Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 11 de Agosto de 2026

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Polícia

Está preso, 36 anos depois, o acusado de matar pai do ex-deputado Valtenir



O sargento aposentado da Polícia Militar Francisco Martins Pereira foi preso na noite de terça (5), 36 anos após participação no assassinato de Valdivino Pereira, pai do ex-deputado Valtenir Pereira (MDB), no município de Juscimeira. A prisão aconteceu depois de decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar o cumprimento de uma sentença de 12 anos de prisão pelo crime. Ele passa por audiência de custódia nesta quarta (6).

De acordo com o delegado, Marcos Veloso, o sargento Martins foi preso por volta das 19h de terça. A Polícia Judiciária Civil cumpriu mandado de prisão expedido no dia 4 de fevereiro.

Um imbróglio na Justiça fez com que o sargento Martins ficasse desde 2005 em liberdade mesmo após ser condenado.

O principal responsável pela morte de Valdivino teria sido o ex-prefeito de Juscimeira, Zé Guia. Ele foi sentenciado em 2004 e cumpre a pena em regime semiaberto atualmente. O sargento Martins e Sandoval Resende da Silva, o “Duba”, teriam amarrado Valdivino Pereira para que Zé Guia efetuasse seis disparos. O motivo teria sido fogos de artifício soltos próximo à casa de Valdivino.

A decisão de Fux também permitiu a prisão de Sandoval, mas ele morreu há cerca de três anos sem ter sido preso pelo crime.

Nem o sargento nem Duba foram incluídos no inquérito inicial, em 1983, depois de documentos desaparecerem do Fórum de Jaciara. Valtenir Pereira procurou a Justiça e, em 1990, foi iniciado um novo processo para inclusão dos outros dois réus.

Em 2005, eles foram condenados pelo Tribunal do Júri de Cuiabá. A condenação foi anulada Tribunal de Justiça posteriormente. Na decisão, os desembargadores concederam liberdade aos réus e trancaram a ação penal. A família de Valdivino e o Ministério Público recorreram às instâncias superiores. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reverteu o habeas corpus e o STF restabeleceu a condenação posteriormente.

O Supremo entendeu que houve “violação ao princípio da soberania dos veredictos consagrado na Constituição Federal” na revisão da sentença feita pelo Tribunal de Justiça.

A defesa dos acusados entrou com novos recursos no STF com o argumento de que não haveria provas suficientes para a condenação, o que havia sido afastado anteriormente pelo Supremo. Foi determinada a realização de novo julgamento pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso “observada a soberania dos veredictos quanto à análise da suficiência do conjunto probatório, para fins de reconhecimento da culpa pela prática criminosa”.

Na decisão do dia 1º de fevereiro, o ministro Luiz Fux declarou que ficou estabelecido o status da condenação do Tribunal do Júri até que seja feita a nova revisão pelo Tribunal de Justiça. O entendimento é que a sentença transitou em julgado até a última instância e o STF não suspendeu seus efeitos.

Às 16h17 – Cadeia pública

Após audiência de custódia conduzida pelo juiz Leonardo Campos Costa e Silva Pitaluga, da Segunda Vara Criminal, Francisco foi encaminhado para a cadeia pública de Santo Antonio de Leverger.

RD News 



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Polícia

Vereador é preso novamente acusado de envolvimento em morte de jovem no interior


O vereador de Poxoréu, Túlio César (Republicanos), foi preso novamente nesta segunda-feira (10), durante a terceira fase da Operação Véu de Ísis, que investiga o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, ocorrido em maio deste ano, em Poxoréu (251 km ao Sul). A vítima foi assassinada em uma boate da cidade, sob suspeita de ser informante da polícia. Não foi detalhada a participação do parlamentar no crime e a apuração tramita sob sigilo.

Segundo a Polícia Civil, a prisão de Túlio César ocorreu após o aprofundamento das investigações realizadas pela Delegacia de Poxoréu. Durante a Operação Elo Oculto, deflagrada na fase anterior, o vereador já havia sido preso temporariamente.

De acordo com a Polícia Civil, a análise de materiais e outros elementos apreendidos nas fases anteriores permitiu identificar novas informações relacionadas à dinâmica do crime, à motivação e à possível participação de outras pessoas.

As investigações apontam que o homicídio pode estar relacionado à atuação de uma facção criminosa e ao fato de a vítima supostamente manter contato com forças de segurança e repassar informações relacionadas ao tráfico de drogas na região.

Lavínia foi assassinada no dia 10 de maio, dentro de uma casa noturna em Poxoréu. Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito chegou ao estabelecimento, efetuou dois disparos contra a cabeça da vítima e fugiu em seguida.

Ao todo, são cumpridos cinco mandados judiciais, sendo três de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. As ordens são cumpridas simultaneamente em Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá. O nome da operação, “Véu de Ísis”, faz referência ao avanço das investigações e à revelação de elementos que permaneciam ocultos nas fases anteriores.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Poxoréu, com apoio de outras unidades da Polícia Civil nos municípios envolvidos.

As diligências continuam para esclarecer completamente o crime e individualizar a conduta de todos os envolvidos. O procedimento tramita sob sigilo.

GD


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