Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 22 de Julho de 2026

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Embrapa enfrenta sua maior crise em 45 anos



Instituição pública tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte de 20%

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) enfrenta uma crise política, orçamentária e científica sem precedentes em seus quase 45 anos de história, a serem completados em abril. Maior instituição pública de pesquisa do País e responsável pela tropicalização de culturas como a soja, a Embrapa tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte estimado em mais de 20% em 2018.

Cerca de 85% do orçamento é consumido com pagamento de salários e benefícios dos 9,6 mil funcionários. As despesas com pesquisa (R$ 66,8 milhões) representaram 2% dos gastos da estatal em 2017.

O valor é o menor desde 2010 e está 31% abaixo dos R$ 96,9 milhões investidos na área em 2016. Os contingenciamentos promovidos pelo governo federal, segundo a Embrapa, explicam a queda.

Recentemente, a estatal passou a ser criticada internamente por pesquisadores e até pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ele costuma dizer que a Embrapa “vive dos louros do passado”. A crise interna se tornou pública, no início do mês, no artigo “Por favor, Embrapa: acorde!”, do sociólogo rural Zander Navarro. O texto, publicado no Estado, em 5 de janeiro, provocou a demissão de Navarro, pesquisador da Embrapa.

A saída para a crise também é polêmica e passa por uma reestruturação completa na empresa. Estão previstas desde medidas simples, como a redução de linhas de ônibus destinadas ao transporte de funcionários em sua sede, em Brasília, às mais radicais, como o fim de unidades, redução de centros de pesquisas e um Programa de Desligamento Incentivado (PDI) para reduzir em até 20% gastos com pessoal.

Com o PDI, a Embrapa pretende reduzir a folha de pagamento, mas manter o número de funcionários. A ideia é trocar empregados com altos salários que aderirem ao programa por funcionários contratados por concursos futuros e vencimentos mais baixos.

Algumas mudanças estruturais já começaram. As 15 unidades centrais foram transformadas em cinco secretarias. Os 46 centros de pesquisas espalhados pelo Brasil foram reduzidos para 42. A unidade de algodão, em Campina Grande (PB), está entre as que devem ser fechadas.

Paralelamente, um projeto de lei para a criação da EmbrapaTec está na Câmara dos Deputados desde 2015. A proposta prevê a criação de uma subsidiária privada da Embrapa para operar no mercado de inovação, facilitar parcerias em pesquisas e até sociedades com outras empresas. O projeto enfrentou resistência no Legislativo e só começou a tramitação em comissões no final do ano passado.

No cargo desde 2012, Maurício Antônio Lopes, o mais longevo presidente da Embrapa, defende as mudanças idealizadas no seu mandato. Ele garante que “a grande maioria dos pesquisadores foi consultada”, em comunidades virtuais da companhia e em videoconferências. “É uma falácia dizer que Embrapa não é aberta ao diálogo”, disse ele, rebatendo as críticas a sua gestão. “São críticas da era da transparência radical e das mídias sociais. É ótima essa transparência, desde que não coloque a instituição no caos.”

Para ele, o comprometimento acima de 80% do orçamento com a folha de pagamento não pode ser tratado como um custo. “Não podemos cair no discurso de que salário em instituição de ciência é custo. O principal pilar da (Embrapa) é o cérebro do pesquisador e temos de desmistificar isso”.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa Agropecuária e Florestal (Sinpaf) rebate Lopes. Edson Somensi, vice-presidente da entidade, diz que não há debate com os servidores da estatal.

O Estadão / Broadcast conversou na última semana com pesquisadores da Embrapa sobre a crise interna da empresa. O clima é de medo com possíveis represálias. Sem se identificar, muitos deles comparam a Embrapa a universidades públicas. “A Embrapa não demanda pesquisadores; os pesquisadores têm suas próprias demandas. Isso é para a universidade e não pode ocorrer em uma empresa que precisa dar resultados”, disse um dos pesquisadores, que participou da fundação da Embrapa. “A crise é brutal.”

A diretoria prega que a reforma na estatal desenhará a Embrapa do futuro, com o foco em inovação e pesquisas em áreas nas quais grandes companhias não atuam. “Não faz sentido que Embrapa cumpra o papel do setor privado cumpre muito bem”, diz o presidente. Com informações do Estadão Conteúdo.

Ao Minuto.



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Primavera do Leste recebe Campeonato Brasileiro de Jeep Cross e une esporte, solidariedade e desenvolvimento


Evento reuniu pilotos de diversas regiões do país, movimentou a economia local e arrecadou alimentos e ração que serão destinados a entidades assistenciais do município.

A Prefeitura de Primavera do Leste foi palco, neste fim de semana, do 18º Campeonato Brasileiro de Jeep Cross e da 4ª etapa do Campeonato Brasileiro de Jeep Gaiola Cross, consolidando o município como uma das principais referências nacionais do automobilismo off-road.

 

Realizado com o apoio da Prefeitura, por meio das Secretarias Municipais de Infraestrutura e de Esportes, o evento reuniu pilotos e equipes de várias regiões do Brasil, movimentando a economia local, fortalecendo o turismo esportivo e proporcionando um grande espetáculo ao público.

 

Além da competição, o evento também teve um importante caráter social. A entrada foi solidária, mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível ou ração, que serão destinados às instituições Projeto Mãe Cidinha, Lar da Criança, APAE e SOS Animais, beneficiando centenas de famílias e animais atendidos pelas entidades.

 

O piloto Charles, de Horizontina (RS), destacou a estrutura encontrada em Primavera do Leste e elogiou a organização da competição.

 

“É uma honra para nós viajar mais de 2.300 quilômetros e chegar aqui em Primavera com essa estrutura maravilhosa. Foi incansável o trabalho do Jeep Club Primavera do Leste, junto com o poder público, deputado, prefeito e toda a equipe. Eles mostraram que é possível organizar uma etapa do Campeonato Brasileiro em pouco tempo. Todos os pilotos que vieram de várias partes do Brasil estão encantados com essa arena, considerada uma das melhores estruturas que já encontramos.”

 

Também do Rio Grande do Sul, o piloto Rude Manteiga, de Caxias do Sul, ressaltou a qualidade da pista e da organização.

 

“O evento é grandioso, a estrutura é maravilhosa. Desde os boxes até a pista, tudo foi pensado para oferecer segurança e conforto. O formato em arena ficou excelente para o público acompanhar as provas. Estão todos de parabéns, o Jeep Club e a Prefeitura. Ano que vem estaremos aqui novamente.”

 

O prefeito Sérgio Machnic destacou que o evento representa muito mais do que uma competição esportiva, sendo um investimento no futuro do município.

 

“Eu sempre digo que a família vem em primeiro lugar. Quero agradecer todos os pilotos, equipes, patrocinadores, nossos secretários e todas as pessoas que trabalharam direta e indiretamente para que esse evento acontecesse. Hoje Primavera do Leste mostra que pensa grande. Não podemos pensar pequeno. O trabalho para pensar pequeno ou grande é o mesmo. Nós escolhemos pensar nos próximos 30 ou 40 anos da nossa cidade.”

 

O secretário interino de Obras e Governo, Valfredo Rodrigues, agradeceu o empenho das equipes envolvidas na preparação do evento e destacou o trabalho conjunto realizado entre as secretarias e os parceiros.

 

“Quero agradecer toda a equipe da Prefeitura, os parceiros, os secretários e todos que colocaram a mão na massa para que esse evento acontecesse. Foi um grande trabalho coletivo, que permitiu realizar uma competição desse porte com qualidade e responsabilidade. Seguimos à disposição para ouvir sugestões e fazer um evento ainda melhor nas próximas edições.”

 

Emocionado, o presidente do Jeep Club Primavera do Leste, Vinícius, fez questão de agradecer o apoio da gestão municipal e de todos os envolvidos.

 

“Quero agradecer ao prefeito e às secretarias que se empenharam para que esse evento fosse esse grande sucesso. Fico até emocionado em falar, porque foram muitas pessoas trabalhando na montagem da pista, na manutenção, molhando o circuito e cuidando de cada detalhe. Tudo isso para realizar um grande evento e, ao mesmo tempo, ajudar quem mais precisa por meio das instituições que serão beneficiadas.”

 

A realização do Campeonato Brasileiro reforça o potencial de Primavera do Leste para sediar grandes eventos esportivos, impulsionando o turismo, movimentando diversos setores da economia e promovendo ações solidárias que beneficiam diretamente a comunidade.

Fonte: Coordenadoria de comunicação

Autor: Raiza Nascimento


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