Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 18 de Setembro de 2026

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Denúncia do vereador Luis Costa sobre pedágio abusivo na MT-130 foi destaque no Fantástico



Reportagem exibida domingo (25) no Fantástico, afirma que contrato de concessão da empresa Morro da Mesa foi por meio de propina.

Da Assessoria

Há quase três anos o vereador Luis Costa (PR), tem denunciado o valor cobrado pela empresa Morro da Mesa, nas duas praças de pedágio. A concessionária administra o trecho de 112 quilômetros entre Primavera do Leste a Rondonópolis, cobrando R$ 4,50 para motocicletas, R$ 9,00 para veículos de passeio, caminhonetes e furgão e R$ 9,00 para eixo Comercial.

Luis Costa entrou com um pedido de cancelamento da concessão no Ministério Público Estadual e também na Procuradoria Geral da República. A ação está em andamento. “Eu enquanto cidadão repudio essa cobrança exorbitante e sendo vereador e representante do povo denuncio-a  a justiça. Desde que a empresa Morro da Mesa ganhou a concessão, sempre achei que tinha algo errado, pois na época o valor que a empresa deveria começar a cobrar era R$3,98, mas começou com R$6,50”. Afirma o Legislador.

No ano passado, durante a delação premiada do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o ex- gestor afirmou que recebeu propina de R$ 7 milhões de reais para conceder a concessão. “Esse depoimento do Silval aponta que a concessão foi data por meio de um esquema de corrupção entre governo, empresário de Primavera do Leste, Deputado e a empresa. Esse escândalo de corrupção foi mostrado na edição de domingo (26) no Fantástico, em que a reportagem denuncia também o que eu tenho dito, que este contrato de concessão precisa ser revisto e cancelado, e esse valor exorbitante pago pelo povo, tem que parar”. Ressalta Luis Costa.

Na reportagem o jornalista Maurício Ferraz percorreu com um trabalhador de Poxoreu, parte do trecho da MT-130 que é pedagiado. O repórter entrevistou o senhor Constancio que é vendedor de queijos. O seo Constancio vem a Primavera do Leste três vezes na semana e paga o valor de R$216 reais por mês em pedágio. Maurício Ferraz brinca com Constancio  perguntando se ele irá trocar de carro, mas ele responde: nunca mais.

De acordo com as informações citadas na reportagem, o Ministério Público diz que os pedágios no Brasil não deveriam existir. O ex-governador, Silval Barbosa em que cita em sua delação que recebeu propina para conceder o pedágio, foi condenado há 27 anos por participar de outro esquema de corrupção no estado que também fez delação premiada. Silval devolveu aos cofres públicos R$ 46 milhões de reais e hoje cumpre pena em prisão domiciliar.

Em nota a empresa Morro da Mesa respondeu ao Fantástico, exibido pela TV Globo nos domingos, que a concessionária jamais teve qualquer tipo de participação em irregularidades e que investiu mais de R$ 240 milhões em recuperação, manutenção e sinalização da estrada. O governo de Mato Grosso informou que um processo para anular a concessão da MT-130 está em andamento.

“Como o senhor e a senhora viu na reportagem, desde o ano passado, estou lutando para que esse contrato de concessão seja cancelado e continuarei cobrando. A pergunta que faço é:  cadê nossa justiça no Brasil? A sensação que fica é que o crime compensa. Diante de tantas denúncias, incluindo a deste vereador, os relatos da delação, as reportagens exibidas, explicando que todo o processo foi por meio de propina, qual é a decisão de nossa justiça? É preciso estar ao lado do cidadão, a favor do povo, porque quem está pagando essa conta, somos nós. Este é o pedágio mais caro do Brasil, e precisamos continuar transitando por essa rodovia, por isso peço que a justiça seja coerente e esteja do lado certo, do lado justo e honesto. Eu continuarei lutando não apenas nesta causa, mas em tantas outras, buscando sempre a justiça neste País”. Conclui Luis Costa.

 



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política

TRE-MT JULGA IMPROCEDENTE PEDIDO DE DIREITO DE RESPOSTA APRESENTADO POR LÉO BORTOLIN CONTRA LUIS COSTA E ADRIANO


A Justiça Eleitoral analisou um pedido relacionado a críticas políticas publicadas nas redes sociais.

O ex-prefeito de Primavera do Leste e candidato a deputado estadual Léo Bortolin apresentou à Justiça Eleitoral um pedido de direito de resposta contra os candidatos a deputado federal Luis Costa e Adriano, em razão de um vídeo satírico publicado nas redes sociais.

O pedido foi julgado improcedente pela juíza auxiliar da propaganda do TRE-MT, Glenda Moreira Borges.

Na decisão, a magistrada analisou, entre outros pontos, a referência feita no vídeo a uma decisão da Justiça Eleitoral de 2024 que declarou Léo Bortolin inelegível por oito anos, após o reconhecimento judicial de abuso de poder político e econômico. Segundo a decisão, não seria possível afirmar que a informação sobre a existência daquele julgamento fosse falsa.

A decisão também classificou o conteúdo como “ácido e contundente”, mas entendeu que ele estava inserido no debate político e na crítica à atuação de um agente público, conforme os fundamentos apresentados no processo.

A decisão mencionada ainda pode ser objeto de recursos, conforme as regras processuais aplicáveis.

Após o julgamento, Léo Bortolin recorreu e, segundo as informações divulgadas no processo, também pediu a cassação do registro de candidatura de Luis Costa e a declaração de sua inelegibilidade. A análise desses pedidos dependerá da tramitação e das decisões da Justiça Eleitoral.

Luis Costa declarou que, em sua avaliação, Léo Bortolin estaria recorrendo à Justiça para tentar limitar críticas de adversários.

“Política se debate no voto, no argumento e na democracia. Não se pode querer usar a Justiça para amordaçar adversário político. Quem entra na vida pública precisa estar preparado para receber críticas. O eleitor é quem deve decidir, nas urnas, quais propostas e quais candidatos merecem sua confiança.”, afirmou Luis Costa.

A defesa de Luis Costa foi feita pelos advogados Carlos Felipe Alves Moreira e Milena Carolina Favetti, do escritório Alves Moreira e Marques Advocacia.

📌 O caso envolve a discussão sobre os limites da crítica política, do direito de resposta e da atuação da Justiça Eleitoral durante a campanha. A decisão reforça que o debate político, ainda que duro, ácido e contundente, deve ser enfrentado no campo das ideias e submetido ao julgamento soberano do eleitor nas urnas.

A campanha está começando, e novas manifestações das partes e decisões judiciais ainda podem ocorrer. 

Da redação


Antenado News