Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Criminosos explodem agência e mantêm reféns



Bandidos armados invadiram a agência do Banco Sicredi na madrugada desta segunda-feira (3), em Lambari do Oeste (339 km a oeste de Cuiabá), explodiram os caixas e levaram R$ 250 mil.

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), 6 bandidos entraram no local e depois explodiram a unidade por volta das 2h.

Ao ouvir o barulho da explosão, os moradores saíram de casa para ver o que estava acontecendo e acabaram rendidos pelos bandidos.

Um dos suspeitos deu atirou. Ao abrir a janela, as vítimas foram rendidas e levadas.

Os reféns foram liberados na saída da cidade.

Para dificultar a chegada da viatura vários pregos foram jogados na rodovia pela quadrilha.

Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito foi preso ou identificado.

O caso será apurado pela Polícia Civil.

Nota à imprensa:

Em relação ao roubo à agência em Lambari D’Oeste (a 317 km de Cuiabá), ocorrido na madrugada desta segunda-feira (3), o Sicredi informa que os criminosos entraram na agência e explodiram caixas eletrônicos. Ainda não há confirmação de que eles tenham conseguido acessar o cofre e levar algum valor. A Polícia Militar e a Polícia Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas e estão no local.

Durante a ação, 4 pessoas foram feitas reféns pelos criminosos, sendo que duas delas foram liberadas próximo à agência e outras duas na saída da cidade. Devido à ocorrência, a previsão inicial é que a agência fique fechada esta semana para que os reparos sejam feitos.

Aos associados que precisarem realizar alguma operação em agência, o Sicredi sugere que sejam procuradas as agências de Rio Branco e de Salto do Céu, que ficam a 16,7 km e 31,6 km, respectivamente, de Lambari D’Oeste. A instituição financeira cooperativa também orienta os associados a utilizarem os canais de atendimento digitais, como Sicredi Mobi e Sicredi Internet.

O Sicredi reforça que investe continuamente em segurança com o objetivo de proteger as pessoas, o patrimônio e para atender as necessidades dos seus associados e da comunidade onde atua.

Gazeta Digital



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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