Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Outubro de 2026

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Denúncia do vereador Luis Costa sobre pedágio abusivo na MT-130 foi destaque no Fantástico



Reportagem exibida domingo (25) no Fantástico, afirma que contrato de concessão da empresa Morro da Mesa foi por meio de propina.

Da Assessoria

Há quase três anos o vereador Luis Costa (PR), tem denunciado o valor cobrado pela empresa Morro da Mesa, nas duas praças de pedágio. A concessionária administra o trecho de 112 quilômetros entre Primavera do Leste a Rondonópolis, cobrando R$ 4,50 para motocicletas, R$ 9,00 para veículos de passeio, caminhonetes e furgão e R$ 9,00 para eixo Comercial.

Luis Costa entrou com um pedido de cancelamento da concessão no Ministério Público Estadual e também na Procuradoria Geral da República. A ação está em andamento. “Eu enquanto cidadão repudio essa cobrança exorbitante e sendo vereador e representante do povo denuncio-a  a justiça. Desde que a empresa Morro da Mesa ganhou a concessão, sempre achei que tinha algo errado, pois na época o valor que a empresa deveria começar a cobrar era R$3,98, mas começou com R$6,50”. Afirma o Legislador.

No ano passado, durante a delação premiada do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o ex- gestor afirmou que recebeu propina de R$ 7 milhões de reais para conceder a concessão. “Esse depoimento do Silval aponta que a concessão foi data por meio de um esquema de corrupção entre governo, empresário de Primavera do Leste, Deputado e a empresa. Esse escândalo de corrupção foi mostrado na edição de domingo (26) no Fantástico, em que a reportagem denuncia também o que eu tenho dito, que este contrato de concessão precisa ser revisto e cancelado, e esse valor exorbitante pago pelo povo, tem que parar”. Ressalta Luis Costa.

Na reportagem o jornalista Maurício Ferraz percorreu com um trabalhador de Poxoreu, parte do trecho da MT-130 que é pedagiado. O repórter entrevistou o senhor Constancio que é vendedor de queijos. O seo Constancio vem a Primavera do Leste três vezes na semana e paga o valor de R$216 reais por mês em pedágio. Maurício Ferraz brinca com Constancio  perguntando se ele irá trocar de carro, mas ele responde: nunca mais.

De acordo com as informações citadas na reportagem, o Ministério Público diz que os pedágios no Brasil não deveriam existir. O ex-governador, Silval Barbosa em que cita em sua delação que recebeu propina para conceder o pedágio, foi condenado há 27 anos por participar de outro esquema de corrupção no estado que também fez delação premiada. Silval devolveu aos cofres públicos R$ 46 milhões de reais e hoje cumpre pena em prisão domiciliar.

Em nota a empresa Morro da Mesa respondeu ao Fantástico, exibido pela TV Globo nos domingos, que a concessionária jamais teve qualquer tipo de participação em irregularidades e que investiu mais de R$ 240 milhões em recuperação, manutenção e sinalização da estrada. O governo de Mato Grosso informou que um processo para anular a concessão da MT-130 está em andamento.

“Como o senhor e a senhora viu na reportagem, desde o ano passado, estou lutando para que esse contrato de concessão seja cancelado e continuarei cobrando. A pergunta que faço é:  cadê nossa justiça no Brasil? A sensação que fica é que o crime compensa. Diante de tantas denúncias, incluindo a deste vereador, os relatos da delação, as reportagens exibidas, explicando que todo o processo foi por meio de propina, qual é a decisão de nossa justiça? É preciso estar ao lado do cidadão, a favor do povo, porque quem está pagando essa conta, somos nós. Este é o pedágio mais caro do Brasil, e precisamos continuar transitando por essa rodovia, por isso peço que a justiça seja coerente e esteja do lado certo, do lado justo e honesto. Eu continuarei lutando não apenas nesta causa, mas em tantas outras, buscando sempre a justiça neste País”. Conclui Luis Costa.

 



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Polícia

Relatório sigiloso interrompe júri do caso Giovani em Primavera do Leste


Julgamento foi encerrado após apresentação de documento que não constava nos autos; nova sessão está prevista para janeiro de 2027.

O Tribunal do Júri que analisava o caso da morte de Giovani Henrique Oliveira Lopes foi interrompido na terça-feira (13), no Fórum de Primavera do Leste (MT), após a defesa apresentar um relatório sigiloso que, segundo as informações divulgadas, não constava anteriormente no processo.

 

Diante da apresentação do documento durante a sessão, a juíza responsável decidiu dissolver o Conselho de Sentença, encerrando o julgamento sem que os jurados pudessem decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.

 

Um novo júri está previsto para janeiro de 2027. A data exata ainda não foi divulgada, e o conteúdo do relatório permanece sob sigilo.

 

Depoimentos foram ouvidos antes da interrupção

 

O julgamento começou na manhã de terça-feira, mais de oito anos após a morte de Giovani. Antes de a sessão ser interrompida, os jurados acompanharam depoimentos relacionados ao crime.

 

Durante o julgamento, Giovana Lopes, esposa da vítima, relatou os acontecimentos que antecederam o homicídio. Segundo seu depoimento, Giovani retornou do Encontro de Violeiros, em Poxoréu, com o nariz quebrado, após se envolver em uma briga.

 

Cerca de dez minutos depois, três homens teriam chegado à residência. A testemunha afirmou que tentou impedir a entrada deles e se colocou à frente do marido para protegê-lo.

 

Ainda conforme o relato apresentado em plenário, ela foi puxada e caiu no chão. Na sequência, Giovani foi atingido por um disparo na cabeça. O filho do casal, que tinha quatro anos na época, estava na residência.

 

Crime aconteceu em maio de 2018

 

Giovani Henrique Oliveira Lopes tinha 23 anos quando foi morto, em 1º de maio de 2018, dentro da própria residência, em Poxoréu.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o caso teria começado após uma colisão entre veículos no estacionamento do Encontro de Violeiros. O episódio teria provocado uma discussão e agressões envolvendo Giovani e o policial penal Fábio Domingos.

 

A acusação sustenta que, depois de deixar o evento e retornar para casa, Giovani teria sido seguido. Homens teriam chegado ao imóvel, se identificado como policiais e entrado na residência.

 

Segundo o Ministério Público, Fábio Domingos é apontado como autor do disparo que matou a vítima. Ele e Carlos Jesus de Oliveira respondem por homicídio qualificado.

 

Josane Francisca Dias de Souza também integra o processo, respondendo por acusação de disparo de arma de fogo relacionada à confusão ocorrida anteriormente no estacionamento da festa.

 

Patrício Francisco Dias, que também respondia pelo homicídio, morreu durante a tramitação do processo. A Justiça declarou extinta sua punibilidade.

 

Novo julgamento deve ocorrer em janeiro de 2027

 

O processo tramitava inicialmente em Poxoréu, mas a Justiça determinou que o Tribunal do Júri fosse realizado em Primavera do Leste.

 

Com a dissolução do Conselho de Sentença, será necessário convocar novos jurados para analisar o caso em outra sessão.

 

A expectativa é que o julgamento seja retomado em janeiro de 2027, quando o crime estará próximo de completar nove anos.

 

Até a realização do novo júri, não haverá veredicto do Conselho de Sentença sobre as acusações analisadas nessa sessão.

 

Antenado News — Informação e jornalismo regional.


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