Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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A Palavra

Em MT, 18 deputados eleitos têm nível superior; nenhum se declara negro



Na questão de gênero, apenas uma mulher vai ocupar uma cadeira na Assembleia a partir de 2019

Dos 24 deputados estaduais eleitos no último domingo (7) em Mato Grosso, 18 possuem Ensino Superior, o que representa 75% do total de parlamentares. Além deles, os mato-grossenses elegeram também cinco deputados que possuem Ensino Médio e um deputado que possui apenas o Ensino Fundamental, representando 20,8% e 4,2%, respectivamente. Os dados são baseados nos resultados das eleições do Tribunal Superior Eleitoral.

Os dados apresentados podem ser visualizados como uma pirâmide inversa quando comparados aos dados do Estado. Em Mato Grosso, de acordo com o Atlas Brasil, que apresenta informações baseadas em dados do PNUD, Ipea e FJP, pessoas sem instrução e Fundamental incompleto somam 51,4% da população. Já os que possuem Ensino Fundamental completo são 17,8%. Aqueles com Ensino Médio completo somam 22% da população. Por fim, 7,7% da população possui Ensino Superior.

ETNIAS

A diferença entre a realidade da população mato-grossense e os deputados eleitos também é clara quando os dados analisados se referem à cor dos novos parlamentares. Terra de quilombolas e indígenas, Mato Grosso não elegeu nenhum negro para a Assembleia Legislativa nas eleições deste ano.

No total, 18 brancos foram eleitos, o que representa 75% da Casa, mais que o dobro do percentual de brancos, segundo dados de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que somavam 32,6%.

Os outros seis deputados eleitos se autodeclararam pardos, representando 25% da Casa. Já os dados apontam a maioria do Estado, 59,3%, é parda. Negros somam 7,6% de Mato Grosso.

GÊNERO

Mais uma vez, a Assembleia Legislativa contará apenas com uma mulher parlamentar, a deputada reeleita Janaína Riva (MDB). Apesar de a legislação eleitoral garantir a participação mínima de 30% das mulheres no pleito eleitoral, no teste das urnas, elas ainda seguem sendo derrotadas por homens.

LISTA ESCOLARIDADE – ENSINO FUNDAMENTAL

Valmir Moretto – PRB

 

LISTA ESCOLARIDADE – ENSINO MÉDIO

Dilmar Dal Bosco – DEM

Dr. Eugênio – PSB

Elizeu Nascimento – DC

Max Russi – PSB

Nininho – PSD

 

LISTA ESCOLARIDADE – ENSINO SUPERIOR

Delegado Claudinei – PSL

Dr. Gimenez – PV

Dr. João – MDB

Eduardo Botelho – DEM

Faissal – PV

Guilherme Maluf – PSDB

Janaina Riva – MDB

João Batista do Sindispen – PROS

Lúdio Cabral – PT

Paulo Araújo – PP

Professor Allan – PDT

Sebastião Rezende – PSC

Silvio Fávero – PSL

Thiago Silva – MDB

Ulysses Moraes – DC

Valdir Barranco – PT

Wilson Santos – PSDB

Xuxu Dal Molin – PSC

 

LISTA ETNIA – PARDOS

Delegado Claudinei – PSL

Dr. Eugênio – PSB

Eduardo Botelho – DEM

João Batista do Sindispen –  PROS

Professor Allan – PDT

 

LISTA ETNIA – BRANCOS

Dilmar Dal Bosco – DEM

Dr. Gimenez – PV

Dr. João – MDB

Elizeu Nascimento – DC

Faissal – PV

Guilherme Maluf – PSDB

Janaina Riva – MDB

Lúdio Cabral – PT

Max Russi – PSB

Nininho – PSD

Paulo Araújo – PP

Sebastião Rezende – PSC

Silvio Fávero – PSL

Thiago Silva – MDB

Ulysses Moraes – DC

Valdir Barranco – PT

Valmir Moretto – PRB

Wilson Santos – PSDB

Xuxu Dal Molin – PSC

Fonte: Folha Max



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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