Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Marco de 2026

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Embrapa enfrenta sua maior crise em 45 anos



Instituição pública tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte de 20%

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) enfrenta uma crise política, orçamentária e científica sem precedentes em seus quase 45 anos de história, a serem completados em abril. Maior instituição pública de pesquisa do País e responsável pela tropicalização de culturas como a soja, a Embrapa tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte estimado em mais de 20% em 2018.

Cerca de 85% do orçamento é consumido com pagamento de salários e benefícios dos 9,6 mil funcionários. As despesas com pesquisa (R$ 66,8 milhões) representaram 2% dos gastos da estatal em 2017.

O valor é o menor desde 2010 e está 31% abaixo dos R$ 96,9 milhões investidos na área em 2016. Os contingenciamentos promovidos pelo governo federal, segundo a Embrapa, explicam a queda.

Recentemente, a estatal passou a ser criticada internamente por pesquisadores e até pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ele costuma dizer que a Embrapa “vive dos louros do passado”. A crise interna se tornou pública, no início do mês, no artigo “Por favor, Embrapa: acorde!”, do sociólogo rural Zander Navarro. O texto, publicado no Estado, em 5 de janeiro, provocou a demissão de Navarro, pesquisador da Embrapa.

A saída para a crise também é polêmica e passa por uma reestruturação completa na empresa. Estão previstas desde medidas simples, como a redução de linhas de ônibus destinadas ao transporte de funcionários em sua sede, em Brasília, às mais radicais, como o fim de unidades, redução de centros de pesquisas e um Programa de Desligamento Incentivado (PDI) para reduzir em até 20% gastos com pessoal.

Com o PDI, a Embrapa pretende reduzir a folha de pagamento, mas manter o número de funcionários. A ideia é trocar empregados com altos salários que aderirem ao programa por funcionários contratados por concursos futuros e vencimentos mais baixos.

Algumas mudanças estruturais já começaram. As 15 unidades centrais foram transformadas em cinco secretarias. Os 46 centros de pesquisas espalhados pelo Brasil foram reduzidos para 42. A unidade de algodão, em Campina Grande (PB), está entre as que devem ser fechadas.

Paralelamente, um projeto de lei para a criação da EmbrapaTec está na Câmara dos Deputados desde 2015. A proposta prevê a criação de uma subsidiária privada da Embrapa para operar no mercado de inovação, facilitar parcerias em pesquisas e até sociedades com outras empresas. O projeto enfrentou resistência no Legislativo e só começou a tramitação em comissões no final do ano passado.

No cargo desde 2012, Maurício Antônio Lopes, o mais longevo presidente da Embrapa, defende as mudanças idealizadas no seu mandato. Ele garante que “a grande maioria dos pesquisadores foi consultada”, em comunidades virtuais da companhia e em videoconferências. “É uma falácia dizer que Embrapa não é aberta ao diálogo”, disse ele, rebatendo as críticas a sua gestão. “São críticas da era da transparência radical e das mídias sociais. É ótima essa transparência, desde que não coloque a instituição no caos.”

Para ele, o comprometimento acima de 80% do orçamento com a folha de pagamento não pode ser tratado como um custo. “Não podemos cair no discurso de que salário em instituição de ciência é custo. O principal pilar da (Embrapa) é o cérebro do pesquisador e temos de desmistificar isso”.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa Agropecuária e Florestal (Sinpaf) rebate Lopes. Edson Somensi, vice-presidente da entidade, diz que não há debate com os servidores da estatal.

O Estadão / Broadcast conversou na última semana com pesquisadores da Embrapa sobre a crise interna da empresa. O clima é de medo com possíveis represálias. Sem se identificar, muitos deles comparam a Embrapa a universidades públicas. “A Embrapa não demanda pesquisadores; os pesquisadores têm suas próprias demandas. Isso é para a universidade e não pode ocorrer em uma empresa que precisa dar resultados”, disse um dos pesquisadores, que participou da fundação da Embrapa. “A crise é brutal.”

A diretoria prega que a reforma na estatal desenhará a Embrapa do futuro, com o foco em inovação e pesquisas em áreas nas quais grandes companhias não atuam. “Não faz sentido que Embrapa cumpra o papel do setor privado cumpre muito bem”, diz o presidente. Com informações do Estadão Conteúdo.

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Comitiva de Primavera do Leste garante novos investimentos em Brasília e amplia articulações por mais recursos


O prefeito Sérgio Machnic destaca que os resultados já obtidos demonstram a importância da presença institucional em Brasília

A agenda da comitiva de Primavera do Leste em Brasília já apresenta resultados concretos e reforça o compromisso da gestão municipal com a busca ativa por melhorias para a população. Liderado pelo prefeito Sérgio Machnic, o grupo tem intensificado visitas a gabinetes de deputados federais e senadores, além de realizar articulações com lideranças políticas, consolidando conquistas importantes e avançando em novas demandas.

 

Integram a comitiva a vice-prefeita Iva Viana, a secretária municipal de Saúde Laura Leandra, a secretária de Assistência Social, Alexssandra Ziliotto, o secretário de Infraestrutura, Vitor Diniz e os vereadores Marcondes Martignago e Sargento Telles.

 

Entre as conquistas já confirmadas para este ano, até o momento estão a destinação de uma ambulância para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), iniciando a renovação da frota, uma unidade odontológica móvel (odontomóvel), reforçando significativamente a estrutura de atendimento à população, especialmente nas áreas de saúde e mobilidade, bem como recursos para pagamento da obra do CAPS Infantil.

 

A secretária Laura Leandra também esteve reunida com Hishan Hamida, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães Junqueira (secretário-executivo do Conasems) e Darcio Guedes Jr . (Fundo Nacional de Saúde).

 

Além dos avanços já assegurados, a comitiva também trabalha na viabilização de novos recursos para demandas estratégicas do município. Entre os principais pleitos em discussão estão investimentos para o fortalecimento da rede pública como um todo. No segmento da educação, solicitações foram entregues pelo prefeito e vereadores, ao deputado federal Coronel Assis.

 

A assistência social também busca recursos federais para investimentos, assim como para obras de infraestrutura a serem desenvolvidas no município.

 

Durante a agenda, o grupo também busca alinhar uma reunião com o senador Carlos Fávaro, visando ampliar o apoio federal a projetos estruturantes e garantir recursos para obras e serviços essenciais nas áreas de saúde, educação, assistência social e infraestrutura, para ampliação de obras no município. O apoio de parlamentares matogrossenses tem sido fundamental nesse processo, uma delas a deputada Flávia Rodrigues (Flavinha) que recebeu os primaverenses e manifestou o encaminhamento de projetos junto ao Governo Federal.

 

O prefeito Sérgio Machnic destaca que os resultados já obtidos demonstram a importância da presença institucional em Brasília. “Estamos colhendo frutos de um trabalho articulado e comprometido. Já temos conquistas confirmadas e seguimos avançando em novas demandas que são fundamentais para melhorar ainda mais os serviços prestados à nossa população”, afirmou.

 

A expectativa é de que novas reuniões e articulações resultem em mais anúncios positivos, consolidando avanços importantes para o desenvolvimento de Primavera do Leste e garantindo melhorias diretas na qualidade de vida dos cidadãos.


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MP instaura procedimento após vídeo de deputado de Mato Grosso comemorando resultado de licitação


O  Ministério Público do Estado instaurou procedimento na esfera cível e solicitou ao Tribunal de Justiça a abertura de investigação criminal após tomar conhecimento, pela mídia, de um vídeo em que o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) aparece comemorando a assinatura da ordem de serviço da construção do Hospital Regional de Pontes e Lacerda, esta semana, durante agenda de anúncios de investimentos no município.

As imagens gravadas rapidamente viralizaram na internet. Durante o anúncio da obra de R$ 249,9 milhões do hospital, o parlamentar celebra o resultado e afirma: “Duas é (menciona uma empresa de engenharia) e uma é a minha e do meu irmão”, ao ser questionado pelo governador sobre as empresas vencedoras.

De acordo com o UOL, o irmão do deputado, Glenio Moretto, atua no setor da construção civil e já foi denunciado pelo Ministério Público Federal sob suspeita de atuar como “testa de ferro” em supostas fraudes em licitações na região oeste do estado.

Em nota, Valmir Moretto afirmou que houve um “vício de linguagem” ao se referir à empresa como sendo sua. O deputado declarou que fundou a companhia, mas que deixou o quadro societário em novembro de 2018, antes de assumir o mandato, e que desde então não possui qualquer vínculo ou participação na gestão do negócio.

O governador Mauro Mendes, que também estava na agenda durante os anúncios das obras, por sua vez, negou irregularidades. Em manifestações nas redes sociais, afirmou que a obra do hospital ainda está em fase de projeto e classificou como “mentirosa” a informação de que o deputado teria sido beneficiado. Mendes também destacou que os processos licitatórios seguem critérios técnicos e que não há contratos firmados pelo Estado com empresas que tenham parlamentares em seu quadro societário.


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