Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Polícia

Criminosos explodem agência e mantêm reféns



Bandidos armados invadiram a agência do Banco Sicredi na madrugada desta segunda-feira (3), em Lambari do Oeste (339 km a oeste de Cuiabá), explodiram os caixas e levaram R$ 250 mil.

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), 6 bandidos entraram no local e depois explodiram a unidade por volta das 2h.

Ao ouvir o barulho da explosão, os moradores saíram de casa para ver o que estava acontecendo e acabaram rendidos pelos bandidos.

Um dos suspeitos deu atirou. Ao abrir a janela, as vítimas foram rendidas e levadas.

Os reféns foram liberados na saída da cidade.

Para dificultar a chegada da viatura vários pregos foram jogados na rodovia pela quadrilha.

Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito foi preso ou identificado.

O caso será apurado pela Polícia Civil.

Nota à imprensa:

Em relação ao roubo à agência em Lambari D’Oeste (a 317 km de Cuiabá), ocorrido na madrugada desta segunda-feira (3), o Sicredi informa que os criminosos entraram na agência e explodiram caixas eletrônicos. Ainda não há confirmação de que eles tenham conseguido acessar o cofre e levar algum valor. A Polícia Militar e a Polícia Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas e estão no local.

Durante a ação, 4 pessoas foram feitas reféns pelos criminosos, sendo que duas delas foram liberadas próximo à agência e outras duas na saída da cidade. Devido à ocorrência, a previsão inicial é que a agência fique fechada esta semana para que os reparos sejam feitos.

Aos associados que precisarem realizar alguma operação em agência, o Sicredi sugere que sejam procuradas as agências de Rio Branco e de Salto do Céu, que ficam a 16,7 km e 31,6 km, respectivamente, de Lambari D’Oeste. A instituição financeira cooperativa também orienta os associados a utilizarem os canais de atendimento digitais, como Sicredi Mobi e Sicredi Internet.

O Sicredi reforça que investe continuamente em segurança com o objetivo de proteger as pessoas, o patrimônio e para atender as necessidades dos seus associados e da comunidade onde atua.

Gazeta Digital



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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