Primavera do Leste / MT - Domingo, 05 de Julho de 2026

HOME / NOTÍCIAS

Brasil

Embrapa enfrenta sua maior crise em 45 anos



Instituição pública tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte de 20%

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) enfrenta uma crise política, orçamentária e científica sem precedentes em seus quase 45 anos de história, a serem completados em abril. Maior instituição pública de pesquisa do País e responsável pela tropicalização de culturas como a soja, a Embrapa tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte estimado em mais de 20% em 2018.

Cerca de 85% do orçamento é consumido com pagamento de salários e benefícios dos 9,6 mil funcionários. As despesas com pesquisa (R$ 66,8 milhões) representaram 2% dos gastos da estatal em 2017.

O valor é o menor desde 2010 e está 31% abaixo dos R$ 96,9 milhões investidos na área em 2016. Os contingenciamentos promovidos pelo governo federal, segundo a Embrapa, explicam a queda.

Recentemente, a estatal passou a ser criticada internamente por pesquisadores e até pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ele costuma dizer que a Embrapa “vive dos louros do passado”. A crise interna se tornou pública, no início do mês, no artigo “Por favor, Embrapa: acorde!”, do sociólogo rural Zander Navarro. O texto, publicado no Estado, em 5 de janeiro, provocou a demissão de Navarro, pesquisador da Embrapa.

A saída para a crise também é polêmica e passa por uma reestruturação completa na empresa. Estão previstas desde medidas simples, como a redução de linhas de ônibus destinadas ao transporte de funcionários em sua sede, em Brasília, às mais radicais, como o fim de unidades, redução de centros de pesquisas e um Programa de Desligamento Incentivado (PDI) para reduzir em até 20% gastos com pessoal.

Com o PDI, a Embrapa pretende reduzir a folha de pagamento, mas manter o número de funcionários. A ideia é trocar empregados com altos salários que aderirem ao programa por funcionários contratados por concursos futuros e vencimentos mais baixos.

Algumas mudanças estruturais já começaram. As 15 unidades centrais foram transformadas em cinco secretarias. Os 46 centros de pesquisas espalhados pelo Brasil foram reduzidos para 42. A unidade de algodão, em Campina Grande (PB), está entre as que devem ser fechadas.

Paralelamente, um projeto de lei para a criação da EmbrapaTec está na Câmara dos Deputados desde 2015. A proposta prevê a criação de uma subsidiária privada da Embrapa para operar no mercado de inovação, facilitar parcerias em pesquisas e até sociedades com outras empresas. O projeto enfrentou resistência no Legislativo e só começou a tramitação em comissões no final do ano passado.

No cargo desde 2012, Maurício Antônio Lopes, o mais longevo presidente da Embrapa, defende as mudanças idealizadas no seu mandato. Ele garante que “a grande maioria dos pesquisadores foi consultada”, em comunidades virtuais da companhia e em videoconferências. “É uma falácia dizer que Embrapa não é aberta ao diálogo”, disse ele, rebatendo as críticas a sua gestão. “São críticas da era da transparência radical e das mídias sociais. É ótima essa transparência, desde que não coloque a instituição no caos.”

Para ele, o comprometimento acima de 80% do orçamento com a folha de pagamento não pode ser tratado como um custo. “Não podemos cair no discurso de que salário em instituição de ciência é custo. O principal pilar da (Embrapa) é o cérebro do pesquisador e temos de desmistificar isso”.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa Agropecuária e Florestal (Sinpaf) rebate Lopes. Edson Somensi, vice-presidente da entidade, diz que não há debate com os servidores da estatal.

O Estadão / Broadcast conversou na última semana com pesquisadores da Embrapa sobre a crise interna da empresa. O clima é de medo com possíveis represálias. Sem se identificar, muitos deles comparam a Embrapa a universidades públicas. “A Embrapa não demanda pesquisadores; os pesquisadores têm suas próprias demandas. Isso é para a universidade e não pode ocorrer em uma empresa que precisa dar resultados”, disse um dos pesquisadores, que participou da fundação da Embrapa. “A crise é brutal.”

A diretoria prega que a reforma na estatal desenhará a Embrapa do futuro, com o foco em inovação e pesquisas em áreas nas quais grandes companhias não atuam. “Não faz sentido que Embrapa cumpra o papel do setor privado cumpre muito bem”, diz o presidente. Com informações do Estadão Conteúdo.

Ao Minuto.



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

cidade

Programa Vira Saúde mantém força-tarefa e amplia atendimentos para reduzir filas em Primavera do Leste


Força-tarefa deste fim de semana beneficia 660 pacientes com exames, consultas e procedimentos especializados em diferentes pontos de atendimento do município

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu mais um fim de semana de atendimentos intensivos pelo Programa Vira Saúde, reforçando o compromisso da gestão municipal em reduzir as filas e ampliar o acesso da população aos serviços especializados.

 

Neste sábado (4), foram realizados 5.514 exames laboratoriais, beneficiando aproximadamente 500 pessoas, além de 60 procedimentos dermatológicos e 50 ultrassonografias de rins.

 

Os atendimentos aconteceram no Hospital Oswaldo Cruz, ESF-8, Clínica de Imagem e Hospital Prestador de Serviços, garantindo que pacientes aguardando por exames e procedimentos fossem atendidos com mais agilidade.

 

A secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, destacou que o programa segue avançando graças ao planejamento e ao empenho de toda a equipe.

 

“O Vira Saúde nasceu para enfrentar a demanda reprimida e garantir que a população tenha acesso aos serviços de saúde com mais rapidez e dignidade. A cada final de semana conseguimos atender mais pessoas, descentralizando os serviços e levando assistência para diferentes regiões da cidade. Nosso compromisso é continuar reduzindo as filas e oferecendo um atendimento cada vez mais humanizado.”

 

Neste domingo (5), a programação continua com a realização de 50 exames de ressonância magnética, ampliando ainda mais o acesso da população aos exames especializados.

 

Ao final deste fim de semana, o Programa Vira Saúde contabilizará 660 pessoas atendidas, consolidando mais uma etapa da força-tarefa que vem transformando o acesso à saúde em Primavera do Leste.

 

Entre os pacientes beneficiados está Maria Eduarda Sousa Quinta, que aguardava há mais de um ano por um exame para a filha.

 

“Hoje eu vim fazer os exames da minha filha. A gente estava há um ano na fila e hoje saiu, graças a Deus, com o Vira Saúde. Quero agradecer ao prefeito Sérgio, à equipe da Saúde e a todos que fazem parte desse programa. Para nós, que somos mãe atípica e temos crianças especiais, esses exames são muito importantes. Foi um alívio conseguir esse atendimento”, relatou.

 

A coordenadora da Central de Regulação Elaine agradeceu o empenho de todos os profissionais envolvidos na execução da força-tarefa, destacando que o comprometimento de cada servidor tem sido essencial para o sucesso do programa.

 

A gestão do prefeito Sérgio Machnic e da vice-prefeita Iva Viana segue investindo em planejamento, organização e ampliação da oferta de serviços, garantindo mais acesso à saúde e mais qualidade de vida para a população primaverense.


Antenado News