Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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Ideologia de Gênero gera debate durante sessão



Da Redação

O tema, Ideologia de Gênero, tornou-se um dos assuntos mais falados neste último ano pela maioria da população Brasileira, já que o Governo Federal, por meio do Plano Nacional de Educação, autorizou crianças de escolas públicas e privadas que estudarem com os livros didáticos a partir do ano de 2016 do MEC para a primeira fase do Ensino Fundamental será informadas sobre arranjos familiares de gays e lésbicas, com adoção de filhos. Assim, as crianças tomarão conhecimento também de bigamia, poligamia, bissexualismo e transsexualismo. Aprenderão a observar melhor os próprios corpos e os corpos dos outros por intermédio de exercícios em sala de aula, orientados pelo livro didático. A ministração desses conteúdos se inicia já no 1º ano, com alunos de 6 anos de idade e numa graduação de complexidade, estende-se ao 5º ano, quando os alunos têm 10 anos.

Diante da adesão do Governo Federal, ao inserir o assunto Ideologia de Gênero nas escolas, iniciou-se um movimento em todo o País, de famílias cristãs, que não concordaram com a disciplina e procuraram meios legais perante a justiça para retirar o conteúdo dos livros didáticos. Em Primavera do Leste no ano passado, o vereador Luis Costa (PR) desenvolveu um projeto de lei que resguarda as crianças de nossa cidade, orientando ao Conselho Municipal de Educação que não adquirisse os livros didáticos com o conteúdo sobre Ideologia de Gênero e também, que os professores não estimulem o assunto em sala de aula.

No entanto, algumas pessoas da sociedade e autoridades ainda não entenderam a importância de compreender a Ideologia de Gênero e suas implicações na formação da criança. Buscando a definição para um entendimento, a Ideologia de Gênero também pode ser conhecida como “Ideologia da Ausência de Gênero”, como ficou conhecida, que a sexualidade humana seja parte das construções sociais e culturais e não um fator biológico. Segundo essa ideologia, os seres humanos nasceriam neutros e poderiam ao longo da vida, escolher o seu gênero sexual.

Na sessão de segunda, 6, a vereadora Edna Mahnic (PT), questionou em tribuna as famílias que aderiram  ao movimento contra a Ideologia de Gênero. “Quem quer acabar com a família? Seria o governo, a escola, a mídia, os partidos políticos, os pais, os filhos. Eu acho muito vaga essa consideração, mas qual o modelo de família que querem acabar? O modelo, pai, mãe, filho e filha? E as mães que criam filhas sozinhas, e as crianças que são criadas pelas avós e ainda aquelas famílias que tem madrasta ou padrasto. Qual o modelo de família ideal? Estamos perdendo tempo com uma discussão vazia porque de quem é a culpa da Ideologia de Gênero? Parece-me que alguns grupos radicais estão acusando os professores de ensinarem Ideologia de Gênero para as crianças. Mas como pode uma escola transformar meninos em meninas e meninas em meninos, se as crianças passam apenas cinco horas por dia no local e a maior parte do tempo passa com a própria família? É preciso pensar nas crianças que estão em abrigos e desamparadas também, e que não tem famílias”.

Esclarecendo os questionamentos apontados pela vereadora Edna Mahnic, o legislador Luis Costa, disse em tribuna, que nenhum grupo que defende as famílias que resguarda o direito das crianças, seja em Primavera do Leste, ou em qualquer outra cidade deste país, é radical em sua postura e posicionamento. “Quando a senhora vereadora, questiona o que é ideal dentro da perspectiva de luta de muitas pessoas e famílias de nossa cidade, eu digo que o ideal é que  meu filho que nasceu menino continua sendo menino, seja homem, porque a escola, seja para as crianças, adolescentes e jovens, tem o papel de educar, com disciplinas importantes para a formação de um aprendizado, mas de maneira alguma para doutrinar, para explicar e ensinar fundamentos que a família tem por direito e respaldo da justiça a função de exercer, que é orientar os filhos e filhas. Sobre as crianças que estão abandonadas e muitas se encontram em abrigos, em lares, nós podemos sim acolher essas crianças e também ajudá-las. Nosso movimento é em prol de todas as crianças, para que sejam no futuro adultos entendidos da importância do movimento, mas caso já na fase adulta queira optar pela opção de um gênero diferente, aí já não interferimos, porque o adulto tem sim responsabilidade e entendimento da vida, mas reforço e digo novamente, iremos lutar pelas nossas crianças e assegurar a integridade física e moral de nossos filhos e filhas”.

O vereador Luis Costa, ressalta ainda que a radicalidade citada pela vereadora, esteja sim, mas  em grupos políticos que são extremistas em determinados assuntos, como por exemplo o PT. “Radicais são alguns partidos e grupos políticos, como o PT, que por vários esquemas de corrupção, prejudicou muito nosso País. Digo novamente que nosso grupo em Primavera do Leste é formado por famílias cristãs, não importa a religião, o que importa é que acreditamos em Deus, acreditamos na família, somos do bem, queremos lutar pelo o que está na bíblia, que menino é menino e menina é menina. A nossa luta tem uma maioria participando porque o nosso País é cristão e uma prova disso é que existe o ensino religioso na sala de aula, porque nossas famílias acreditam em Deus. Nós aqui em Primavera do Leste fomos pioneiros com um Projeto de Lei que determina que as escolas não apliquem a Ideologia de Gênero na sala de aula, e vamos continuar acreditando que nossas crianças poderão sim ter um ensino de qualidade e uma vida digna por meio dos ensinamos de Deus. Eu sou contrário a ideologia de gênero e vou continuar lutando”. Finaliza Luis Costa.



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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