Primavera do Leste / MT - Domingo, 23 de Agosto de 2026

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Polícia

Dinheiro achado em imóvel que seria de Geddel soma mais de R$ 51 mi



A Polícia Federal (PF) concluiu no fim da noite dessa terça-feira (5) a contagem do dinheiro apreendido em um apartamento na Rua Barão de Loreto, no bairro da Graça em Salvador, que, segundo a PF, “seria supostamente, utilizado por Geddel Vieira Lima [ex-ministro] como bunker para armazenagem de dinheiro em espécie”. Foram contabilizados R$ 42.643.500 e US$ 2.688 milhões, totalizando, em reais, R$ 51.030.866,40.

O dinheiro foi encontrado pelos policiais ao cumprir mandado judicial de busca e apreensão, emitido pela 10ª Vara Federal de Brasília, dentro da Operação Tesouro Perdido, desdobramento da Operação Cui Bono, cuja primeira fase foi deflagrada pela PF em 13 de janeiro deste ano. Os valores apreendidos serão depositados em conta judicial.

O apartamento pertence, segundo a Justiça, a Silvio Silveira, que teria cedido o imóvel ao ex-ministro, para que guardasse, “supostamente, pertences do pai, falecido em janeiro de 2016″. Uma denúncia anônima, feita por telefone, alertou a polícia de que Geddel estaria utilizando o apartamento no bairro da Graça para “guardar caixas com documentos”, o que foi constatado após consultas realizadas aos moradores do edifício.

No documento autorizando a operação, o juiz Vallisney de Souza Oliveira considerou que as práticas precisam ser investigadas “com urgência”, devido aos fatos relacionados a “vultosos valores, delitos de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e participação de agentes públicos influentes e poderosos”. A decisão do juiz, autorizando a operação, foi assinada na última quarta-feira (30).

Operação Cui Bono

A Operação Cui Bono investigou esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013. De acordo com a investigação, entre março de 2011 e dezembro de 2013, a vice-presidência de Pessoa Jurídica da instituição era ocupada por Geddel Vieira Lima.

A investigação da  Cui Bono – expressão latina que em português significa “a quem beneficia?” – é um desdobramento da Operação Catilinárias, deflagrada em dezembro de 2015, no âmbito da Operação Lava Jato, quando policiais federais encontraram um telefone celular na residência do então presidente da Câmara dos Deputados, o ex-deputado federal Eduardo Cunha, que revelou intensa troca de mensagens eletrônicas entre Cunha e Geddel. A operação tinha a finalidade de evitar que provas importantes fossem destruídas por investigados da Lava Jato.

Atualmente, o ex-ministro Geddel Vieira Lima cumpre prisão domiciliar em Salvador.

FONTE: Agência Brasil



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política

Flórida Juiz dos EUA diz que registro que baseou ordem de Moraes para prender Filipe Martins é falso


Um juiz federal dos Estados Unidos concluiu que um registro de imigração americano que baseou uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de decretar a prisão preventiva de Filipe Martins em 2024 era fraudulento.

O conteúdo da transcrição oficial da audiência foi obtido pelo jornal Folha de S.Paulo. A defesa de Martins confirmou à Gazeta do Povo que o juiz Gregory A. Presnell, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Central da Flórida, fez a declaração.

“Houve um registro falso feito nos sistemas da Patrulha de Fronteira que afetou uma pessoa de forma considerável. O governo reconhece a falsidade e a gravidade disso”, afirmou o juiz na audiência, mencionando que Martins foi “preso em decorrência” do registro falso e “tem o direito de saber como isso aconteceu e quem deu causa a isso”.

Em janeiro, Martins entrou com uma ação nos Estados Unidos contra o Departamento de Estado americano e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) com base na Lei de Liberdade de Informação americana (Foia), para apurar quem criou o registro falso.

A informação indicava que o ex-assessor de assuntos internacionais da gestão Jair Bolsonaro (2019-2022) teria entrado nos Estados Unidos em 30 de outubro de 2022, durante o governo do democrata Joe Biden.

 

Em fevereiro de 2024, Moraes determinou a prisão preventiva de Martins com base nesse registro, que, segundo o ministro do STF, demonstraria intenção de fugir da Justiça. A defesa de Martins, porém, sustentou e apresentou provas de que Martins estava no Brasil durante o período mencionado e que o dado inserido no sistema de imigração americano era falso.

 

Martins permaneceu preso preventivamente durante quase seis meses em 2024. Presnell defendeu durante a audiência, realizada em março, a divulgação dos documentos relativos ao caso pelo governo americano e afirmou que os argumentos para não liberá-los são “sem sentido” e “absurdos”.

 

“Acredito que o governo retém todos esses documentos e me preocupo com a legalidade, a necessidade e a propriedade dessa atitude”, disse o juiz, que determinou a entrega à Justiça dos documentos que permitam identificar o modo como esse registro aconteceu e quais são os envolvidos no caso.

Em outubro do ano passado, a CBP já havia admitido que Martins não entrou nos EUA na data indicada no registro de imigração. “O ministro Moraes citou um registro errôneo para justificar a prisão de vários meses do sr. Martins”, disse na ocasião.

 

Filipe Martins integra o grupo de réus condenados pelo STF no ano passado por acusações de tentativa de golpe de Estado em 2022. Ele foi condenado a 21 anos e seis meses de prisão.

Em nota enviada à Gazeta do Povo, o advogado de Martins, Ricardo Fernandes, disse que seu cliente “é um preso político, perseguido por um sistema que primeiro construiu a acusação e depois procurou elementos para justificá-la”.

 

“Para encarcerá-lo por seis meses, utilizaram uma lista provisória, ignoraram provas oficiais de que ele permanecia no Brasil e recorreram a um registro migratório falso, cuja falsidade é hoje incontroversa até para as autoridades americanas. Não foi um simples erro burocrático: foi uma falsidade estatal instrumentalizada para retirar a liberdade de um inocente”, afirmou Fernandes, que disse que a conclusão da Justiça dos EUA “expõe a dimensão desse escândalo e reforça, agora com os documentos ao alcance de todos, o que a defesa denuncia desde o início: houve perseguição, abuso de poder e lawfare”.

“A verdade não surgiu agora; graças a um jornalismo corajoso e independente, tornou-se pública e impossível de esconder”, acrescentou.

 

A Gazeta do Povo entrou em contato com o STF para obter um posicionamento sobre a decisão e comentários recentes, mas não houve retorno até o momento.

Gazeta do Povo


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Polícia

Funcionária pública é assassinada a pauladas pela nora em Confresa


Uma mulher de 29 anos foi presa após confessar ter matado a sogra, Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, dentro de uma casa em Confresa, neste sábado (22). Os vizinhos acionaram a Polícia Militar depois de ouvirem gritos de socorro vindos da residência.

 

Maria era ex-servidora pública municipal. A Prefeitura de Confresa decretou luto oficial de três dias pela morte dela.

 

O crime ocorreu por volta das 6h35. De acordo com a Polícia Civil, quando os policiais militares chegaram ao endereço, encontraram o portão da casa trancado. A equipe tentou contato com os moradores, mas não teve resposta e precisou subir no muro para verificar o que estava acontecendo.

 

Ao perceber a presença dos policiais, a nora de Maria abriu o portão e disse que havia ocorrido uma “tragédia” com a sogra.

 

Dentro da casa, os policiais encontraram Maria caída no chão, com grande quantidade de sangue ao redor do corpo. Conforme a polícia, ela estava com um fio de extensão elétrica no pescoço e apresentava ferimentos provocados por um objeto contundente. Um pedaço de madeira com sinais de sangue foi apreendido no local.

 

Segundo o delegado plantonista Daniel Moura, a nora foi levada para prestar esclarecimentos e confessou o crime durante o depoimento. Ainda conforme o delegado, a suspeita relatou que estava passando por problemas familiares e que teve um surto. As circunstâncias e a motivação do crime ainda são investigadas.

 

Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram na residência para realizar a perícia e dar início à apuração do caso.

 

Após a morte, a Prefeitura de Confresa publicou uma nota de pesar e destacou os anos em que Maria atuou no serviço público municipal e lamentou a morte da ex-servidora.

 

Leia a nota na íntegra:

 

“A Prefeitura Municipal de Confresa se solidariza com familiares e amigos pelo falecimento de Maria Aparecida da Silva, ex-servidora pública municipal.

 

Maria Aparecida dedicou importantes anos de sua vida ao serviço público, deixando sua contribuição e seu legado na história do nosso município.

 

Neste momento de despedida, expressamos nossa gratidão por toda dedicação e serviço prestado à nossa comunidade.

 

Que Deus conforte o coração de todos os familiares e amigos, trazendo força e serenidade para enfrentar este momento de dor.

 

Por esta razão declaramos luto oficial de três dias em respeito ao seu tempo de contribuição. Contudo, não iremos interromper nossas atividades.

 

Nossos mais sinceros sentimentos”.


Antenado News