Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 12 de Agosto de 2026

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Audiência do TRE-MT, discutiu corrupção em Primavera do Leste



Várias perguntas sobre o processo eleitoral do município foram feitas aos membros do TRE que respondem, “o povo elegeu o candidato que veio ser cassado que já estava com registro de candidatura sub judice, esta responsabilidade não é da Justiça Eleitoral

Na manhã de sexta-feira, 20, aconteceu no Fórum de Primavera do Leste a Audiência Pública da Cidadania do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. O evento organizado pelo TRE, contou com a participação de autoridades da Justiça Eleitoral, população e autoridades do município.

O tribunal apresentou os aplicativos “Pardal”, Caixa 1″ e “Soberano”, criados por servidores do TRE-MT, para auxiliar o eleitor com denúncias eleitorais.

O Juiz Alexandre Pampado falou da preocupação do tribunal com as eleições que aconteceram em Primavera do Leste, “teremos eleições em decorrência das impugnações que incidiram, mostrando que a Justiça Eleitoral está presente com toda normativa em vigor para termos uma pleito tranquilo”, disse Juiz Alexandre.

O presidente do TRE-MT, Desembargador Márcio Vidal  em sua fala disse que a corrupção é um tipo de patologia que não tem remédio, “não tem como você estancar absolutamente, você tem como diminuir este malefício a sociedade, é uma patologia inerente a o ser humano que infelizmente não nasce anjos, tanto que a bíblia tem várias passagens que fala sobre a corrupção do magistrado do Judiciário, fala sobre a corrupção do Legislativo, Executivo e também dos empreiteiros, isto está na bíblia, então é algo muito antigo”.

No momento das perguntas do público presente, em várias perguntas o tema foi, porque aconteceu outra eleição em Primavera do Leste e permitir que um candidato com problemas na justiça seja candidato? O Desembargador respondeu, “a uma quebra de confiança naquele processo eleitoral como há um custo elevado com a realização da eleição suplementar, mas precisamos saber que vivemos em um estado democrático de direito e esta regra é que permite que tal situação venha ocorrer, temos um mundo real e podemos ter o mundo ideal, lembrando que quem edita as regras é justamente a classe política, regras que mudam sempre principalmente pela ausência da cidadania”. Pontuou Márcio Vidal.

Ainda respondendo sobre a situação da eleição atípica de Primavera o servidor do TRE, lembra que o povo elegeu o candidato que veio ser cassado que já estava com registro de candidatura sub judice, afirmando que a responsabilidade não é da Justiça Eleitoral, “a Justiça Eleitoral é como a vigilância sanitária e faço esta comparação porque ela é muito pertinente, quando você vai ao mercado na prateleira tem vários produtos, ela tem produto vencido ou a vencer, se ele quiser pagar mais barato o consumidor adquire o produto vencido, mas não a vigilância faz este controle para que o consumidor só acesse produtos que estejam válidos, íntegros e a Justiça Eleitoral faz a mesma coisa, ela procura manter opções integras para o eleitor, no entanto se enquanto está discutindo esta integridade o eleitor ainda assim resolve escolher aquele candidato, isso não é culpa da Justiça Eleitoral, é mesma coisa de discutir se o produto está estragado, enquanto se discute eu vou comer ele? É conta e risco do eleitor”.



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Polícia

Vereador é preso novamente acusado de envolvimento em morte de jovem no interior


O vereador de Poxoréu, Túlio César (Republicanos), foi preso novamente nesta segunda-feira (10), durante a terceira fase da Operação Véu de Ísis, que investiga o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, ocorrido em maio deste ano, em Poxoréu (251 km ao Sul). A vítima foi assassinada em uma boate da cidade, sob suspeita de ser informante da polícia. Não foi detalhada a participação do parlamentar no crime e a apuração tramita sob sigilo.

Segundo a Polícia Civil, a prisão de Túlio César ocorreu após o aprofundamento das investigações realizadas pela Delegacia de Poxoréu. Durante a Operação Elo Oculto, deflagrada na fase anterior, o vereador já havia sido preso temporariamente.

De acordo com a Polícia Civil, a análise de materiais e outros elementos apreendidos nas fases anteriores permitiu identificar novas informações relacionadas à dinâmica do crime, à motivação e à possível participação de outras pessoas.

As investigações apontam que o homicídio pode estar relacionado à atuação de uma facção criminosa e ao fato de a vítima supostamente manter contato com forças de segurança e repassar informações relacionadas ao tráfico de drogas na região.

Lavínia foi assassinada no dia 10 de maio, dentro de uma casa noturna em Poxoréu. Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito chegou ao estabelecimento, efetuou dois disparos contra a cabeça da vítima e fugiu em seguida.

Ao todo, são cumpridos cinco mandados judiciais, sendo três de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. As ordens são cumpridas simultaneamente em Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá. O nome da operação, “Véu de Ísis”, faz referência ao avanço das investigações e à revelação de elementos que permaneciam ocultos nas fases anteriores.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Poxoréu, com apoio de outras unidades da Polícia Civil nos municípios envolvidos.

As diligências continuam para esclarecer completamente o crime e individualizar a conduta de todos os envolvidos. O procedimento tramita sob sigilo.

GD


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