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Falta de médicos no INSS prejudica quem precisa de perícia



Sergio Galvão do Amaral, 55 anos, morador de Primavera do Leste, trabalhou a vida toda como mecânico, mas, há seis anos, veio o diagnóstico: cardiopatia dilatada. A doença atinge o músculo do coração e impede o bombeamento adequado de sangue para o corpo, causando complicações como arritmias, coágulos de sangue e morte súbita. Por causa da doença os pés incharam e desde então, ele não consegue trabalhar mais.
A sua rotina no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de Primavera do Leste, começou há seis anos, quando foi preciso realizar o tratamento de saúde, mas com isso não poderia trabalhar e assim foi preciso dar entrada no auxílio-doença. Sergio precisa passar por um médico perito a cada seis meses para manter o auxílio-doença. Mas nestes últimos três anos, as coisas complicaram para ele.
“Eu venho aqui porque preciso, não posso mais trabalhar e dependo do auxílio-doença para manter meu tratamento de saúde. O que vem acontecendo é que nestes últimos anos o INSS de Primavera do Leste não tem um médico perito e com isso a gente tem que vim aqui para remarcar a perícia e eles encaminham a gente para um médico em Cuiabá ou Barra do Garças. O problema é que é tanta gente que precisa do atendimento, que tem demorado mais de seis meses para sair a perícia e se a gente não passar pelo médico, eles cortam o auxílio-doença. Eu não sei mais o que fazer”. Desabafa o ex-mecânico, Sergio Galvão do Amaral.
O auxílio-doença é um benefício por incapacidade segurado pelo INSS. A pessoa que recebe este benefício foi diagnosticada com alguma doença ou sofreu algum acidente, e tornou-a temporariamente incapaz para o trabalho. A pessoa para conseguir o auxílio-doença, além de levar ao INSS vários documentos para comprovar a necessidade, precisa também passar por um médico perito e sem a perícia o benefício não sai.
Essa luta do Sergio, tem sido de milhares de pessoas que precisam do atendimento do médico perito do INSS de Primavera do Leste, já que além dos Primaverenses, são atendidas pessoas de outras cidades da região, e com a falta do médico perito, a perícia tem sido encaminhada para outras cidades como Barra do Garças e Cuiabá. Outro problema que as pessoas enfrentam é as despesas que elas têm que custear para ir até estes locais. A situação de descaso por parte do órgão público tem gerado reclamações diárias dos usuários, nossa equipe de reportagem tentou conversar com algum funcionário do INSS, mas não foi permitida a entrada e nem falar sobre o assunto. Vamos torcer para que em breve tenhamos uma notícia boa.

Vereadores pedem ajuda a autoridades em Brasília para resolver problema da falta de médico perito no INSS
Perspectivas futuras:

Por inúmeras vezes durante as sessões na Câmara Municipal, nossos legisladores têm falado muito sobre a falta de médico perito no INSS de Primavera do Leste. Os vereadores tem se posicionado a favor da população e tem dito duras palavras aos representantes competentes do órgão público.
Já entraram em contato algumas vezes com alguns representantes políticos na tentativa de intervir pela situação, mas ainda não tiveram êxito. Na última sessão foi proposto pelo vereador Luis Costa (PR) que de imediato, já que não é resolvida a situação definitivamente, que o INSS disponibilizasse um médico perito de alguma cidade da região pelo menos uma vez na semana para atender a nossa demanda no município. Mas essa alternativa ainda esta sendo avaliada.
Também na tentativa de resolver o problema, no dia 13 de março deste ano, o vereador Luis Costa (PR), juntamente com os colegas, Carlos Instrutor (PSD), Kinha (PV) e Miley (PV), estiveram no gabinete em Brasília do Senador Wellington Fagundes (PR), protocolando um ofício com o pedido de um médico perito para a agência da Previdência Social de Primavera do Leste.
Os nossos legisladores explicaram a necessidade que faz a falta de um médico perito para a população, e com esse pedido eles almejam apoio para assegurar e garantir o atendimento aos contribuintes do INSS. No ofício também explica que a situação atual tem gerado transtornos aos trabalhadores, já que esperam mais de cinco meses para passar pela perícia e ainda precisam se deslocar da cidade, gerando assim mais despesas a estes trabalhadores inválidos. Até o momento os vereadores não tiveram uma resposta positiva, mas continuam reivindicando pela vinda do médico perito.



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Região

MPMT requer interdição de cadeia pública feminina de Cáceres


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Cáceres, requereu no final da tarde desta quinta-feira (22) a interdição da cadeia feminina do município. A medida foi tomada em razão da existência de infiltrações estruturais e alto risco de incêndio na unidade prisional. O pedido foi direcionado à 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.

De acordo com o MPMT, a cadeia feminina do município não possui Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico (ASCIP) do Corpo de Bombeiros. Inspeções realizadas no local demonstram uma série de problemas estruturais na unidade, como falta de sistemas de hidrante, de saídas de emergência, de alarme de incêndio, entre outros.

Conforme laudo técnico das instalações elétricas do edifício, encaminhado ao Ministério Público pelo Conselho de Segurança, as “instalações estão em péssimas condições de conservação, com risco gravíssimo de acidentes à população carcerária e aos profissionais da segurança pública responsáveis pelo local, proporcionando alto grau de risco de incêndio a qualquer momento”.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do MPMT também realizou inspeção técnica na unidade prisional, constatando inconformidades em toda a edificação que interferem diretamente na segurança dos usuários.

“O quadro existente no estabelecimento prisional fere os mais básicos direitos fundamentais do homem, sendo que a medida de interdição visa a resguardar a dignidade da pessoa humana e a proteção de risco à vida e à integridade física das presas”, destacou o promotor de Justiça.

por CLÊNIA GORETH

 

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