Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 13 de Outubro de 2026

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política

‘Compra de vaga na Mesa Diretora da AL é regra’, diz Silval



Em mais um trecho de sua delação “monstruosa”, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) disparou que, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) a compra de votos na eleição de presidente e primeiro secretário é “uma regra”, pois não se recorda de uma legislatura, desde 1999 até os dias atuais, em que não tenha havido essa prática.

Silval relatou à procuradora da República Vanessa Zago que quando foi eleito deputado estadual, em 2002, para a legislatura 2003-2006, a maioria dos deputados estavam endividados por causa da campanha. Segundo ele, “era costumeiro na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso os recebimentos de vantagens indevidas por parte dos deputados estaduais, sendo que as propinas eram percebidas pela Mesa Diretora”.

Conforme o delator, os membros da mesa diretora responsáveis por tais recebimentos eram o presidente e o primeiro secretário, que por sua vez, se incumbiam de repassar as propinas aos demais deputados, em troca de apoio na eleição da mesa diretora.

Em sua delação, Silval Barbosa foi além e disse que não se recorda de nenhuma eleição de composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa desde 1999 até os dias atuais “que não tenha sido realizada mediante o pagamento de propinas”.

Reprodução

 

Com o recebimento da propina em troca de voto nos candidatos à Mesa Diretora, os deputados pagavam suas dívidas de campanha. Silval ressaltou ainda que a compra dos cargos de presidente e primeiro secretário da AL era uma regra naquela Casa.

No caso da eleição realizada em 2003, o pleito foi por maioria simples após discussão entre os parlamentares, que elegeram José Riva como presidente e Silval Barbosa como primeiro secretário. Ele se recorda que para obter apoio na eleição foi pago em média R$ 150 mil para cada deputado.

Silval Barbosa diz que tem certeza que receberam tais valores os então deputados: Campos Neto, Carlos Brito, Chico Daltro, Dilceu Dal Bosco, Eliene Lima, Hermínio Barreto, João Malheiros, Mauro Savi, Pedro Satélite, Sebastião Rezende, Sérgio Ricardo, Joaquim Sucena, Carlão, Alencar Soares e José Carlos de Freitas.

Reprodução

 

Ainda na delação, Silval explica que para efetuar os pagamentos das propinas, se reuniu com José Riva e com o operador financeiro Valcir Piran (já falecido), conhecido como Kuki, na factoring deste, localizada no bairro Santa Rosa, e realizaram um empréstimo de aproximadamente R$ 2 milhões.

Conforme o ex-governador e ex-deputado, Valcir Piran sabia que o empréstimo seria pago com dinheiro oriundo de desvios feitos na Assembleia Legislativa, uma vez que recebia em cheques de empresas que pretavam serviços ou eram fornecedoras da ALMT.

Silval Barbosa afirma que as propinas de tais empresas giravam em torno de 15% a 25% do valor do contrato. E que propinas mais altas eram obtidas junto a empresas do ramo de construção, que realizavam serviços de obras para a AL e que pagavam em torno de 30% a 50% de propina, após os descontos e tributos.

Outro lado – Ao Gazeta Digital, a assessoria de imprensa do atual presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), informou que ele está de licença até esta terça-feira (5), quando voltará para Cuiabá, se reunirá com os demais parlamentares para discutir sobre a delação de Silval Barbosa e se manifestará por meio de uma coletiva de imprensa.

Gazeta Digital



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Brasil - política

Ministro do TSE suspende propaganda de Lula por omitir arquivamento de investigação


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão de um vídeo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, contra Flávio Bolsonaro (PL), exibido no horário eleitoral gratuito na televisão.

A decisão foi proferida ontem, após pedido apresentado pela campanha de Flávio. A propaganda menciona a relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e uma investigação sobre uma acusação de estupro envolvendo Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa.

O vídeo compara as trajetórias políticas de Lula e Geraldo Alckmin, candidato a vice na chapa petista, com as de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. A campanha do PT citou informações divulgadas pela imprensa sobre a investigação de Flávio por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, além do pedido de investigação envolvendo Gaspar.

Relatórios da Polícia Federal (PF) sobre o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro apontam mensagens trocadas entre Flávio e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo a PF, o senador teria solicitado R$ 131 milhões ao empresário para a produção do longa-metragem, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos.

Na decisão, Nunes Marques afirmou que a propaganda deveria ser retirada do ar porque não identificou o procedimento investigatório instaurado contra Flávio, a autoridade responsável pela apuração nem a fonte das informações apresentadas. Em relação a Alfredo Gaspar, o ministro destacou que o vídeo omitiu o arquivamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do pedido de investigação sobre a acusação de estupro.

“Ora, a mensagem que razoavelmente se transmite ao eleitorado é a de que a chapa adversária se define pela prática de crimes de corrupção, de lavagem de dinheiro e de natureza sexual contra criança”, afirmou o presidente do TSE. Após a decisão, o tribunal notificou as emissoras de televisão para que suspendessem a exibição da propaganda no horário eleitoral.


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Região

Hemocentro de Mato Grosso esclarece novas regras para quem deseja doar sangue


O MT Hemocentro, de Cuiabá, único banco de sangue público de Mato Grosso, informa que o Brasil passou a contar com novas regras para a doação de sangue desde o dia 30 do último mês. As mudanças modernizam a doação de sangue e ampliam possibilidades para os doadores, com redução de alguns períodos de inaptidão.

De acordo com a assessoria do governo estadual, a possibilidade de os doadores habituais continuarem doando após os 70 anos é uma das mudanças de maior repercussão. A nova regulamentação também reduziu alguns períodos de inaptidão para doação de sangue e passa a considerar com maior precisão as condições em que tatuagens, maquiagem definitiva, piercings e alguns procedimentos estéticos foram realizados.

Já o período de impedimento temporário após a realização de exame de endoscopia, que era de seis meses, passou agora para quatro meses. A mesma redução ocorre em algumas situações relacionadas ao uso de anabolizantes sem prescrição médica, adequando os prazos de afastamento à avaliação atual dos riscos envolvidos.

Além das mudanças percebidas diretamente pelo doador, a atualização do regulamento técnico da hemoterapia reforça a segurança e a rastreabilidade de todo o ciclo do sangue.  Foi adotado um padrão internacional que melhora a identificação das bolsas e das amostras desde a coleta, passando pelo processamento, armazenamento e distribuição, até a transfusão no paciente. A medida também favorece o acompanhamento do plasma destinado à produção de medicamentos e hemoderivados.

O MT Hemocentro atende os voluntários na rua 13 de Junho, 1.055, no centro de Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h. Para agendar a doação de sangue na sede do MT Hemocentro, basta acessar o Sistema de Agendamento on-line. O voluntário também pode fazer o agendamento pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem), ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 2024, 2025 e 2026.

 


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