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‘Compra de vaga na Mesa Diretora da AL é regra’, diz Silval



Em mais um trecho de sua delação “monstruosa”, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) disparou que, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) a compra de votos na eleição de presidente e primeiro secretário é “uma regra”, pois não se recorda de uma legislatura, desde 1999 até os dias atuais, em que não tenha havido essa prática.

Silval relatou à procuradora da República Vanessa Zago que quando foi eleito deputado estadual, em 2002, para a legislatura 2003-2006, a maioria dos deputados estavam endividados por causa da campanha. Segundo ele, “era costumeiro na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso os recebimentos de vantagens indevidas por parte dos deputados estaduais, sendo que as propinas eram percebidas pela Mesa Diretora”.

Conforme o delator, os membros da mesa diretora responsáveis por tais recebimentos eram o presidente e o primeiro secretário, que por sua vez, se incumbiam de repassar as propinas aos demais deputados, em troca de apoio na eleição da mesa diretora.

Em sua delação, Silval Barbosa foi além e disse que não se recorda de nenhuma eleição de composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa desde 1999 até os dias atuais “que não tenha sido realizada mediante o pagamento de propinas”.

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Com o recebimento da propina em troca de voto nos candidatos à Mesa Diretora, os deputados pagavam suas dívidas de campanha. Silval ressaltou ainda que a compra dos cargos de presidente e primeiro secretário da AL era uma regra naquela Casa.

No caso da eleição realizada em 2003, o pleito foi por maioria simples após discussão entre os parlamentares, que elegeram José Riva como presidente e Silval Barbosa como primeiro secretário. Ele se recorda que para obter apoio na eleição foi pago em média R$ 150 mil para cada deputado.

Silval Barbosa diz que tem certeza que receberam tais valores os então deputados: Campos Neto, Carlos Brito, Chico Daltro, Dilceu Dal Bosco, Eliene Lima, Hermínio Barreto, João Malheiros, Mauro Savi, Pedro Satélite, Sebastião Rezende, Sérgio Ricardo, Joaquim Sucena, Carlão, Alencar Soares e José Carlos de Freitas.

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Ainda na delação, Silval explica que para efetuar os pagamentos das propinas, se reuniu com José Riva e com o operador financeiro Valcir Piran (já falecido), conhecido como Kuki, na factoring deste, localizada no bairro Santa Rosa, e realizaram um empréstimo de aproximadamente R$ 2 milhões.

Conforme o ex-governador e ex-deputado, Valcir Piran sabia que o empréstimo seria pago com dinheiro oriundo de desvios feitos na Assembleia Legislativa, uma vez que recebia em cheques de empresas que pretavam serviços ou eram fornecedoras da ALMT.

Silval Barbosa afirma que as propinas de tais empresas giravam em torno de 15% a 25% do valor do contrato. E que propinas mais altas eram obtidas junto a empresas do ramo de construção, que realizavam serviços de obras para a AL e que pagavam em torno de 30% a 50% de propina, após os descontos e tributos.

Outro lado – Ao Gazeta Digital, a assessoria de imprensa do atual presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), informou que ele está de licença até esta terça-feira (5), quando voltará para Cuiabá, se reunirá com os demais parlamentares para discutir sobre a delação de Silval Barbosa e se manifestará por meio de uma coletiva de imprensa.

Gazeta Digital



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Morre músico e empresário Eder Antônio


Após seis dias internado em estado grave na UTI, Eder Antônio Ferreira Silva não resistiu; caso havia mobilizado bombeiros em resgate de 4 km dentro da mata em Primavera do Leste

O músico e empresário morreu na madrugada desta sexta-feira (15) ligado a música, com estúdios e também empresário do ramo de consórcios Eder Antônio Ferreira Silva, de 39 anos, que havia sofrido uma parada cardiorrespiratória enquanto fazia uma trilha em Primavera do Leste (MT), no último sábado (9).

Eder estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Eder trabalhou na TV Centro América, em Primavera do Leste, como executivo de contas, entre novembro de 2018 e março de 2020.

O empresário também atuava como cantor e era bastante conhecido na cidade. A morte causou forte comoção entre familiares, amigos e moradores. O velório ocorre na Funerária Pax Primavera, no bairro Castelândia, até às 16h.

Ele deixa esposa e filhas. Eder completaria 40 anos no próximo 1º de junho.

Eder sofreu um mal súbito durante uma trilha em uma região de mata com terreno íngreme e de difícil acesso, no sábado.

Conforme o Corpo de Bombeiros, acompanhantes relataram que o quadro de saúde de Eder evoluiu rapidamente para uma parada cardiorrespiratória antes da chegada das equipes de socorro.

Para acessar o local, bombeiros utilizaram motos fornecidas por populares e percorreram cerca de 4 quilômetros dentro da mata. Após os primeiros socorros, Eder foi estabilizado e retirado da trilha com ajuda de voluntários.

A operação de resgate durou aproximadamente quatro horas até a chegada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste. Desde então, o empresário permanecia internado em estado grave, até o óbito confirmado nesta madrugada.

fonte: primeirapágina


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