Primavera do Leste / MT - Sábado, 27 de Junho de 2026

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400 famílias invadiram o acostamento da BR-070 sentido Barra do Garças à 11 meses



Da Redação

É no acostamento da BR-070, ao lado de fazendas produtivas, que as famílias que participam do Movimento dos Trabalhadores Acampados (MTA) aguardando um retorno do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os trabalhadores construíram seus barracos e desde então, algumas famílias vivem as margens da rodovia.
De acordo com o presidente do movimento em Primavera do Leste, que se chama “Acampamento Bom Jesus do Leste”, Jobe de Castro Patricio, o local foi escolhido porque fica a seis quilômetros da cidade. “Nem todas as pessoas que participam do movimento moram aqui. E as famílias que hoje se encontram morando nos barracos, trabalham em Primavera, por isso escolhemos esse lugar por ser perto da cidade”.
O presidente do movimento afirma que o local pertence ao governo e por isso eles podem ficar. “Aqui estamos no acostamento da rodovia, esse local não tem dono, só o governo. Vários fazendeiros já tentaram tirar a gente daqui, mas não tem como, porque esse local não é de propriedade deles”.
Ainda sobre o local, o presidente do movimento disse que eles não estão degradando nada, e também não interferem na fazenda ao lado e ainda afirmou que quando o movimento sair do local irão retirar todos os barracos e lixo. “Temos compromisso com o movimento, sabemos que estamos aqui temporariamente e quando sairmos vamos deixar tudo limpo. A única coisa que nos deixa chateados é a falta de apoio dos órgãos públicos da cidade. Ainda nem a prefeitura e nem a câmara de vereadores vieram saber sobre o nosso movimento. Apenas alguns legisladores estiveram aqui oferecendo ajuda. Precisamos pelo menos de um contêiner para que pudéssemos depositar nosso lixo, mas até agora não conseguimos esse apoio”. Conclui.
Os trabalhadores acreditam que logo serão beneficiados com um pedaço de terra. “Nós já passamos nosso cadastro para o Incra, e agora aguardamos uma resposta. A terra que lutamos para ter, não será dada de graça a nós, o Incra nos vende com um preço menor, vamos ter que pagar por elas”. Afirma o presidente do movimento.
Jobe, disse ainda queo MTA tem recebido cestas básicas do Incra e que as famílias que não tem conhecimento da terra, irão passar por um curso que o governo proporciona quando há reforma agrária. “O curso é importante porque tem gente que ganha terra e não sabe o que fazer com ela”.
As famílias que participam do movimento aguardam que o processo de reforma agrária seja resolvido o mais rápido possível.

O QUE DIZ O INCRA-MT:
Em resposta a nossa reportagem a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Mato Grosso (Incra-MT) informou que o chefe de Divisão de Obtenção de Terra, José Campos de Ramos, estaria em viagem e não pode responder a todas as nossas indagações.
No entanto, afirmou que existem vários processos do Movimento dos Trabalhadores Acampados (MTA) em andamento. Alguns estão em fase de vistoria. Em relação ao pagamento pelas terras que são destinadas a reforma agrária, disse que o pagamento existe de fato e que se inicia após a titulação da terra, cumprindo assim as cláusulas resolutivas.
Infelizmente o Incra de Mato Grosso não informou a situação do acampamento de Primavera do leste. Este jornal continuará acompanhando este caso.



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Polícia - Região

Cumprimento de ordem judicial termina em tiros e atropelamento em fazenda; 2 feridos


Um homem de 46 anos ficou ferido após ser atropelado por uma caminhonete durante o cumprimento de um mandado judicial de arresto em uma fazenda, hoje pela manhã, cerca de 30 quilômetros de Feliz Natal (124 km de Sinop). O motorista da caminhonete, de 41 anos, também acabou baleado durante a confusão e foi encaminhado para atendimento médico.

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, no qual Só Notícias teve acesso, o homem de 46 anos havia sido contratado pela parte autora do processo para realizar a colheita do produto objeto da ação judicial, enquanto o motorista da caminhonete é parte ré na ação.

Ainda conforme o registro policial, o homem contratado foi informado de que um maquinário agrícola havia sido incendiado ou alvo de uma tentativa de incêndio. Ao visualizar o motorista circulando pela lavoura com uma caminhonete Toyota Hilux, passou a acompanhá-lo e interceptou o veículo para conversar. Conforme a versão apresentada à polícia, o condutor teria avançado com a caminhonete em direção ao homem, na tentativa de atropelá-lo. Diante da situação, ele sacou uma pistola e efetuou dois disparos contra o veículo. Em seguida, acabou sendo atingido pela caminhonete e caiu ao solo.

Durante a ocorrência, uma vigilante de 35 anos, que prestava serviço de segurança no local, efetuou um disparo com um revólver calibre .38 em direção ao pneu dianteiro da caminhonete, tentando impedir a fuga do motorista. O homem atropelado foi socorrido por um oficial de Justiça que acompanhava o cumprimento da ordem judicial e encaminhado a um hospital em Sorriso. Já o motorista procurou atendimento no Pronto Atendimento Municipal de Feliz Natal e, posteriormente, foi transferido para outra unidade hospitalar em Sorriso. Em razão do estado de saúde de ambos, a Polícia Militar informou que não foi possível colher seus depoimentos.

Os policiais apreenderam o revólver utilizado pela vigilante, sete munições — sendo seis intactas e uma deflagrada —, além da caminhonete, que apresentava duas perfurações provocadas pelos disparos. A pistola utilizada pelo homem de 46 anos não foi localizada, apesar das buscas realizadas na propriedade.

O vigilante foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Feliz Natal para prestar esclarecimentos e entregar a arma utilizada. A caminhonete também foi apreendida para perícia. A Polícia Civil investiga a dinâmica da ocorrência e as circunstâncias que levaram ao confronto.

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