Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Com afastamento do PSDB, Temer articula frente partidária para corrida ao Planalto



Às vésperas do provável desembarque do PSDB do governo, o presidente Michel Temer começou a articular a criação de uma frente partidária para lançar um candidato para sucedê-lo na corrida ao Palácio do Planalto em 2018, segundo uma fonte palaciana.

Um importante passo nesse sentido foi dado no domingo, em almoço promovido por Temer no Palácio da Alvorada com representantes e presidentes de seis partidos da base -PR, PRB, PSD, DEM, PTB e PP.

Temer, durante evento no Planalto© REUTERS/Ueslei Marcelino Temer, durante evento no Planalto

A intenção do presidente é construir, a partir desse arco de legendas, uma candidatura ao Planalto que defenda o legado reformista do governo dele em outubro do próximo ano. Se vingar, essa aliança contaria com um importante ativo: um grande tempo de propaganda eleitoral no rádio e na de televisão e forte estrutura partidária nos estados.

Por ora, não há um candidato fechado para esse projeto de frente partidária -e Temer não será o candidato desse bloco. A própria movimentação partidária feita pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para se viabilizar como candidato não é consenso entre os dirigentes partidários. “Não vamos fulanizar agora”, disse à Reuters a fonte, que pediu anonimato.

O bloco pretende atuar no vácuo político da polarização dos dois líderes de intenção de voto à Presidência, o ex-presidente e petista Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro. Na semana passada, em entrevista, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já havia feito a defesa de um “projeto único de poder” para 2018 e antecipado a saída do PSDB do governo.

No almoço promovido por Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu o tom do discurso da aliança ao sustentar que não votar a reforma da Previdência é dar mais espaço para uma candidatura de Lula, segundo a fonte.

O acordo para se fechar um bloco eleitoral, entretanto, esbarra em algumas dificuldades. O fato de o presidente ter baixíssima popularidade e defender uma agenda que ainda é vista como impopular pela população. Caciques regionais do PMDB, partido de Temer, começarem a defender apoio à candidatura de Lula, como os senadores Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE).

TUCANOS LONGE

De concreto, o presidente e auxiliares próximos não contam com o PSDB fazendo parte dessa aliança. A avaliação é que o governador tucano de São Paulo e futuro presidente do partido, Geraldo Alckmin, e outras lideranças da legenda, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), já indicaram que vão trabalhar por um projeto próprio ao Planalto.

Para viabilizar o projeto, o grupo busca se fiar nos resultados econômicos da gestão Temer. Eles acreditam que, em maio e junho, quando a pré-campanha à Presidência estiver esquentando, ficará mais perceptível para a população a melhoria nas condições para a população, com resultados ainda mais evidentes em agosto, no início do primeiro turno eleitoral.

Reuters



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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