Primavera do Leste / MT - Domingo, 16 de Agosto de 2026

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Embrapa enfrenta sua maior crise em 45 anos



Instituição pública tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte de 20%

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) enfrenta uma crise política, orçamentária e científica sem precedentes em seus quase 45 anos de história, a serem completados em abril. Maior instituição pública de pesquisa do País e responsável pela tropicalização de culturas como a soja, a Embrapa tem seu orçamento de R$ 3,5 bilhões ameaçado por um corte estimado em mais de 20% em 2018.

Cerca de 85% do orçamento é consumido com pagamento de salários e benefícios dos 9,6 mil funcionários. As despesas com pesquisa (R$ 66,8 milhões) representaram 2% dos gastos da estatal em 2017.

O valor é o menor desde 2010 e está 31% abaixo dos R$ 96,9 milhões investidos na área em 2016. Os contingenciamentos promovidos pelo governo federal, segundo a Embrapa, explicam a queda.

Recentemente, a estatal passou a ser criticada internamente por pesquisadores e até pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Ele costuma dizer que a Embrapa “vive dos louros do passado”. A crise interna se tornou pública, no início do mês, no artigo “Por favor, Embrapa: acorde!”, do sociólogo rural Zander Navarro. O texto, publicado no Estado, em 5 de janeiro, provocou a demissão de Navarro, pesquisador da Embrapa.

A saída para a crise também é polêmica e passa por uma reestruturação completa na empresa. Estão previstas desde medidas simples, como a redução de linhas de ônibus destinadas ao transporte de funcionários em sua sede, em Brasília, às mais radicais, como o fim de unidades, redução de centros de pesquisas e um Programa de Desligamento Incentivado (PDI) para reduzir em até 20% gastos com pessoal.

Com o PDI, a Embrapa pretende reduzir a folha de pagamento, mas manter o número de funcionários. A ideia é trocar empregados com altos salários que aderirem ao programa por funcionários contratados por concursos futuros e vencimentos mais baixos.

Algumas mudanças estruturais já começaram. As 15 unidades centrais foram transformadas em cinco secretarias. Os 46 centros de pesquisas espalhados pelo Brasil foram reduzidos para 42. A unidade de algodão, em Campina Grande (PB), está entre as que devem ser fechadas.

Paralelamente, um projeto de lei para a criação da EmbrapaTec está na Câmara dos Deputados desde 2015. A proposta prevê a criação de uma subsidiária privada da Embrapa para operar no mercado de inovação, facilitar parcerias em pesquisas e até sociedades com outras empresas. O projeto enfrentou resistência no Legislativo e só começou a tramitação em comissões no final do ano passado.

No cargo desde 2012, Maurício Antônio Lopes, o mais longevo presidente da Embrapa, defende as mudanças idealizadas no seu mandato. Ele garante que “a grande maioria dos pesquisadores foi consultada”, em comunidades virtuais da companhia e em videoconferências. “É uma falácia dizer que Embrapa não é aberta ao diálogo”, disse ele, rebatendo as críticas a sua gestão. “São críticas da era da transparência radical e das mídias sociais. É ótima essa transparência, desde que não coloque a instituição no caos.”

Para ele, o comprometimento acima de 80% do orçamento com a folha de pagamento não pode ser tratado como um custo. “Não podemos cair no discurso de que salário em instituição de ciência é custo. O principal pilar da (Embrapa) é o cérebro do pesquisador e temos de desmistificar isso”.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa Agropecuária e Florestal (Sinpaf) rebate Lopes. Edson Somensi, vice-presidente da entidade, diz que não há debate com os servidores da estatal.

O Estadão / Broadcast conversou na última semana com pesquisadores da Embrapa sobre a crise interna da empresa. O clima é de medo com possíveis represálias. Sem se identificar, muitos deles comparam a Embrapa a universidades públicas. “A Embrapa não demanda pesquisadores; os pesquisadores têm suas próprias demandas. Isso é para a universidade e não pode ocorrer em uma empresa que precisa dar resultados”, disse um dos pesquisadores, que participou da fundação da Embrapa. “A crise é brutal.”

A diretoria prega que a reforma na estatal desenhará a Embrapa do futuro, com o foco em inovação e pesquisas em áreas nas quais grandes companhias não atuam. “Não faz sentido que Embrapa cumpra o papel do setor privado cumpre muito bem”, diz o presidente. Com informações do Estadão Conteúdo.

Ao Minuto.



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Agro

Primavera do Leste fortalece apoio ao pequeno produtor e acompanha cultivo de tomate


Visita técnica à Estância Dois Irmãos busca identificar necessidades e ampliar o suporte oferecido pela Secretaria Municipal de Agricultura

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri), realizou na manhã desta sexta-feira (14) uma visita técnica à propriedade Estância Dois Irmãos, onde os irmãos Sidney Bertolino e Paulo Sérgio Bertolino trabalham há mais de 20 anos com o cultivo de tomate.

 

Os produtores estão entre os únicos do município que atuam com o cultivo da hortaliça em escala comercial e fornecem a produção para mercados de Primavera do Leste. Durante a visita, a equipe da Semagri conheceu de perto a rotina da propriedade e as necessidades enfrentadas pelos produtores.

 

Como forma de apoio à produção, a Secretaria de Agricultura disponibiliza máquinas e mão de obra para auxiliar os pequenos produtores em atividades necessárias ao desenvolvimento das propriedades.

 

A visita também contou com a participação de Patrícia Padilha, da Semagri, que atua diretamente no acompanhamento dos agricultores e na identificação das demandas que podem ser atendidas pela secretaria.

 

Para Sidney Bertolino, a produção de tomate é uma atividade que exige dedicação e planejamento. “Estamos nesta atividade há mais de 20 anos, trabalhando com dedicação para oferecer um produto de qualidade ao mercado. Atualmente, trabalhamos com a variedade conhecida como ‘franco’, mas geralmente optamos pelo tomate enxertado. Embora exija um investimento maior, a produtividade é superior, o que torna o cultivo mais rentável”, explicou.

 

A Secretaria Municipal de Agricultura reforça que as visitas técnicas são importantes para conhecer a realidade de cada produtor e identificar de que forma o poder público pode contribuir para facilitar o trabalho no campo.

 

A iniciativa faz parte das ações da Prefeitura voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e ao apoio aos produtores locais, contribuindo para a manutenção da produção e para o abastecimento do comércio de Primavera do Leste.

Fonte Coordenadoria de Comunicação


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