residência.

 

Ferido, o rapaz voltou para a parte da frente do conjunto de quitinetes e caiu na calçada da casa de uma vizinha. Apesar de ter sido socorrido, ele não resistiu aos ferimentos.

 

A promotora de Justiça Tessaline Higuchi, da 1ª Promotoria Criminal de Primavera do Leste, apontou que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante dissimulação, dificultando a defesa da vítima. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença confirmou a autoria e a materialidade do homicídio e rejeitou o pedido de absolvição.

Fonte Gazeta Digital 


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