Primavera do Leste / MT - Domingo, 31 de Agosto de 2025

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Polícia

‘Desleixo’ de Estados com presídios ‘beira o crime contra a humanidade’, diz ministro da Justiça



Reduzir a violência e integrar presos à sociedade é um “desafio brutal”, diante da “incompetência” e “desleixo” dos Estados e do aumento exponencial da população dos presídios.

A afirmação acima é do ministro da Justiça, Torquato Jardim. Procurado pela BBC Brasil para falar sobre o motim ocorrido na segunda-feira, primeiro dia do ano, em Aparecida de Goiânia – que deixou nove mortos, 14 feridos e 99 foragidos -, ele disse que o governo de Goiás não “aplicou como devia” os recursos federais do Fundo Penitenciário Nacional transferidos ao Estado nos últimos anos.

Segundo Jardim, o governo federal tem investido em programas em busca de soluções para o problema, mas nem todas as administrações estaduais têm feito a sua parte.

Em 2017, foram repassados pelo governo federal R$ 1,2 bilhão aos 26 Estados e ao Distrito Federal para a construção de novas unidades e modernização de presídios, diz o ministro.

Mas, até o final do ano passado, foram gastos 4% dessa verba. Cada governo estadual recebeu R$ 44,7 milhões – Goiás, por exemplo, investiu R$ 7,7 milhões.

“Goiás, entre 1999 e 2015, recebeu quase R$ 90 milhões de reais. Em 2016, recebeu mais R$ 44 milhões e não fez a aplicação que devia no sistema penitenciário. Esse motim é reflexo. Falta uma decisão política clara dos governadores de resolverem a questão presidiária”, criticou Jardim.

Procurado pela reportagem, o governador Marconi Perillo (PSDB) rebateu as afirmações do ministro. Em nota, ele afirmou que o Estado investiu R$ 3 bilhões em recursos próprios no sistema carcerário.

“No dia e hora que ele (Torquato) desejar, vou provar de onde parte o desleixo. O (investimento da União) é muito pouco, apenas 1% de todo o nosso investimento.”

Para especialistas, a responsabilidade pela crise no sistema carcerário do pais é, na verdade, de ambas as esferas: estadual e federal.

Professor da Fundação Getúlio Vergas (FGV), Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirmou que falta ao Executivo federal capacidade de liderança para coordenar uma política pública nacional voltada ao sistema prisional. E os Estados, acrescentou, carecem de capacidade técnica para gerir os presídios.

“Falta coordenação entre as esferas de poder. Todos têm um pedaço de responsabilidade e ninguém é responsável por tudo. É aquela história de que a culpa é do síndico, então a culpa acaba recaindo sobre governadores. Mas isso é em parte injusto.”

‘Crime contra a humanidade’

O ministro da Justiça vai além nas críticas aos governadores. Segundo ele, algumas gestões estaduais “sumiram” com a verba do Fundo Penitenciário Nacional.

“O desleixo dos governos estaduais com o sistema carcerário beira o crime contra a humanidade. O Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) destinou R$ 1,2 bilhão para os Estados aplicarem em construção e manutenção dos presídios. E o que eles fizeram com o dinheiro? Em quatro Estados, o dinheiro sumiu”, disse.

Torquato Jardim
“O desleixo dos governos estaduais com o sistema carcerário beira o crime contra a humanidade”, disse Torquato Jardim | Foto: Ministério da Justiça

Questionado pela reportagem, ele não quis especificar quais Estados “sumiram” com os recursos. O relatório de gasto das verbas de 2017 do Funpen mostra que 18 governos movimentaram pequenas fatias da verba, enquanto oito não usaram nem sequer um tostão.

Pelas regras, os Estados teriam que devolver os recursos, mas o governo federal publicou uma portaria permitindo que o dinheiro seja gasto até dezembro de 2018.

“Nós fizemos uma tolerância. Baixei uma portaria autorizando o gasto do dinheiro até 31 de dezembro de 2018. A partir daí, terão que sofrer as consequências”, disse Torquato Jardim à BBC Brasil.

O secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cesar Schirmer, culpa a “burocracia” pelas dificuldades de os Estados usarem os recursos do Fundo Penitenciário. Segundo ele, uma resolução do Ministério da Justiça impõe uma série de regras específicas para a construção de novos presídios.

“Os procedimentos burocráticos não são feitos com a agilidade necessária. Isso não é só responsabilidade dos Estados”, afirmou à BBC Brasil.

“Tem uma resolução que estabelece tamanho grau de minúcias e detalhes que nenhum Estado consegue cumprir essa exigência, Cria-se tal detalhamento que, para elaborar o projeto e levar a cabo, é um parto. Enviamos o projeto para construir um presídio em Rio Grande em agosto. Em dezembro, quatro meses depois, o Depen nos retornou pedindo alterações”, afirmou.

Massa carcerária

A rebelião que aconteceu em Goiás está longe de ser um caso isolado. No início do ano passado, casos ocorridos em prisões de Roraima, Amazonas e Rio Grande do Norte deixaram 120 mortos. E nada indica que esses episódios recorrentes de violência, em sua maioria causados por guerras entre facções criminosas, deixarão de se repetir.

A população carcerária cresceu 700% em 25 anos, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Hoje existem 727,5 mil presos e um deficit de 336 mil vagas – superlotação generalizada que dificulta o controle dos presos por agentes penitenciários e gera condições degradantes nas prisões.

O Brasil é o terceiro país com a maior população carcerária do mundo, apenas depois dos Estados Unidos e China, respectivamente. A Rússia vem em quarto.

“Nesses três países (EUA, China e Rússia), a taxa de população carcerária vem caindo, com a introdução de outras formas de responsabilização alternativas ao encarceramento, como prestação de serviços e multas”, disse à BBC Brasil a coordenadora-geral de Promoção da Cidadania do Departamento Penitenciário Nacional, Mara Fragapani Barreto.

Presídio superlotado no Acre
Com 727 mil presos, o Brasil é o terceiro país com a maior população carcerária do mundo. O primeiro é os Estados Unidos, seguido pela China. A Rússia vem em quarto | Fonte: CNJ

“O Brasil está na contramão disso, com um crescimento anual da população prisional”, acrescentou.

Presos provisórios, ou seja, que ainda não foram condenados em definitivo pela Justiça, são 40%, da população prisional, segundo relatório de 2017 do Depen.

O Estado de São Paulo concentra 33,4% do total de presos do Brasil, com 240 mil presidiários. Segundo os dados, 55% dos detentos do país têm entre 18 e 29 anos de idade, e 51% não chegaram a completar o ensino fundamental.

“Grande parte dos presos é jovem, não tem nem o primeiro grau completo, vêm de famílias incompletas – não tem pai – e é pobre. Precisamos focar em recuperação e prevenção”, diz o ministro da Justiça.

Para Jardim, entre os desafios para conter a criminalidade e a violência nas cadeias estão a carência de agentes de segurança e penitenciários em alguns Estados, e a eventual aprovação de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que visam ampliar o acesso a armas.

Um deles permite que guardas municipais portem armas até fora de serviço. Outra proposta reduz para 18 anos a idade mínima para adquirir uma arma.

“Nenhum país ganhou paz social ampliando armamento. E tem todo um conjunto de projetos (de lei) que dificultam. Se juntar esses fatores, é um desafio brutal. E você tem a corrupção e a incompetência dos Estados”, afirmou o ministro.

O custo de novas vagas

A manutenção de cada preso custa, em média, R$ 2,4 mil por mês aos cofres públicos, e cada vaga criada custa aproximadamente R$ 45 mil, devido às exigências de materiais que evitem fuga, como paredes fortificadas.

Presos por crimes contra o patrimônio, como roubo e furto, predominam nas cadeias brasileiras – são 50% do total. Outros 26% praticaram tráfico de drogas e 12%, crimes contra a vida, segundo a coordenadora do Depen.

Uma grande preocupação é a alta taxa de reincidência. Segundo o Ministério da Justiça, dois terços dos presos voltam a cometer crimes.

Para Mara Barreto, a solução para resolver o problema da superlotação e reduzir o número de presos que voltam a praticar delitos é efetivamente integrá-los à sociedade por meio de programas de capacitação e emprego.

Presídio no Brasil
A manutenção de cada preso custa, em média, R$ 2.400 por mês, e cada vaga criada custa aproximadamente R$ 45 mil, devido às exigências de materiais que evitem fuga, como paredes fortificadas | Fonte: CNJ

Mas isso depende da participação de empresas e de parcerias com os Estados. Em dezembro, o Ministério da Justiça lançou um programa para promover parcerias entre empresas privadas e o governo estaduais. A ideia é criar unidades industriais dentro das cadeias, para que os presos possam trabalhar.

Em Santa Catarina, alguns presídios já operam dessa maneira. Na Penitenciária Regional de Curitibanos, 100% dos presos trabalham, afirmou Barreto.

As empresas que firmarem parcerias para dar emprego aos presidiários poderão usar um selo com a palavra “Resgata” em seus produtos, atestando que colaboram com reintegração de detentos.

“Existe uma cultura de repressão e vontade de vingança na sociedade. Mas, no Brasil, não existe pena de morte nem prisão perpétua. As pessoas que estão presas vão voltar eventualmente para a sociedade. Nós queremos ver como vizinhos uma pessoa melhor ou pior?”, destacou a coordenadora do Depen.

“A prisão por si só não diminui a violência. É preciso integrar essas pessoas à sociedade para que não voltem a cometer crimes.”

Para o presidente do Fórum Brasileiro de Políticas Públicas, Renato Sérgio de Lima, além de projetos para recuperação de presos, é preciso um trabalho coordenado em âmbito nacional entre os governos federal, estaduais e o Judiciário, para que realmente haja uma reversão da crise carcerária brasileira.

E o foco, segundo ele, não deve ser só em encarcerar e construir presídios, mas em penas alternativas para crimes mais leves, troca de informação entre instituições e maior eficiência no julgamento de presos provisórios.

“Não é que as instituições não estejam trabalhando, mas, sem coordenação e uma política penitenciária nacional, qualquer política incremental que seja adotada tende a se diluir”, diz.

“Medidas pontuais não dão necessariamente certo. A força de inércia de manter tudo como está é mais forte. Ou a gente rompe esse mais do mesmo ou não será possível quebrar esse ciclo.”



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Brasil

Megaoperação identificou crime organizado na ‘economia real e no mercado financeiro’


Investigações identificaram pelo menos 40 fundos de investimento controlados por organizações criminosas, com patrimônio de R$ 30 bi

megaoperação deflagrada pela Receita Federal nesta quinta-feira (28) no âmbito de investigações sobre um esquema criminoso no setor de combustíveis foi a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos em oito estados diferentes (São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina).

Andrea Costa Chaves, subsecretária de fiscalização da Receita Federal, afirma que as investigações identificaram a invasão do crime organizado “na economia real e no mercado financeiro”. “A estrutura na operação nessa operação envolveu toda a cadeia na parte da economia real: importação, produção, distribuição, comercialização até o consumidor final”, explica.

Já na parte financeira, a atuação do crime organizado aconteceu na ocultação e na blindagem do patrimônio. As investigações identificaram pelo menos 40 fundos de investimento, sendo eles fundos imobiliários e de multimercado, que eram controlados por organizações criminosas. O patrimônio desses fundos era de R$ 30 bilhões.

Segundo o órgão, com esses recursos o grupo adquiriu um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (além de outras duas em parceria ou em processo de compra) e 1.600 caminhões para transporte de combustíveis.

A organização também comprou mais de 100 imóveis, entre eles seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões.

Fintechs e a ‘blindagem do esquema’

O dinheiro de origem ilícita era reinvestido em negócios, propriedades e outros investimentos por meio desses fundos de investimentos que recebiam recursos da fintech, dificultando sua rastreabilidade e dando a ele uma aparência de legalidade.

Perguntas e Respostas

Qual foi a operação realizada pela Receita Federal?

A Receita Federal deflagrou uma megaoperação no dia 28, que foi a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil, focando em um esquema criminoso no setor de combustíveis. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O que foi identificado nas investigações?

As investigações identificaram a invasão do crime organizado na economia real e no mercado financeiro. A subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, explicou que a operação envolveu toda a cadeia da economia real, incluindo importação, produção, distribuição e comercialização até o consumidor final.

Como o crime organizado atuou no mercado financeiro?

No mercado financeiro, o crime organizado atuou na ocultação e blindagem do patrimônio. Foram identificados pelo menos 40 fundos de investimento, incluindo fundos imobiliários e de multimercado, controlados por organizações criminosas, com um patrimônio total de R$ 30 bilhões.

Quais foram os investimentos feitos com os recursos ilícitos?

Com os recursos obtidos, o grupo adquiriu um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (além de outras duas em parceria ou em processo de compra) e 1.600 caminhões para transporte de combustíveis. Também foram comprados mais de 100 imóveis, incluindo seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões.

Como o dinheiro ilícito era reinvestido?

O dinheiro de origem ilícita era reinvestido em negócios, propriedades e outros investimentos por meio dos fundos de investimento, que recebiam recursos de uma fintech. Isso dificultava a rastreabilidade do dinheiro e conferia uma aparência de legalidade às operações.

R7


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Polícia - Região

PMs serão interrogados por suposto confronto forjado para ‘sumir’ com arma que matou advogado


Por determinação do juiz Moacir Rogério Tortato, os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira serão interrogados, na próxima segunda-feira (1º), às 14h, na sala de audiência da Justiça Militar, no Fórum de Cuiabá. O grupo é acusado de forjar confronto para “plantar” no local arma usada para matar o advogado Renato Nery.

 

Conforme apurou o GD, além dos militares, também devem ser ouvidas testemunhas e servidores da Polícia Civil. Os 4 PMs respondem a processo por organização criminosa, abuso de autoridade e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito em meio ao caso de um confronto após assalto em que um veículo gol de cor branca foi levado e houve troca de tiros com os suspeitos, resultando na morte de Walteir Lima Cabral e outros dois suspeitos ficaram feridos.

 

O confronto ocorreu em 12 de julho de 2024. A arma supostamente encontrada em posse de um dos criminosos, no local do crime, foi utilizada no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, morto em 5 de julho do mesmo ano. Laudo pericial balístico demonstrou que a pistola Glock modelo G17, calibre 9mm foi a mesma utilizada para executar o jurista.

 

Conforme noticiou o GD, o caso ficou conhecido como “Grupo do Gol Branco”, em alusão a grupo de WhatsApp em que os 4 discutiam combinação de versões, preocupação com divergências de depoimentos e indícios de obstrução da justiça, algo revelado após perícia em celulares. Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos demonstram que não houve confronto real, mas sim uma “execução deliberada seguida de inovação artificiosa da cena do crime”.

 

No dia 12 deste mês o Conselho Permanente de Justiça, da 11ª Vara Criminal Especializada de Justiça Militar de Cuiabá, por maioria, votou pela revogação parcial das cautelares impostas aos policiais, permitindo que os réus retornem ao serviço militar com porte de arma, além da retirada da tornozeleira eletrônica. Contudo, ainda permanecem as cautelas de proibição de manter contato com vítima e familiares, bem como testemunhas do processo.

 

Eles foram afastados das funções em julho pelo comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), Cláudio Fernando Carneiro Tinoco. Os 4 chegaram a ficar presos preventivamente durante um período, no entanto, foram colocados em liberdade após decisão do juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá.


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política

Deputado sugere economizar em parque para comprar Santa Casa


O deputado Júlio Campos (União) foi taxativo ao mostrar solução para que o governo do Estado compre a Santa Casa: reduza investimentos no Parque Novo Mato Grosso.

A solução foi publicada em sua rede social, na sexta-feira (29), um dia após o prazo de propostas para a compra do hospital terminar sem sequer uma oferta. Agora, um novo edital será publicado e o Estado avalia a compra, apesar de Mauro Mendes (União) alegar que não há dinheiro para oferta.

O parque promete ser o maior da América Latina e é objeto de grande apreço pelo governador.


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Polícia

Briga por dívida de cartão: Mulher é condenada a 16 anos por matar marido com facada no peito em Primavera


O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá) condenou Patrícia Sarmanho Garcia a 16 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado por assassinar Bruno Nazareno Fernandes do Nascimento com uma facada no peito. O julgamento foi realizado essa semana.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Patrícia e Bruno eram conviventes e já apresentavam histórico de agressões. O crime ocorreu no dia 2 de junho de 2023, por volta das 22h, no conjunto de quitinetes do bairro Poncho Verde, em Primavera.

 

A ré discutiu com a vítima sobre a cobrança de um cartão bancário, o agrediu fisicamente e, em seguida, desferiu uma facada no peito da vítima no corredor que dá acesso à residência.

 

Ferido, o rapaz voltou para a parte da frente do conjunto de quitinetes e caiu na calçada da casa de uma vizinha. Apesar de ter sido socorrido, ele não resistiu aos ferimentos.

 

A promotora de Justiça Tessaline Higuchi, da 1ª Promotoria Criminal de Primavera do Leste, apontou que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante dissimulação, dificultando a defesa da vítima. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença confirmou a autoria e a materialidade do homicídio e rejeitou o pedido de absolvição.

Fonte Gazeta Digital 


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