Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

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Delegado Claudinei alerta Eduardo Bolsonaro sobre a atuação de facções criminosas na fronteira Mato Grosso – Bolívia



Com a quinta edição da feira de agronegócio “Farm Show”, em Primavera do Leste (MT), no último dia (4), o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) prestigiou o evento – promovido pelo Sindicato Rural do município – que visa integrar importantes setores ligados ao setor agropecuário. Também, estiveram presentes os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL – SP), Nelson Barbudo (PSL – MT), José Medeiros (Pode – MT), entre outras autoridades.

Além da troca de informações com presidente do Sindicato Rural, José Nardes, sobre a feira que é considerada uma das 50 maiores do país que proporciona aos produtores do campo o acesso às novidades tecnológicas que favorecem o aumento do potencial produtivo e econômico da região, os parlamentares aproveitaram a oportunidade para discutir assuntos relacionados ao cenário atual da política em Mato Grosso e no Brasil.
Segurança Pública – Delegado Claudinei que foi considerado o quinto parlamentar mais votado no estado de Mato Grosso, apresenta um perfil político bem próximo ao de Eduardo Bolsonaro que foi reeleito em 2018 para a Câmara dos Deputados, sendo considerado o mais votado na história do país.

As propostas de ambos parlamentares no setor da segurança pública são bem correlatas quando o assunto é referente a redução da maioridade penal, fim do auxílio reclusão para presos, trabalho obrigatório para presos para remição da pena e o fim do indulto de Natal. Eles que são advogados por formação e exerceram atividades na segurança pública, sendo que Eduardo na esfera federal e Claudinei na civil possuem uma visão clara da realidade enfrentada pelos policiais para atender com êxito os trabalhos em prol da sociedade.
No encontro, Delegado Claudinei pontuou ao parlamentar federal sobre uma de suas principais preocupações no Estado, referente aos crimes dentro das penitenciárias que intensificam a atuação de organizações criminosas, em que é preciso a implantação de bloqueadores de celulares e detectores de metais no sistema prisional.

Crimes na fronteira – Outro ponto preocupante levantado pelo deputado estadual para Eduardo foi sobre a necessidade de intensificar a segurança na fronteira de Mato Grosso e Bolívia devido a entrada e saída de entorpecentes, como, também, veículos roubados e furtados – principalmente caminhonetes a diesel. “É preciso uma tratativa interna, para nos ajudar a articular essa situação junto com o Ministro da Justiça e, até mesmo, com o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro. O foco é fortalecer a segurança com as forças armadas do Exército, como, também, da Força Aérea Brasileira (FAB). Acho importante, para diminuir a entrada de cocaína por via aérea com estes aviões clandestinos de crimes organizados”, pontua o parlamentar.

Delegado Claudinei esclarece que alguns dos veículos roubados e furtados no Brasil, chegam a serem trocados por drogas no país boliviano. Ele avalia ser de suma importância às tratativas entre os dois países. “Então, é uma questão de forçar as parcerias entre o exército, aeronáutica e as instituições de segurança pública”, ressalva.

Eduardo Bolsonaro diz que há várias medidas a serem aplicadas diante das situações apontadas por Claudinei e que se coloca a disposição para avaliar a melhor forma de solucionar estas problemáticas no setor da segurança. “O Delegado não só falou sobre a fronteira, como, também, do setor penitenciário que as facções criminosas comandam no Mato Grosso, uma realidade vivida no país inteiro. O que podemos fazer para isso? Temos Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), temos o Sérgio Moro… Enfim, várias medidas que podem ser tomadas”, posiciona o deputado federal.

Claudinei considera que o encontro foi de grande valia, pois a sua gestão não caminha de forma isolada e, sim, aliada junto ao governo da presidência da República para fortalecer o PSL e para que as reivindicações da população mato-grossense sejam atendidas.

Por  Samantha dos Anjos



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geral

Medeiros veta MDB e PL descarta aliança com Janaina Riva para o Senado em MT


O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, confirmou nesta quarta-feira (22), durante a abertura da convenção estadual da sigla, que uma eventual composição com o MDB para a disputa ao Senado está descartada. Segundo ele, o veto parte do deputado federal José Medeiros (PL), homologado pelo partido como candidato ao Senado ao lado de Wellington Fagundes (PL), que concorre ao governo do Estado.

 

Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma aliança que incluísse a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na chapa majoritária, Ananias afirmou que a resistência de Medeiros será levada em consideração nas negociações do partido. “O Medeiros tem restrição a um partido, ao MDB. Ele tem essa restrição. E eu não posso discordar dele, porque o sentimento de candidato eu tenho que levar em consideração”, pontuou.

 

A declaração praticamente encerra as especulações sobre uma composição entre PL e MDB para uma das duas vagas ao Senado, possibilidade discutida nos bastidores desde o início da pré-campanha em razão da relação familiar entre Janaina e o senador Wellington Fagundes.

 

Ananias afirmou ainda que o partido sequer definiu se indicará apoio formal a um segundo candidato ao Senado. Segundo ele, a tendência é que o PL concentre esforços apenas na eleição de seus dois candidatos. “Nós decidimos, até agora, nesse momento, que nós não teremos o segundo voto”, disse. “Se for melhor para vencer a eleição não termos o segundo, nós não vamos ter o segundo”, completou.

 

A posição oficializa um impasse que vinha sendo construído há meses dentro do PL. Desde março, José Medeiros passou a se posicionar publicamente contra qualquer entendimento com o MDB, afirmando que não aceitaria dividir a chapa com Janaina Riva por considerar que a aliança seria incompatível com o eleitorado conservador e poderia comprometer a identidade política defendida pelo partido.

 

Na ocasião, Medeiros afirmou que uma composição com a deputada significaria “enganar o campo conservador” e classificou a eventual aliança como uma construção destinada a atender “uma questão familiar”, em referência ao fato de Janaina ser nora de Wellington Fagundes.

 

A resistência de Medeiros provocou um dos principais focos de tensão da pré-campanha liberal. Enquanto setores do partido enxergavam na força eleitoral de Janaina uma possibilidade de ampliar o palanque de Wellington Fagundes, a ala mais ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro defendia que o PL preservasse uma chapa exclusivamente identificada com o bolsonarismo.

 

O próprio Wellington evitou alimentar o debate e afirmou reiteradas vezes que qualquer negociação dependeria da direção nacional da legenda. Nos últimos meses, dirigentes nacionais e estaduais também reconheceram que a popularidade de Janaina Riva alterava o cenário da disputa ao Senado.

 

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, chegou a classificar o desempenho da deputada como um “problemaço” para os planos da legenda de eleger seus candidatos ao Senado, embora mantivesse Wellington Fagundes como nome definido para disputar o Palácio Paiaguás.

 

Com a declaração de Ananias na convenção estadual, a direção do PL sinaliza que a posição de José Medeiros prevaleceu nas discussões internas. Assim, ao menos neste momento, o MDB fica fora das negociações para integrar a chapa majoritária encabeçada por Wellington Fagundes, reforçando a estratégia do partido de buscar uma composição alinhada exclusivamente ao seu campo político.

 


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política

Ananias critica restrições do STF a Bolsonaro e ataca Lula


Durante a convenção partidária do PL realizada nesta quarta-feira (22), em Cuiabá, o presidente estadual da sigla, Ananias Filho, afirmou que o partido vem sendo atacado pelo Judiciário ao proibirem a comunicação de Jair Bolsonaro por meio de cartas. Ele ainda direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele não tinha tal restrição porque “não sabe escrever”.

A fala acontece após ser questionado sobre a vinda da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) a Mato Grosso para apoiar a candidatura de Wellington Fagundes (PL). Na ocasião, Ananias declarou que as recentes decisões que proíbem o ex-presidente Jair Bolsonaro de escrever ao público em prisão domiciliar são uma forma de interferência nas eleições e configuram um cerceamento desproporcional. A medida de não usar rede social diretamente ou por meio de terceiros é uma das cláusulas de sua condenação por tentativa de golpe de Estado.

“Agora, nós sofremos um ataque direto. Interferência na eleição nacional, nas eleições estaduais. De pessoas do círculo do Judiciário. Isso é latente. Nada do PL pode. Quando enclausura o presidente da República, que não pode escrever nem carta. Carta que estava em desuso, ele começou a colocar em uso a carta, agora não deixa nem um correio, nem um interruptor [interceptor] ir lá pegar uma carta dele para ser divulgada”, declarou Ananias.

Ao traçar um paralelo com o período em que Lula esteve detido em Curitiba (PR), o presidente do PL questionou a disparidade no tratamento conferido pela Justiça aos dois líderes políticos. No entanto, a crítica escalou para um ataque pessoal sobre a escolaridade do presidente.

“Gente, o outro falava na cela. Então, em 2022, o PL foi com ação repetitiva da entrevista. Não teve entrevista. Não, mas escreveu carta, mas não pediu para ele não escrever. Ou porque ele não sabe escrever. Às vezes a diferença é essa. O outro não dava conta de escrever carta porque não tem condições de alfabetização, e o outro escreve carta e não pode escrever carta. Eu acho que é isso”, completou em provocação.

Apesar da alfinetada, a declaração de Ananias Filho contraria a realidade. Uma vez que o presidente é alfabetizado, tendo concluído o curso técnico de torneiro mecânico no Senai ainda na juventude, produziu diversos textos, bilhetes e cartas públicas ao longo de sua trajetória política e durante o período em que esteve preso.

Lula teve suas condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à parcialidade do ex-juiz Sergio Moro (PL) e à incompetência do foro de Curitiba, reabilitando seus direitos políticos.

GD


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