Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 05 de Janeiro de 2026

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Atirador de Campinas já criticou Igreja, foi galã e enfrentou depressão



Euler Fernando Grandolpho, 49, abriu fogo dentro de igreja, matou quatro pessoas e se suicidou

Um homem de família católica e que sofria havia vários anos com depressão. Assim o atirador que matou quatro pessoas e feriu outras duas a tiros antes de se suicidar em Campinas nesta terça-feira (11) é descrito por amigos e familiares.

Na juventude, Euler Fernando Grandolpho, 49, criticava a atuação do pai na Igreja Católica, mas seguia valores conservadores. Era tido pelo grupo de amigos como um “cara cabeça”, “um jovem de beleza estupenda, muito inteligente”, segundo contou à reportagem uma ex-namorada, que conviveu com ele dos anos 1980 ao início dos anos 2000.

Euler, que não trabalhava desde 2014, morava com seu pai em um condomínio de classe média em Valinhos, cidade próxima de Campinas. A mãe dele morreu anos atrás.

Nesta terça (11), a Polícia Civil apreendeu papeis, documentos, cartas e um notebook na casa. O delegado José Henrique Ventura diz que familiares descreveram Euler como uma pessoa retraída, de pouca conversa. Eles disseram não ter conhecimento que ele tivesse arma.

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“Houve algum problema com ele, com certeza, porque ele não tinha nada de criminoso”, disse à reportagem o primo Ricardo Barão, 40, apesar do  pouco contato com Euler ultimamente. “Desde a última vez que tive contato, anos atrás, tinha essa questão de depressão. Ele passou por tratamento médico e tudo”, afirmou.

No condomínio onde Euler morava, o acesso à imprensa é restrito. Porteiros dizem que, abalada, a família se assustou com a presença de jornalistas.

Do lado de fora, alguns vizinhos afirmaram que Euler costumava ser visto passeando com um cachorro pela rua e uma irmã dele também era vista com frequência.

O pai do atirador, Eder Grandolpho, aparentava estar debilitado após a morte da esposa, de acordo com vizinhos. Ele era frequentador assíduo da Igreja Católica. Em um post no Facebook, escreveu que era ministro de eucaristia na paróquia Santo Cura D’Ars, em Campinas, há dez anos.

Euler era pouco assíduo nas redes sociais -sua página no Facebook tem só oito amigos. Até 2014, ele trabalhou como auxiliar de promotoria no Ministério Público de São Paulo.

A escrevente Rita Franco, 46, diz que ficou surpresa ao perceber que o atirador da catedral era o Euler com quem namorou na juventude. Ela conta que ele cresceu em uma família de classe média, “bem estruturada”, no bairro fabril Swift, na zona sul de Campinas -a 5 km de Valinhos. Passou para o concorrido Cotuca, o colégio técnico da Unicamp, e depois se formou publicitário na Unip (Universidade Paulista).

À época, fazia sucesso com as mulheres, diz Rita. “Era mais encorpado, com olhos azuis, chamava a atenção. Dizíamos que era o Christopher Reeve [o ator de Super-Homem]”, afirmou à reportagem.

Ela se surpreendeu ao ver a nova fisionomia de Euler e “como está magro, devia estar passando por problemas, talvez de depressão”.

Rita disse que o único ponto fora da curva no comportamento de Euler era que ele externava ódio pela Igreja Católica. Isso porque o pai, cristão fervoroso, passava muito tempo na igreja, fazendo trabalho voluntário.

“Ele dizia que o pai ficava sendo enfiado dentro da igreja ‘ajudando pobre’, que ‘dentro de casa não varre um chão'”.

Embora demonstrasse ódio pela religião, Rita diz que nunca achou que Euler “fosse atingir essa dimensão, não sei o que aconteceu nesse meio tempo” –a última vez em que o viu foi em 2004.

Euler, segundo ela, era de opiniões fortes e seguia à risca valores conservadores. À exemplo da contrariedade do uso de drogas –chegava a cortar relações com quem mantivesse o hábito. Segundo Rita, o ex-namorado já chegou a manifestar posições racistas. “Ele dizia ‘odeio aquela negra que gosta de mim’, em relação a uma menina, morena, de cabelos cacheados”, afirma. Com informações da Folhapress.

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Réveillon da Prosperidade reúne multidão e marca novo tempo em Primavera do Leste


Prefeito Sérgio Machnic destacau que a celebração reflete uma nova forma de governar

A programação garantiu entretenimento de qualidade, fortalecendo o sentimento de pertencimento da comunidade

A virada do ano em Primavera do Leste foi marcada por emoção, grande participação popular e valorização da cultura local. Uma multidão compareceu ao espaço de eventos da Lagoa Municipal Vô Pedro Viana para celebrar o fim de 2025 e recepcionar 2026, em uma festa que simbolizou não apenas a chegada de um novo ano, mas também o encerramento do primeiro ano da nova gestão municipal, do prefeito Sérgio Machnic.

 

Organizado pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Lazer e Juventude (Secult), o Réveillon 2025–2026 consolidou-se como um evento planejado, bem estruturado e alinhado aos princípios da atual administração, priorizando responsabilidade com os recursos públicos e incentivo aos talentos da cidade.

 

O prefeito Sérgio Machnic destacou que a celebração reflete uma nova forma de governar, adotada desde o início do mandato. “Nós temos que respeitar o dinheiro do contribuinte e buscar fazer muito com pouco. Foi um ano de aprendizado, de colocar a casa em dia, e agora entramos em 2026 desejando muita saúde, paz, alegria e sabedoria para todas as famílias primaverenses”, afirmou o prefeito, ao desejar um ano novo de bênçãos e prosperidade à população.

 

Ele também ressaltou a importância de valorizar os talentos locais, reunindo, a exemplo de outros eventos, artistas da cidade que contribuem diretamente com o desenvolvimento e são igualmente valorizados pela população. “São primaverenses que ajudam a fazer a diferença no dia a dia, que integram a nossa cultura artística, tanto na música quanto em outras artes”, completou.

 

Na sequência, o secretário municipal de Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, Leopoldino André, ressaltou que este foi o primeiro Réveillon da atual gestão e que o evento já demonstra o compromisso da administração com a identidade cultural do município.

 

“No primeiro Réveillon da gestão Sérgio Machnic, o nosso esforço foi, a pedido do prefeito e por meio do município, valorizar a nossa cultura local, valorizar aquilo que é nosso e, de fato, reconhecer os nossos artistas. Pela primeira vez na história de Primavera do Leste, nós temos seis artistas locais no mesmo palco, profissionais que passam o ano todo se esforçando e se dedicando à nossa cidade”, ressaltou.

 

A programação garantiu entretenimento de qualidade, fortalecendo o sentimento de pertencimento da comunidade. Outro ponto que chamou a atenção do público foi a queima de fogos, realizada de forma silenciosa, em conformidade com a legislação municipal. A iniciativa garantiu inclusão e respeito às pessoas e foi uma das maiores registrada no município.


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