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Com afastamento do PSDB, Temer articula frente partidária para corrida ao Planalto



Às vésperas do provável desembarque do PSDB do governo, o presidente Michel Temer começou a articular a criação de uma frente partidária para lançar um candidato para sucedê-lo na corrida ao Palácio do Planalto em 2018, segundo uma fonte palaciana.

Um importante passo nesse sentido foi dado no domingo, em almoço promovido por Temer no Palácio da Alvorada com representantes e presidentes de seis partidos da base -PR, PRB, PSD, DEM, PTB e PP.

Temer, durante evento no Planalto© REUTERS/Ueslei Marcelino Temer, durante evento no Planalto

A intenção do presidente é construir, a partir desse arco de legendas, uma candidatura ao Planalto que defenda o legado reformista do governo dele em outubro do próximo ano. Se vingar, essa aliança contaria com um importante ativo: um grande tempo de propaganda eleitoral no rádio e na de televisão e forte estrutura partidária nos estados.

Por ora, não há um candidato fechado para esse projeto de frente partidária -e Temer não será o candidato desse bloco. A própria movimentação partidária feita pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para se viabilizar como candidato não é consenso entre os dirigentes partidários. “Não vamos fulanizar agora”, disse à Reuters a fonte, que pediu anonimato.

O bloco pretende atuar no vácuo político da polarização dos dois líderes de intenção de voto à Presidência, o ex-presidente e petista Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro. Na semana passada, em entrevista, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já havia feito a defesa de um “projeto único de poder” para 2018 e antecipado a saída do PSDB do governo.

No almoço promovido por Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu o tom do discurso da aliança ao sustentar que não votar a reforma da Previdência é dar mais espaço para uma candidatura de Lula, segundo a fonte.

O acordo para se fechar um bloco eleitoral, entretanto, esbarra em algumas dificuldades. O fato de o presidente ter baixíssima popularidade e defender uma agenda que ainda é vista como impopular pela população. Caciques regionais do PMDB, partido de Temer, começarem a defender apoio à candidatura de Lula, como os senadores Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE).

TUCANOS LONGE

De concreto, o presidente e auxiliares próximos não contam com o PSDB fazendo parte dessa aliança. A avaliação é que o governador tucano de São Paulo e futuro presidente do partido, Geraldo Alckmin, e outras lideranças da legenda, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), já indicaram que vão trabalhar por um projeto próprio ao Planalto.

Para viabilizar o projeto, o grupo busca se fiar nos resultados econômicos da gestão Temer. Eles acreditam que, em maio e junho, quando a pré-campanha à Presidência estiver esquentando, ficará mais perceptível para a população a melhoria nas condições para a população, com resultados ainda mais evidentes em agosto, no início do primeiro turno eleitoral.

Reuters



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Região

MPMT requer interdição de cadeia pública feminina de Cáceres


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Cáceres, requereu no final da tarde desta quinta-feira (22) a interdição da cadeia feminina do município. A medida foi tomada em razão da existência de infiltrações estruturais e alto risco de incêndio na unidade prisional. O pedido foi direcionado à 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.

De acordo com o MPMT, a cadeia feminina do município não possui Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico (ASCIP) do Corpo de Bombeiros. Inspeções realizadas no local demonstram uma série de problemas estruturais na unidade, como falta de sistemas de hidrante, de saídas de emergência, de alarme de incêndio, entre outros.

Conforme laudo técnico das instalações elétricas do edifício, encaminhado ao Ministério Público pelo Conselho de Segurança, as “instalações estão em péssimas condições de conservação, com risco gravíssimo de acidentes à população carcerária e aos profissionais da segurança pública responsáveis pelo local, proporcionando alto grau de risco de incêndio a qualquer momento”.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do MPMT também realizou inspeção técnica na unidade prisional, constatando inconformidades em toda a edificação que interferem diretamente na segurança dos usuários.

“O quadro existente no estabelecimento prisional fere os mais básicos direitos fundamentais do homem, sendo que a medida de interdição visa a resguardar a dignidade da pessoa humana e a proteção de risco à vida e à integridade física das presas”, destacou o promotor de Justiça.

por CLÊNIA GORETH

 

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