Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 25 de Fevereiro de 2026

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‘Compra de vaga na Mesa Diretora da AL é regra’, diz Silval



Em mais um trecho de sua delação “monstruosa”, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) disparou que, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) a compra de votos na eleição de presidente e primeiro secretário é “uma regra”, pois não se recorda de uma legislatura, desde 1999 até os dias atuais, em que não tenha havido essa prática.

Silval relatou à procuradora da República Vanessa Zago que quando foi eleito deputado estadual, em 2002, para a legislatura 2003-2006, a maioria dos deputados estavam endividados por causa da campanha. Segundo ele, “era costumeiro na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso os recebimentos de vantagens indevidas por parte dos deputados estaduais, sendo que as propinas eram percebidas pela Mesa Diretora”.

Conforme o delator, os membros da mesa diretora responsáveis por tais recebimentos eram o presidente e o primeiro secretário, que por sua vez, se incumbiam de repassar as propinas aos demais deputados, em troca de apoio na eleição da mesa diretora.

Em sua delação, Silval Barbosa foi além e disse que não se recorda de nenhuma eleição de composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa desde 1999 até os dias atuais “que não tenha sido realizada mediante o pagamento de propinas”.

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Com o recebimento da propina em troca de voto nos candidatos à Mesa Diretora, os deputados pagavam suas dívidas de campanha. Silval ressaltou ainda que a compra dos cargos de presidente e primeiro secretário da AL era uma regra naquela Casa.

No caso da eleição realizada em 2003, o pleito foi por maioria simples após discussão entre os parlamentares, que elegeram José Riva como presidente e Silval Barbosa como primeiro secretário. Ele se recorda que para obter apoio na eleição foi pago em média R$ 150 mil para cada deputado.

Silval Barbosa diz que tem certeza que receberam tais valores os então deputados: Campos Neto, Carlos Brito, Chico Daltro, Dilceu Dal Bosco, Eliene Lima, Hermínio Barreto, João Malheiros, Mauro Savi, Pedro Satélite, Sebastião Rezende, Sérgio Ricardo, Joaquim Sucena, Carlão, Alencar Soares e José Carlos de Freitas.

Reprodução

 

Ainda na delação, Silval explica que para efetuar os pagamentos das propinas, se reuniu com José Riva e com o operador financeiro Valcir Piran (já falecido), conhecido como Kuki, na factoring deste, localizada no bairro Santa Rosa, e realizaram um empréstimo de aproximadamente R$ 2 milhões.

Conforme o ex-governador e ex-deputado, Valcir Piran sabia que o empréstimo seria pago com dinheiro oriundo de desvios feitos na Assembleia Legislativa, uma vez que recebia em cheques de empresas que pretavam serviços ou eram fornecedoras da ALMT.

Silval Barbosa afirma que as propinas de tais empresas giravam em torno de 15% a 25% do valor do contrato. E que propinas mais altas eram obtidas junto a empresas do ramo de construção, que realizavam serviços de obras para a AL e que pagavam em torno de 30% a 50% de propina, após os descontos e tributos.

Outro lado – Ao Gazeta Digital, a assessoria de imprensa do atual presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), informou que ele está de licença até esta terça-feira (5), quando voltará para Cuiabá, se reunirá com os demais parlamentares para discutir sobre a delação de Silval Barbosa e se manifestará por meio de uma coletiva de imprensa.

Gazeta Digital



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Pesquisa eleitoral em MT cita Léo Bortolin para deputado estadual e aponta espaço para “cara nova” em 2026


O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e ex-prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin, aparece com 1,8% das citações na intenção de voto espontânea para deputado estadual em Mato Grosso, segundo levantamento da Percent Brasil. O estudo foi realizado entre 9 e 17 de fevereiro deste ano, com 1.200 entrevistas domiciliares presenciais no estado.

 

De acordo com os organizadores do levantamento, a presença na lista de citados é um indicador relevante de viabilidade política. “Os pré-candidatos citados na quantitativa, com mais ou com menos percentual, possuem grandes chances de êxito em 2026”, afirmou Ronye Steffan, sócio da Percent Brasil.

 

Esta é a segunda vez que Léo Bortolin aparece em destaque entre os nomes lembrados para o Legislativo estadual. Em outubro do ano passado, outra pesquisa, do Instituto IDOC, já colocava Bortolin entre os primeiros, na 7ª colocação.

 

Vale destacar que Léo Bortolin chama atenção por não estar em mandato eletivo e, mesmo assim, figurar entre os mais lembrados. O emedebista tem ampliado presença no debate estadual por meio de pautas municipalistas e articulação com prefeitos e gestores de diferentes regiões, o que tende a influenciar a consolidação de nomes na corrida proporcional ao longo do próximo ano.

 

A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, com 95% de confiança, e o estudo está registrado na Justiça Eleitoral.

 

Sobre Léo Bortolin

 

Leonardo Bortolin (MDB) é presidente da AMM no triênio 2024 a 2026 e foi prefeito de Primavera do Leste entre 2017 e 2024. É advogado e administrador, com especializações em Gestão de Pessoas e Gestão Pública.


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