Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Associação dos revendedores de gás fiscaliza preço praticado em Primavera



O preço baixo que está sendo comercializado do gás, é provocado pelas revendas clandestinas

Fenelon Costa presidente da AMRGÀS e fiscal da SINERGAS

O preço do gás de cozinha em Primavera do Leste têm assustados os primaverenses e sido alvo de reclamações até investigação pelo Procon pedida pelos vereadores. Quando finalmente o preço baixou, chegou a fiscalização para acabar com alegria de quem está comprando gás em torno de R$ 60,00. A explicação do preço cobrado nos últimos dias segundo o presidente da AMRGÀS – Associação Mato-grossense dos Revendedores de Gás, Fenelon Costa, é devido a uma “guerra” das revendedoras motivadas pelos vendedores clandestinos.

Fenelon Costa está em Primavera do Leste para fiscalizar as revendas de gás do município, segundo ele denúncias da existências de revendedoras clandestinas motivou a fiscalização, “associação geralmente é convocado quando há disparidade de preço, ou igualdade, normalmente somos convocados pelo Ministério Público para averiguarmos, e em Primavera do Leste o preço tem sido executado abaixo da tabela recomendada, isto implica em crime para o revendedor”.

Fenelon garante que em Primavera do Leste, o gás não pode ser vendido por menos de R$ 92,39 pauta do mês de novembro, o deposito pode vender para cima, porém quando o valor é para baixo o revendedor pode praticar somente a variação 3%.

O preço exercido hoje em Primavera do Leste, segundo o presidente é ilegal, “as revendas estão praticando preço irregular, uma concorrência desleal, esta briga entre eles para superar as vendas clandestinas, está acarretando em crime, este preço não pode ser praticado e iremos fazer um “pente-fino”, para localizar os clandestinos que acabam obrigando as revendedoras que estão com suas documentações em dias entrarem na guerra do preço e vender abaixo da tabela, não apoiamos também que o preço seja abusivo, pois o gás é um item essencial para população seja ela pobre ou rica, quem trabalha legalizado não vai conseguir praticar estes valores por muito tempo, fechará as portas”, completa Fenelon.   

A associação garante ainda que ficará de olho nas revenderas, não permitindo que exista concorrência desleal e nem mesmo preços abusivos.  Fenelon Costa é também diretor fiscal da SINERGAS – Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás da Região Centro Oeste. 



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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