Primavera do Leste / MT - Sábado, 03 de Janeiro de 2026

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400 famílias invadiram o acostamento da BR-070 sentido Barra do Garças à 11 meses



Da Redação

É no acostamento da BR-070, ao lado de fazendas produtivas, que as famílias que participam do Movimento dos Trabalhadores Acampados (MTA) aguardando um retorno do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os trabalhadores construíram seus barracos e desde então, algumas famílias vivem as margens da rodovia.
De acordo com o presidente do movimento em Primavera do Leste, que se chama “Acampamento Bom Jesus do Leste”, Jobe de Castro Patricio, o local foi escolhido porque fica a seis quilômetros da cidade. “Nem todas as pessoas que participam do movimento moram aqui. E as famílias que hoje se encontram morando nos barracos, trabalham em Primavera, por isso escolhemos esse lugar por ser perto da cidade”.
O presidente do movimento afirma que o local pertence ao governo e por isso eles podem ficar. “Aqui estamos no acostamento da rodovia, esse local não tem dono, só o governo. Vários fazendeiros já tentaram tirar a gente daqui, mas não tem como, porque esse local não é de propriedade deles”.
Ainda sobre o local, o presidente do movimento disse que eles não estão degradando nada, e também não interferem na fazenda ao lado e ainda afirmou que quando o movimento sair do local irão retirar todos os barracos e lixo. “Temos compromisso com o movimento, sabemos que estamos aqui temporariamente e quando sairmos vamos deixar tudo limpo. A única coisa que nos deixa chateados é a falta de apoio dos órgãos públicos da cidade. Ainda nem a prefeitura e nem a câmara de vereadores vieram saber sobre o nosso movimento. Apenas alguns legisladores estiveram aqui oferecendo ajuda. Precisamos pelo menos de um contêiner para que pudéssemos depositar nosso lixo, mas até agora não conseguimos esse apoio”. Conclui.
Os trabalhadores acreditam que logo serão beneficiados com um pedaço de terra. “Nós já passamos nosso cadastro para o Incra, e agora aguardamos uma resposta. A terra que lutamos para ter, não será dada de graça a nós, o Incra nos vende com um preço menor, vamos ter que pagar por elas”. Afirma o presidente do movimento.
Jobe, disse ainda queo MTA tem recebido cestas básicas do Incra e que as famílias que não tem conhecimento da terra, irão passar por um curso que o governo proporciona quando há reforma agrária. “O curso é importante porque tem gente que ganha terra e não sabe o que fazer com ela”.
As famílias que participam do movimento aguardam que o processo de reforma agrária seja resolvido o mais rápido possível.

O QUE DIZ O INCRA-MT:
Em resposta a nossa reportagem a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Mato Grosso (Incra-MT) informou que o chefe de Divisão de Obtenção de Terra, José Campos de Ramos, estaria em viagem e não pode responder a todas as nossas indagações.
No entanto, afirmou que existem vários processos do Movimento dos Trabalhadores Acampados (MTA) em andamento. Alguns estão em fase de vistoria. Em relação ao pagamento pelas terras que são destinadas a reforma agrária, disse que o pagamento existe de fato e que se inicia após a titulação da terra, cumprindo assim as cláusulas resolutivas.
Infelizmente o Incra de Mato Grosso não informou a situação do acampamento de Primavera do leste. Este jornal continuará acompanhando este caso.



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Réveillon da Prosperidade reúne multidão e marca novo tempo em Primavera do Leste


Prefeito Sérgio Machnic destacau que a celebração reflete uma nova forma de governar

A programação garantiu entretenimento de qualidade, fortalecendo o sentimento de pertencimento da comunidade

A virada do ano em Primavera do Leste foi marcada por emoção, grande participação popular e valorização da cultura local. Uma multidão compareceu ao espaço de eventos da Lagoa Municipal Vô Pedro Viana para celebrar o fim de 2025 e recepcionar 2026, em uma festa que simbolizou não apenas a chegada de um novo ano, mas também o encerramento do primeiro ano da nova gestão municipal, do prefeito Sérgio Machnic.

 

Organizado pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Lazer e Juventude (Secult), o Réveillon 2025–2026 consolidou-se como um evento planejado, bem estruturado e alinhado aos princípios da atual administração, priorizando responsabilidade com os recursos públicos e incentivo aos talentos da cidade.

 

O prefeito Sérgio Machnic destacou que a celebração reflete uma nova forma de governar, adotada desde o início do mandato. “Nós temos que respeitar o dinheiro do contribuinte e buscar fazer muito com pouco. Foi um ano de aprendizado, de colocar a casa em dia, e agora entramos em 2026 desejando muita saúde, paz, alegria e sabedoria para todas as famílias primaverenses”, afirmou o prefeito, ao desejar um ano novo de bênçãos e prosperidade à população.

 

Ele também ressaltou a importância de valorizar os talentos locais, reunindo, a exemplo de outros eventos, artistas da cidade que contribuem diretamente com o desenvolvimento e são igualmente valorizados pela população. “São primaverenses que ajudam a fazer a diferença no dia a dia, que integram a nossa cultura artística, tanto na música quanto em outras artes”, completou.

 

Na sequência, o secretário municipal de Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, Leopoldino André, ressaltou que este foi o primeiro Réveillon da atual gestão e que o evento já demonstra o compromisso da administração com a identidade cultural do município.

 

“No primeiro Réveillon da gestão Sérgio Machnic, o nosso esforço foi, a pedido do prefeito e por meio do município, valorizar a nossa cultura local, valorizar aquilo que é nosso e, de fato, reconhecer os nossos artistas. Pela primeira vez na história de Primavera do Leste, nós temos seis artistas locais no mesmo palco, profissionais que passam o ano todo se esforçando e se dedicando à nossa cidade”, ressaltou.

 

A programação garantiu entretenimento de qualidade, fortalecendo o sentimento de pertencimento da comunidade. Outro ponto que chamou a atenção do público foi a queima de fogos, realizada de forma silenciosa, em conformidade com a legislação municipal. A iniciativa garantiu inclusão e respeito às pessoas e foi uma das maiores registrada no município.


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