Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 17 de Junho de 2026

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Criminosos explodem agência e mantêm reféns



Bandidos armados invadiram a agência do Banco Sicredi na madrugada desta segunda-feira (3), em Lambari do Oeste (339 km a oeste de Cuiabá), explodiram os caixas e levaram R$ 250 mil.

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), 6 bandidos entraram no local e depois explodiram a unidade por volta das 2h.

Ao ouvir o barulho da explosão, os moradores saíram de casa para ver o que estava acontecendo e acabaram rendidos pelos bandidos.

Um dos suspeitos deu atirou. Ao abrir a janela, as vítimas foram rendidas e levadas.

Os reféns foram liberados na saída da cidade.

Para dificultar a chegada da viatura vários pregos foram jogados na rodovia pela quadrilha.

Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito foi preso ou identificado.

O caso será apurado pela Polícia Civil.

Nota à imprensa:

Em relação ao roubo à agência em Lambari D’Oeste (a 317 km de Cuiabá), ocorrido na madrugada desta segunda-feira (3), o Sicredi informa que os criminosos entraram na agência e explodiram caixas eletrônicos. Ainda não há confirmação de que eles tenham conseguido acessar o cofre e levar algum valor. A Polícia Militar e a Polícia Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas e estão no local.

Durante a ação, 4 pessoas foram feitas reféns pelos criminosos, sendo que duas delas foram liberadas próximo à agência e outras duas na saída da cidade. Devido à ocorrência, a previsão inicial é que a agência fique fechada esta semana para que os reparos sejam feitos.

Aos associados que precisarem realizar alguma operação em agência, o Sicredi sugere que sejam procuradas as agências de Rio Branco e de Salto do Céu, que ficam a 16,7 km e 31,6 km, respectivamente, de Lambari D’Oeste. A instituição financeira cooperativa também orienta os associados a utilizarem os canais de atendimento digitais, como Sicredi Mobi e Sicredi Internet.

O Sicredi reforça que investe continuamente em segurança com o objetivo de proteger as pessoas, o patrimônio e para atender as necessidades dos seus associados e da comunidade onde atua.

Gazeta Digital



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política

Executivos de empresa que controla a Águas de Primavera fazem delação e dizem ter pago R$ 30 milhões e uma BMW a Juarez Costa


Relatos de ex-dirigentes da Aegea envolvem a concessão de saneamento de Sinop e citam o deputado federal

 

O deputado federal Juarez Costa voltou ao centro de uma investigação de repercussão nacional após ex-executivos da Aegea Saneamento afirmarem, em acordos de colaboração premiada firmados com o Ministério Público Federal, que teriam realizado pagamentos milionários para garantir interesses da empresa em contratos públicos de saneamento. Entre os relatos apresentados pelos delatores está a informação de que Juarez Costa teria recebido R$ 30 milhões destinados ao pagamento de despesas de campanha, além de uma BMW adquirida em 2014.

 

As informações vieram à tona após a homologação dos acordos pelo Superior Tribunal de Justiça e passaram a integrar uma das maiores apurações já realizadas envolvendo concessões privadas de saneamento no país. A investigação reúne relatos de antigos dirigentes da companhia sobre supostos pagamentos feitos para facilitar contratos e manter operações em diferentes municípios brasileiros.

 

Segundo os depoimentos divulgados pela imprensa nacional, o ex-presidente da Aegea, Hamilton Amadeo, afirmou aos investigadores que autorizou repasses relacionados à concessão de saneamento de Sinop durante o período em que Juarez Costa administrava o município. Já o ex-diretor financeiro Flávio Crivellari teria detalhado operações financeiras e a aquisição de uma BMW avaliada em cerca de R$ 330 mil na época.

 

O caso não se limita a Mato Grosso. As delações fazem parte de um conjunto de acordos nos quais ex-executivos relataram supostos pagamentos ilícitos realizados entre 2010 e 2018 em diversos estados. Os valores mencionados nas investigações ultrapassam R$ 60 milhões e envolvem contratos considerados estratégicos para a expansão da empresa no setor de saneamento.

 

Em Sinop, a investigação está relacionada à concessão dos serviços de água e esgoto assinada em 2014. O contrato transferiu a operação para a Águas de Sinop, empresa pertencente ao grupo Aegea, em um dos maiores processos de concessão realizados pelo município naquele período.

 

A repercussão do caso também alcança Primavera do Leste. Isso porque a Aegea é a mesma controladora da Águas de Primavera, concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade. A empresa mantém operações em outros municípios mato-grossenses e figura entre os principais grupos privados do setor no estado.

 

Não há, até o momento, qualquer acusação ou investigação pública envolvendo a concessão de Primavera do Leste. A relação com o caso ocorre exclusivamente porque a operação local pertence ao mesmo grupo empresarial citado nas delações. Ainda assim, a divulgação dos acordos colocou a companhia sob os holofotes e ampliou o interesse público sobre suas concessões em Mato Grosso.

 

A tramitação do processo passou por diferentes instâncias judiciais em razão das discussões sobre foro privilegiado de alguns dos citados. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal e posteriormente retornou ao Superior Tribunal de Justiça, onde os acordos acabaram homologados. Especialistas apontam que a longa discussão processual poderá influenciar os desdobramentos futuros da investigação.

 

Até o momento, as informações divulgadas têm como base os relatos dos colaboradores e os documentos apresentados aos órgãos de investigação. Juarez Costa ainda não apresentou manifestação pública detalhada sobre o conteúdo das acusações divulgadas nacionalmente.

 

A revelação das delações recoloca em debate uma das decisões mais importantes da história recente do saneamento em Sinop e projeta seus efeitos para além dos limites do município. O fato de a mesma controladora atuar em diversas cidades mato-grossenses, incluindo Primavera do Leste, aumenta a repercussão política do caso e mantém a atenção voltada para os próximos passos das investigações.


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