Primavera do Leste / MT - Sábado, 25 de Abril de 2026

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Embrapa enfrenta sua maior crise em 45 anos



Instituição pública tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte de 20%

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) enfrenta uma crise política, orçamentária e científica sem precedentes em seus quase 45 anos de história, a serem completados em abril. Maior instituição pública de pesquisa do País e responsável pela tropicalização de culturas como a soja, a Embrapa tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte estimado em mais de 20% em 2018.

Cerca de 85% do orçamento é consumido com pagamento de salários e benefícios dos 9,6 mil funcionários. As despesas com pesquisa (R$ 66,8 milhões) representaram 2% dos gastos da estatal em 2017.

O valor é o menor desde 2010 e está 31% abaixo dos R$ 96,9 milhões investidos na área em 2016. Os contingenciamentos promovidos pelo governo federal, segundo a Embrapa, explicam a queda.

Recentemente, a estatal passou a ser criticada internamente por pesquisadores e até pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ele costuma dizer que a Embrapa “vive dos louros do passado”. A crise interna se tornou pública, no início do mês, no artigo “Por favor, Embrapa: acorde!”, do sociólogo rural Zander Navarro. O texto, publicado no Estado, em 5 de janeiro, provocou a demissão de Navarro, pesquisador da Embrapa.

A saída para a crise também é polêmica e passa por uma reestruturação completa na empresa. Estão previstas desde medidas simples, como a redução de linhas de ônibus destinadas ao transporte de funcionários em sua sede, em Brasília, às mais radicais, como o fim de unidades, redução de centros de pesquisas e um Programa de Desligamento Incentivado (PDI) para reduzir em até 20% gastos com pessoal.

Com o PDI, a Embrapa pretende reduzir a folha de pagamento, mas manter o número de funcionários. A ideia é trocar empregados com altos salários que aderirem ao programa por funcionários contratados por concursos futuros e vencimentos mais baixos.

Algumas mudanças estruturais já começaram. As 15 unidades centrais foram transformadas em cinco secretarias. Os 46 centros de pesquisas espalhados pelo Brasil foram reduzidos para 42. A unidade de algodão, em Campina Grande (PB), está entre as que devem ser fechadas.

Paralelamente, um projeto de lei para a criação da EmbrapaTec está na Câmara dos Deputados desde 2015. A proposta prevê a criação de uma subsidiária privada da Embrapa para operar no mercado de inovação, facilitar parcerias em pesquisas e até sociedades com outras empresas. O projeto enfrentou resistência no Legislativo e só começou a tramitação em comissões no final do ano passado.

No cargo desde 2012, Maurício Antônio Lopes, o mais longevo presidente da Embrapa, defende as mudanças idealizadas no seu mandato. Ele garante que “a grande maioria dos pesquisadores foi consultada”, em comunidades virtuais da companhia e em videoconferências. “É uma falácia dizer que Embrapa não é aberta ao diálogo”, disse ele, rebatendo as críticas a sua gestão. “São críticas da era da transparência radical e das mídias sociais. É ótima essa transparência, desde que não coloque a instituição no caos.”

Para ele, o comprometimento acima de 80% do orçamento com a folha de pagamento não pode ser tratado como um custo. “Não podemos cair no discurso de que salário em instituição de ciência é custo. O principal pilar da (Embrapa) é o cérebro do pesquisador e temos de desmistificar isso”.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa Agropecuária e Florestal (Sinpaf) rebate Lopes. Edson Somensi, vice-presidente da entidade, diz que não há debate com os servidores da estatal.

O Estadão / Broadcast conversou na última semana com pesquisadores da Embrapa sobre a crise interna da empresa. O clima é de medo com possíveis represálias. Sem se identificar, muitos deles comparam a Embrapa a universidades públicas. “A Embrapa não demanda pesquisadores; os pesquisadores têm suas próprias demandas. Isso é para a universidade e não pode ocorrer em uma empresa que precisa dar resultados”, disse um dos pesquisadores, que participou da fundação da Embrapa. “A crise é brutal.”

A diretoria prega que a reforma na estatal desenhará a Embrapa do futuro, com o foco em inovação e pesquisas em áreas nas quais grandes companhias não atuam. “Não faz sentido que Embrapa cumpra o papel do setor privado cumpre muito bem”, diz o presidente. Com informações do Estadão Conteúdo.

Ao Minuto.



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Zerar Filas exames em Primavera: “Vira Saúde” inicia mutirão já neste sábado (25), para zerar filas históricas na saúde


O lançamento foi marcado pelo reconhecimento de um cenário crítico, resultado do crescimento acelerado da cidade sem a devida expansão da rede pública

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, segue avançando com ações que integram o programa Vira Saúde, iniciativa que tem transformado o atendimento no município e ampliado o acesso da população aos serviços de saúde.

 

Dentro dessa estratégia, a agenda de atendimentos contempla uma série de exames, consultas e procedimentos realizados em diferentes unidades, reforçando o compromisso da gestão com a redução das filas e a melhoria da qualidade no atendimento.

Confira a programação:

ATENDIMENTOS – CENTRO DE IMAGEM U.S TV

  •  07h30 às 13h
  •  08h30 às 12h
  •  09h30 às 13h
  •  10h30 às 12h

Total: 50 atendimentos

CLÍNICA DA MULHER

  •  Dra. Adriana Longoni – 16 consultas ginecológicas
  •  Dra. Adriana Terezinha – 16 consultas ginecológicas

SÁBADO – Hospital Santa Maria

  •  07h00 – 30 exames de raio-X (período da tarde)
  •  08h00 – 30 ressonâncias

DOMINGO – Hospital Santa Maria

07h00 às 13h00 – 60 exames de raio-X (durante todo o dia)

ATENDIMENTOS NAS UNIDADES ESF

  •  ESF 11 – 06h00: até 2.000 exames e consultas
  •  ESF 5 – 06h00: até 2.000 exames e consultas
  •  ESF 7 – 06h00: até 2.000 exames e consultas

CEMOC – Atendimento especializado

  •  Pequenas cirurgias: 10
  •  Consultas ortopédicas: 12
  •  Endocrinologia pediátrica: 50
  •  Reumatologia: 80
  •  Cardiologia: 72

ATENDIMENTOS OFTALMOLÓGICOS

  •  Instituto da Visão: 30 consultas (retorno pós-operatório)
  •  Clínica Visão para Todos: 15 consultas

Todas essas ações fazem parte do programa Vira Saúde, que tem como objetivo ampliar a cobertura da atenção básica, reduzir filas históricas e oferecer um atendimento mais ágil, humanizado e eficiente para a população de Primavera do Leste.

A Secretaria de Saúde reforça que os atendimentos seguem critérios de regulação e orienta os pacientes a ficarem atentos às convocações e horários agendados.

Redação


Antenado News