Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 23 de Fevereiro de 2026

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Barbudo diz que somente familiares são confiáveis para gerir dinheiro do PSL-MT



O deputado federal Nelson Barbudo afirmou que não vê nenhuma irregularidade no fato de ter o marido da senadora  Selma Arruda e a própria filha para tomarem conta da  Tesouraria do PSL de Mato Grosso. O parlamentar declarou que o caso não se  trata de “nepotismo partidário” e os escolheu por considerá-los  de extrema confiança.

Barbudo assumiu a presidência  do PSL em Mato Grosso em 1º de janeiro, junto com a senadora Selma Arruda. A senadora   é vice-presidente estadual da sigla do presidente da República Jair Bolsonaro.

Para tomar conta das finanças da Tesouraria e administrar os R$ 3 milhões que agremiação receberá do Fundo Partidário neste ano, o deputado federal escolheu o marido de Selma,  o policial rodoviário federal aposentado Norberto Arruda, para a função de tesoureiro-geral da sigla. Já sua filha Nara Nelma Previdente  é a primeira-tesoureira do PSL mato-grossense.

As escolhas dos parentes foram classificadas por alguns como “nepotismo partidário”. Barbudo rechaça qualquer alegação de irregularidade no fato.

“Quer que eu coloque quem? O pessoal do PT? A minha filha trabalhou na campanha comigo e está desenvolvendo o PSL em 50 municípios do Estado. Ela tem um histórico ilibado. Você colocaria um estranho na sua casa para ficar de guarda da sua mulher? Não colocaria. Você precisa de uma pessoa de sua confiança”, disse o parlamentar, assegurando que não há nada que possa desabonar a filha para assumir tal função nem Norberto Arruda.

Ele declarou ter consultado a Executiva Nacional do PSL, que o autorizou a nomear a filha e também permitiu que Selma escolhesse o marido para ocuparem funções na legenda regional. De acordo com o parlamentar, Norberto e Nara assinarão cheques em conjunto. “Vão ser sempre os dois, para que haja uma conferência”, explicou ao site.

Quer que eu coloque quem? O pessoal do PT? A minha filha trabalhou na campanha comigo e está desenvolvendo o PSL em 50 municípios do Estado

Apesar das críticas, Barbudo assegurou que a filha dele e o marido de Selma permanecerão em suas funções no partido, por considerá-los “pessoas de extrema confiança”. Para justificar o fato, afirmou que a gestão anterior da agremiação deixou dívidas no Estado.

“Quando o PSL foi tocado por outras pessoas, sobraram R$ 140 mil de rombo, que o partido vai ter que pagar. Mas não pode ser pago com dinheiro que vem de Brasilia. Vão ter que fazer doações e parcelamento. Além disso, duas ou três pessoas que tocaram o PSL anteriormente fizeram dois CNPJs do partido e agora estou tendo que entrar na Justiça para arrumar”, afirmou.

As falhas ocorreram na gestão do ex-deputado federal Victório Galli, hoje líder do diretório da sigla em Cuiabá e do vereador Wilson Kero Kero. “Não digo que houve roubo, mas ficaram R$ 140 mil em dívidas para o partido pagar. Por isso, coloquei pessoas de minha confiança, para não acontecer o que aconteceu”, justificou.

Por fim, ele ressaltou que o responsável por administrar o PSL em todo o Estado é Carlos Hayashida, que lidera a Secretária-Geral do partido. “Ele é meu homem de confiança, porque conduziu o PSL durante a campanha e tenho plena confiança nele”, disse o deputado federal.

RD News / Vinícius Lemos e Jacques Gosch



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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