Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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A Palavra - Opinião

Amigos do acusado de atropelar uma criança em Primavera, ameaçam imprensa para não divulgarem imagens



Na chegada do acusado Jocemar França de atropelar e matar uma criança na Avenida dos Lagos, na Delegacia de Roubos e Furtos de Primavera do Leste, amigos do suspeito discutiam com as equipes de televisão e sites, na discussão garantiam que iria processar todos se divulgassem a imagens do jovem chegando na delegacia.

Jocemar atropelou o pequeno João Henrique Lopes na noite deste domingo 1, segundo informações de testemunhas o garoto estava sentado no meio fio quando foi atingindo pela motocicleta Hornet 600, sendo arrastado por cerca de 50 metros, o motociclista teve vários ferimentos no corpo e foi retirado às pressas pela Policia Militar, pois no local populares ameaçavam linchá-lo.

O delegado da Policia Civil Pablo Borges, explicou que todas as medias estão sendo tomadas para que justiça seja feita, “vamos apurar todos os fatos levantados pela Politec e também policias no local do acidente, teste do “bafômetro” será realizada para constatar se havia ingerido bebida alcoólica”.

A família da criança chora a morte a poucos metros onde ficou o corpo de um pequeno inocente, vítima de um trânsito violento, que deixa suas tristes marcas no cotidiano de uma cidade que máquinas potentes são mais importantes do que a vida, onde uma multidão grita que irá usar o direito para ditar-nos o direito de informar e mostrar as barbárie que um motociclista cometeu, inversão de valores, o que é uma imagem diante de um pequeno corpo jogado no asfalto? Tristeza de conviver com uma Lei que poderá soltar este possível “criminoso”, a mãe que chora nos resta orar pedir o conforto de Deus, e nós cidadãos continuar lutando para tentar fazer as Leis se cumprirem, blitz da Lei Seca, redutores de velocidades eletrônicos e acima de tudo repressão aos baderneiros do trânsito primaverense.

Outro lado.

A advogada de Jocemar, conversou com a reportagem e explica que o suspeito atropelou a criança quando ela cruzava a avenida e o mesmo perdeu o controle não conseguindo frear a motocicleta.

Opinião / Luis Costa



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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