Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Polícia

Dupla é presa em flagrante pela Polícia Civil de Nova Xavantina após furtar dinheiro em loja de autopeças



Ambos têm registros criminais; flagrantes foram convertidos em prisões preventivas

Dois suspeitos de furtar uma loja de autopeças, em Nova Xavantina, tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas nesta sexta-feira (05.04), após audiência de custódia.

Os suspeitos, 25 e 32 anos, foram presos em flagrante pela equipe da Delegacia de Nova Xavantina, após diligências policiais para esclarecer o furto ao estabelecimento.

O gerente da loja procurou a Polícia Civil e relatou que ao chegar na empresa, na manhã de sexta-feira, viu que a porta da frente de vidro estava arrombada e foi levado dinheiro do caixa. Câmeras de monitoramento flagraram a ação dos suspeitos, que fugiram após o alarme disparar.

A equipe policial identificou os suspeitos e durante as diligências, a dupla foi encontrada em uma oficina mecânica da cidade. Com eles estavam a motocicleta Honda Biz vermelha e dois capacetes vermelho e preto, utilizados durante a ação criminosa.

Ambos foram conduzidos à delegacia e autuados em flagrante. Os dois respondem a processos penais, sendo que um deles tem condenações por furto qualificado e roubo.

Raquel Teixeira | Polícia Civil-MT 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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