Primavera do Leste / MT - Domingo, 05 de Abril de 2026

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Bolsonaro indica pastora assessora de Malta para ministério



O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) indicou a advogada e pastora Damares Alves para chefiar o Ministério das Mulheres, Família e Direitos Humanos. Ela é assessora do senador Magno Malta (PR-ES).

O nome da pastora ganhou força depois que Bolsonaro rejeitou indicações feitas pela bancada evangélica. Como Magno Malta esperava um convite para compor o primeiro escalão, parte da bancada avaliou que a sondagem foi uma “afronta” e “ingratidão” ao senador capixaba.

Nesta quarta, Bolsonaro disse que tem uma dívida de gratidão com Malta, que foi derrotado na tentativa de reeleger senador pelo Espírito Santo. “Ele pode estar ao meu lado, sim, nunca foram fechadas as portas para ele. Ele pode servir à pátria estando ao meu lado ou em outra função”.



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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