Primavera do Leste / MT - Domingo, 14 de Junho de 2026

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400 famílias invadiram o acostamento da BR-070 sentido Barra do Garças à 11 meses



Da Redação

É no acostamento da BR-070, ao lado de fazendas produtivas, que as famílias que participam do Movimento dos Trabalhadores Acampados (MTA) aguardando um retorno do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os trabalhadores construíram seus barracos e desde então, algumas famílias vivem as margens da rodovia.
De acordo com o presidente do movimento em Primavera do Leste, que se chama “Acampamento Bom Jesus do Leste”, Jobe de Castro Patricio, o local foi escolhido porque fica a seis quilômetros da cidade. “Nem todas as pessoas que participam do movimento moram aqui. E as famílias que hoje se encontram morando nos barracos, trabalham em Primavera, por isso escolhemos esse lugar por ser perto da cidade”.
O presidente do movimento afirma que o local pertence ao governo e por isso eles podem ficar. “Aqui estamos no acostamento da rodovia, esse local não tem dono, só o governo. Vários fazendeiros já tentaram tirar a gente daqui, mas não tem como, porque esse local não é de propriedade deles”.
Ainda sobre o local, o presidente do movimento disse que eles não estão degradando nada, e também não interferem na fazenda ao lado e ainda afirmou que quando o movimento sair do local irão retirar todos os barracos e lixo. “Temos compromisso com o movimento, sabemos que estamos aqui temporariamente e quando sairmos vamos deixar tudo limpo. A única coisa que nos deixa chateados é a falta de apoio dos órgãos públicos da cidade. Ainda nem a prefeitura e nem a câmara de vereadores vieram saber sobre o nosso movimento. Apenas alguns legisladores estiveram aqui oferecendo ajuda. Precisamos pelo menos de um contêiner para que pudéssemos depositar nosso lixo, mas até agora não conseguimos esse apoio”. Conclui.
Os trabalhadores acreditam que logo serão beneficiados com um pedaço de terra. “Nós já passamos nosso cadastro para o Incra, e agora aguardamos uma resposta. A terra que lutamos para ter, não será dada de graça a nós, o Incra nos vende com um preço menor, vamos ter que pagar por elas”. Afirma o presidente do movimento.
Jobe, disse ainda queo MTA tem recebido cestas básicas do Incra e que as famílias que não tem conhecimento da terra, irão passar por um curso que o governo proporciona quando há reforma agrária. “O curso é importante porque tem gente que ganha terra e não sabe o que fazer com ela”.
As famílias que participam do movimento aguardam que o processo de reforma agrária seja resolvido o mais rápido possível.

O QUE DIZ O INCRA-MT:
Em resposta a nossa reportagem a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Mato Grosso (Incra-MT) informou que o chefe de Divisão de Obtenção de Terra, José Campos de Ramos, estaria em viagem e não pode responder a todas as nossas indagações.
No entanto, afirmou que existem vários processos do Movimento dos Trabalhadores Acampados (MTA) em andamento. Alguns estão em fase de vistoria. Em relação ao pagamento pelas terras que são destinadas a reforma agrária, disse que o pagamento existe de fato e que se inicia após a titulação da terra, cumprindo assim as cláusulas resolutivas.
Infelizmente o Incra de Mato Grosso não informou a situação do acampamento de Primavera do leste. Este jornal continuará acompanhando este caso.



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Brasil

Mulher inventa ameaças contra si mesma e acaba presa


Uma reviravolta impressionante na Baixada Fluminense chocou as autoridades policiais nesta quinta-feira (11/6). Uma mulher foi presa em Nilópolis (RJ) sob a acusação de arquitetar um plano extremamente elaborado para se passar por vítima de perseguições, ameaças e outros delitos graves. No entanto, segundo a Polícia Civil, os crimes nunca aconteceram.

A prisão preventiva da suspeita, identificada como Aline da Conceição da Silva Santos, foi o resultado de uma investigação minuciosa conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Os agentes começaram a desconfiar após identificarem um padrão incomum e repetitivo em dezenas de registros de ocorrência feitos pela mesma pessoa nos últimos anos.

O Modus Operandi do Esquema Virtual

De acordo com as apurações, Aline utilizava uma estrutura sistemática para dar veracidade às suas falsas denúncias. Ela comprava e cadastrava linhas telefônicas em nome de terceiros e criava perfis fakes em aplicativos de mensagens.

A partir daí, a suspeita simulava conversas inteiras de ameaças, forjava perseguições digitais e criava cenários fictícios altamente detalhados. Munida dessas “provas” criadas por ela mesma, ela ia até as delegacias. Ao todo, a polícia identificou mais de 20 boletins de ocorrência em diferentes unidades do estado onde Aline figurava como a suposta vítima.

Advogado de Ex-Marido Foi Alvo das Falsas Denúncias

O esquema cruel não servia apenas para chamar a atenção, mas também para prejudicar pessoas reais. Uma das principais vítimas do golpe foi o advogado do ex-companheiro de Aline.

A investigada registrou diversas queixas criminais contra o profissional e chegou a usar o judiciário para solicitar medidas protetivas de urgência contra ele, atribuindo ao advogado condutas criminosas inventadas. A farsa acabou mobilizando desnecessariamente o aparelho público e colocando em risco a reputação e a liberdade de inocentes.

Prisão e Acusações Graves

Após um longo trabalho de inteligência, monitoramento e coleta de provas digitais, os policiais da DRCI conseguiram mapear o conjunto de pessoas prejudicadas pelas mentiras e localizaram Aline em Nilópolis, onde o mandado de prisão foi cumprido.

Agora, a farsa digital chegou ao fim. A suspeita foi encaminhada ao sistema prisional e responderá judicialmente por uma extensa lista de crimes, incluindo perseguição (stalking), falsa identidade, fraude processual e denunciação caluniosa.


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