Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Três vítimas encontradas em cemitérios clandestinos de duas cidades de MT são identificadas



Três vítimas encontradas em cemitérios clandestinos de duas cidades de MT são identificadas

 

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou, por meio de exame de DNA, três novas vítimas que foram encontradas em cemitérios clandestinos nos municípios Lucas do Rio Verde e Rondonópolis em janeiro e fevereiro deste ano. Duas destas foram identificadas como Lucas Davi da Silva Farias e Pollicarpo Ferreira Alves, que haviam sido encontrados enterrados nas proximidades do rio Vermelho, na região do bairro Vila Goulart, em Rondonópolis. A terceira vítima foi localizada no cemitério clandestino de Lucas do Rio Verde, e trata-se de Fabiano Mendes Leite.

 

Até o momento, a Politec já identificou sete das doze vítimas de Lucas do Rio Verde, e quatro das onze vítimas do cemitério clandestino de Rondonópolis. Os resultados foram obtidos a partir da identificação de vínculo genético com familiares das vítimas, que forneceram amostra genética na unidade da Politec. Os materiais foram processados no laboratório forense da capital e comparados com amostra biológica das vítimas.

 

A Politec informou que familiares (pai, mãe, filho, ou mais de um irmão) de pessoas desaparecidas, que ainda não forneceram material genético, podem procurar umas das unidades do instituto de Medicina Legal (IML) para a coleta do material genético de referência. Os perfis genéticos obtidos são inseridos no banco nacional de perfis genéticos, onde é realizada uma busca automática em todo o território nacional em busca da identificação destas vítimas.

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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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