Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 27 de Julho de 2026

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Embrapa enfrenta sua maior crise em 45 anos



Instituição pública tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte de 20%

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) enfrenta uma crise política, orçamentária e científica sem precedentes em seus quase 45 anos de história, a serem completados em abril. Maior instituição pública de pesquisa do País e responsável pela tropicalização de culturas como a soja, a Embrapa tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte estimado em mais de 20% em 2018.

Cerca de 85% do orçamento é consumido com pagamento de salários e benefícios dos 9,6 mil funcionários. As despesas com pesquisa (R$ 66,8 milhões) representaram 2% dos gastos da estatal em 2017.

O valor é o menor desde 2010 e está 31% abaixo dos R$ 96,9 milhões investidos na área em 2016. Os contingenciamentos promovidos pelo governo federal, segundo a Embrapa, explicam a queda.

Recentemente, a estatal passou a ser criticada internamente por pesquisadores e até pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ele costuma dizer que a Embrapa “vive dos louros do passado”. A crise interna se tornou pública, no início do mês, no artigo “Por favor, Embrapa: acorde!”, do sociólogo rural Zander Navarro. O texto, publicado no Estado, em 5 de janeiro, provocou a demissão de Navarro, pesquisador da Embrapa.

A saída para a crise também é polêmica e passa por uma reestruturação completa na empresa. Estão previstas desde medidas simples, como a redução de linhas de ônibus destinadas ao transporte de funcionários em sua sede, em Brasília, às mais radicais, como o fim de unidades, redução de centros de pesquisas e um Programa de Desligamento Incentivado (PDI) para reduzir em até 20% gastos com pessoal.

Com o PDI, a Embrapa pretende reduzir a folha de pagamento, mas manter o número de funcionários. A ideia é trocar empregados com altos salários que aderirem ao programa por funcionários contratados por concursos futuros e vencimentos mais baixos.

Algumas mudanças estruturais já começaram. As 15 unidades centrais foram transformadas em cinco secretarias. Os 46 centros de pesquisas espalhados pelo Brasil foram reduzidos para 42. A unidade de algodão, em Campina Grande (PB), está entre as que devem ser fechadas.

Paralelamente, um projeto de lei para a criação da EmbrapaTec está na Câmara dos Deputados desde 2015. A proposta prevê a criação de uma subsidiária privada da Embrapa para operar no mercado de inovação, facilitar parcerias em pesquisas e até sociedades com outras empresas. O projeto enfrentou resistência no Legislativo e só começou a tramitação em comissões no final do ano passado.

No cargo desde 2012, Maurício Antônio Lopes, o mais longevo presidente da Embrapa, defende as mudanças idealizadas no seu mandato. Ele garante que “a grande maioria dos pesquisadores foi consultada”, em comunidades virtuais da companhia e em videoconferências. “É uma falácia dizer que Embrapa não é aberta ao diálogo”, disse ele, rebatendo as críticas a sua gestão. “São críticas da era da transparência radical e das mídias sociais. É ótima essa transparência, desde que não coloque a instituição no caos.”

Para ele, o comprometimento acima de 80% do orçamento com a folha de pagamento não pode ser tratado como um custo. “Não podemos cair no discurso de que salário em instituição de ciência é custo. O principal pilar da (Embrapa) é o cérebro do pesquisador e temos de desmistificar isso”.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa Agropecuária e Florestal (Sinpaf) rebate Lopes. Edson Somensi, vice-presidente da entidade, diz que não há debate com os servidores da estatal.

O Estadão / Broadcast conversou na última semana com pesquisadores da Embrapa sobre a crise interna da empresa. O clima é de medo com possíveis represálias. Sem se identificar, muitos deles comparam a Embrapa a universidades públicas. “A Embrapa não demanda pesquisadores; os pesquisadores têm suas próprias demandas. Isso é para a universidade e não pode ocorrer em uma empresa que precisa dar resultados”, disse um dos pesquisadores, que participou da fundação da Embrapa. “A crise é brutal.”

A diretoria prega que a reforma na estatal desenhará a Embrapa do futuro, com o foco em inovação e pesquisas em áreas nas quais grandes companhias não atuam. “Não faz sentido que Embrapa cumpra o papel do setor privado cumpre muito bem”, diz o presidente. Com informações do Estadão Conteúdo.

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Prefeitura entrega revitalização do Bailinho dos Idosos e reforça compromisso com a valorização da terceira idade


Espaço de convivência recebeu melhorias estruturais para oferecer mais conforto, segurança e qualidade de vida aos frequentadores

A Prefeitura Municipal de Primavera do Leste realizou, na noite deste domingo (26), a entrega oficial da revitalização do Bailinho dos Idosos, durante uma programação especial em homenagem ao Dia dos Avós. O evento reuniu representantes do Executivo e do Legislativo Municipal, além de frequentadores e da comunidade.

Considerado um espaço tradicional de convivência, o Bailinho dos Idosos vai muito além de um local para dançar. É um ambiente onde são construídas amizades, compartilhadas histórias e celebrados momentos de alegria, integração e valorização da pessoa idosa.

A revitalização surgiu a partir da escuta das necessidades apresentadas pelos próprios frequentadores, que solicitaram melhorias para garantir mais conforto e segurança durante as atividades. Após avaliação da estrutura, a Prefeitura identificou a necessidade de uma intervenção mais ampla no espaço, que apresentava problemas no piso, rachaduras em alguns pontos das vigas, desgaste na pintura e uma instalação elétrica antiga.

Por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a Secretaria Municipal de Infraestrutura, foram realizados serviços de recuperação e adequação do piso, instalação de ventiladores, substituição e recuperação da fiação elétrica, correção de rachaduras e pontos comprometidos da estrutura, renovação da pintura e melhorias gerais nas condições de segurança e utilização do espaço.

Durante a entrega, o prefeito Sérgio Machnic destacou o trabalho conjunto das equipes envolvidas na revitalização e ressaltou a importância do espaço para a comunidade.

“Obrigado por estar aqui, Getúlio, e por essa história maravilhosa. Acho que temos que parabenizar toda a equipe da Secretaria de Obras, da sua secretaria e os secretários que, direta ou indiretamente, trabalharam. Nós somos uma grande família, um por todos e todos por um. Parabéns, Getúlio. O vice iniciou isso aqui, você fez e a gente vai reformando, mas você ficou na história. Nós colocamos quatro ventiladores para fazer um teste e podemos colocar mais quatro”, afirmou.

O prefeito também reforçou que a administração municipal trabalha para garantir melhorias que reflitam diretamente na qualidade de vida da população, especialmente em espaços que promovem convivência e integração.

Mais do que uma reforma física, a revitalização representa uma ação de cuidado, respeito e reconhecimento aos idosos que frequentam o Bailinho e ajudam a manter viva a história do local.

Com as melhorias, o espaço passa a oferecer uma estrutura mais segura, confortável e adequada para receber os frequentadores e promover atividades de lazer, convivência e integração.

A entrega reforça o compromisso da administração municipal com a valorização da pessoa idosa e com a manutenção de espaços públicos que contribuem para uma cidade mais acolhedora e com mais qualidade de vida para todos.


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