Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

Polícia cumpre 52 mandados contra facção que tentava dominar Primavera do Leste



A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (15), a Operação Sentinelas, para cumprir 52 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa atuante na região de Primavera do Leste (235 km de Cuiabá). Na ação são cumpridos 14 mandados de prisão preventiva, 26 mandados de busca e apreensão domiciliar e 12 medidas cautelares diversas da prisão. As ordens judiciais foram decretadas pela 1ª Vara Criminal do município. As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Primavera do Leste e Canarana.

A ação é fruto de uma investigação em curso, realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste, que revelou a existência de uma estrutura criminosa local com vínculo direto com a facção criminosa, responsável por fomentar o tráfico de drogas e exercer vigilância sistemática sobre regiões estratégicas da cidade, com o objetivo de impor domínio territorial.

Entre os alvos, estão integrantes do grupo criminoso que atuavam em funções variadas, como traficantes, distribuidores e colaboradores que agiam com o objetivo de dificultar ações das forças de segurança.

A operação representa um esforço estratégico de enfrentamento à criminalidade organizada e busca neutralizar tentativas da facção de estabelecer controle territorial sobre bairros de Primavera do Leste.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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