Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 15 de Junho de 2026

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Ideologia de Gênero gera debate durante sessão



Da Redação

O tema, Ideologia de Gênero, tornou-se um dos assuntos mais falados neste último ano pela maioria da população Brasileira, já que o Governo Federal, por meio do Plano Nacional de Educação, autorizou crianças de escolas públicas e privadas que estudarem com os livros didáticos a partir do ano de 2016 do MEC para a primeira fase do Ensino Fundamental será informadas sobre arranjos familiares de gays e lésbicas, com adoção de filhos. Assim, as crianças tomarão conhecimento também de bigamia, poligamia, bissexualismo e transsexualismo. Aprenderão a observar melhor os próprios corpos e os corpos dos outros por intermédio de exercícios em sala de aula, orientados pelo livro didático. A ministração desses conteúdos se inicia já no 1º ano, com alunos de 6 anos de idade e numa graduação de complexidade, estende-se ao 5º ano, quando os alunos têm 10 anos.

Diante da adesão do Governo Federal, ao inserir o assunto Ideologia de Gênero nas escolas, iniciou-se um movimento em todo o País, de famílias cristãs, que não concordaram com a disciplina e procuraram meios legais perante a justiça para retirar o conteúdo dos livros didáticos. Em Primavera do Leste no ano passado, o vereador Luis Costa (PR) desenvolveu um projeto de lei que resguarda as crianças de nossa cidade, orientando ao Conselho Municipal de Educação que não adquirisse os livros didáticos com o conteúdo sobre Ideologia de Gênero e também, que os professores não estimulem o assunto em sala de aula.

No entanto, algumas pessoas da sociedade e autoridades ainda não entenderam a importância de compreender a Ideologia de Gênero e suas implicações na formação da criança. Buscando a definição para um entendimento, a Ideologia de Gênero também pode ser conhecida como “Ideologia da Ausência de Gênero”, como ficou conhecida, que a sexualidade humana seja parte das construções sociais e culturais e não um fator biológico. Segundo essa ideologia, os seres humanos nasceriam neutros e poderiam ao longo da vida, escolher o seu gênero sexual.

Na sessão de segunda, 6, a vereadora Edna Mahnic (PT), questionou em tribuna as famílias que aderiram  ao movimento contra a Ideologia de Gênero. “Quem quer acabar com a família? Seria o governo, a escola, a mídia, os partidos políticos, os pais, os filhos. Eu acho muito vaga essa consideração, mas qual o modelo de família que querem acabar? O modelo, pai, mãe, filho e filha? E as mães que criam filhas sozinhas, e as crianças que são criadas pelas avós e ainda aquelas famílias que tem madrasta ou padrasto. Qual o modelo de família ideal? Estamos perdendo tempo com uma discussão vazia porque de quem é a culpa da Ideologia de Gênero? Parece-me que alguns grupos radicais estão acusando os professores de ensinarem Ideologia de Gênero para as crianças. Mas como pode uma escola transformar meninos em meninas e meninas em meninos, se as crianças passam apenas cinco horas por dia no local e a maior parte do tempo passa com a própria família? É preciso pensar nas crianças que estão em abrigos e desamparadas também, e que não tem famílias”.

Esclarecendo os questionamentos apontados pela vereadora Edna Mahnic, o legislador Luis Costa, disse em tribuna, que nenhum grupo que defende as famílias que resguarda o direito das crianças, seja em Primavera do Leste, ou em qualquer outra cidade deste país, é radical em sua postura e posicionamento. “Quando a senhora vereadora, questiona o que é ideal dentro da perspectiva de luta de muitas pessoas e famílias de nossa cidade, eu digo que o ideal é que  meu filho que nasceu menino continua sendo menino, seja homem, porque a escola, seja para as crianças, adolescentes e jovens, tem o papel de educar, com disciplinas importantes para a formação de um aprendizado, mas de maneira alguma para doutrinar, para explicar e ensinar fundamentos que a família tem por direito e respaldo da justiça a função de exercer, que é orientar os filhos e filhas. Sobre as crianças que estão abandonadas e muitas se encontram em abrigos, em lares, nós podemos sim acolher essas crianças e também ajudá-las. Nosso movimento é em prol de todas as crianças, para que sejam no futuro adultos entendidos da importância do movimento, mas caso já na fase adulta queira optar pela opção de um gênero diferente, aí já não interferimos, porque o adulto tem sim responsabilidade e entendimento da vida, mas reforço e digo novamente, iremos lutar pelas nossas crianças e assegurar a integridade física e moral de nossos filhos e filhas”.

O vereador Luis Costa, ressalta ainda que a radicalidade citada pela vereadora, esteja sim, mas  em grupos políticos que são extremistas em determinados assuntos, como por exemplo o PT. “Radicais são alguns partidos e grupos políticos, como o PT, que por vários esquemas de corrupção, prejudicou muito nosso País. Digo novamente que nosso grupo em Primavera do Leste é formado por famílias cristãs, não importa a religião, o que importa é que acreditamos em Deus, acreditamos na família, somos do bem, queremos lutar pelo o que está na bíblia, que menino é menino e menina é menina. A nossa luta tem uma maioria participando porque o nosso País é cristão e uma prova disso é que existe o ensino religioso na sala de aula, porque nossas famílias acreditam em Deus. Nós aqui em Primavera do Leste fomos pioneiros com um Projeto de Lei que determina que as escolas não apliquem a Ideologia de Gênero na sala de aula, e vamos continuar acreditando que nossas crianças poderão sim ter um ensino de qualidade e uma vida digna por meio dos ensinamos de Deus. Eu sou contrário a ideologia de gênero e vou continuar lutando”. Finaliza Luis Costa.



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Polícia

TJMT suspende prisão de suposta mandante do assassinato de Roberto Zampieri


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, em decisão liminar proferida na manhã deste domingo (14), o mandado de prisão preventiva expedido contra Elenice Ballarotti Laurindo. Conforme noticiado durante a manhã, Elenice e seu marido, Aníbal Manoel Laurindo, foram apontados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) como os mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões.

A ordem de prisão contra Elenice havia sido decretada na última semana pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, ao receber a denúncia que transformou nove pessoas em réus. No entanto, ao analisar o habeas corpus impetrado pela defesa, o desembargador plantonista Gilberto Giraldelli deferiu parcialmente a liminar para sobrestar os efeitos da prisão até o julgamento definitivo do recurso pelo colegiado.

 

Ao fundamentar a decisão de urgência, o magistrado reconheceu que a denúncia traz indícios individualizados contra a acusada, como quebras de sigilo bancário indicando saques vultosos e depósitos em contas vinculadas aos executores, o que afasta a tese defensiva de que ela estaria sendo processada “apenas por ser esposa” de Aníbal.

 

Contudo, Giraldelli ponderou que a prisão preventiva é uma medida de caráter excepcional, especialmente diante da idade da ré, que tem 69 anos. Para o desembargador, em uma análise preliminar, não ficou demonstrado o risco atual que justificasse o encarceramento imediato.

“Não se extrai com facilidade da decisão objurgada qualquer conduta recente que indique objetivamente reiteração delitiva, tentativa de interferência na persecução penal, intimidação de testemunhas ou risco concreto à efetividade da aplicação da lei penal”, anotou o magistrado, lembrando que Elenice permaneceu em liberdade por mais de dois anos e meio desde o homicídio, ocorrido em dezembro de 2023.

A defesa de Elenice, conduzida pelo advogado Huendel Rolim Wender, pleiteou prioritariamente que, caso a prisão fosse mantida, ela fosse convertida em regime domiciliar por razões humanitárias.

Segundo os autos, o genro de Elenice sofre de uma neoplasia cerebral grave e tem viagem marcada para esta segunda-feira (15) rumo aos Estados Unidos para tratamento médico especializado. Com Aníbal Laurindo preso desde maio de 2025 no âmbito da Operação Sisamnes do Supremo Tribunal Federal (STF), Elenice alegou ser a única rede de apoio de sua filha, que ficará sozinha em Cuiabá cuidando de quatro filhos pequenos, de 2, 3, 7 e 10 anos.

O desembargador, no entanto, não conheceu deste pedido específico. Ele explicou que a questão humanitária e a documentação médica não foram apresentadas previamente ao juízo de primeira instância. Decidir sobre isso diretamente no Tribunal configuraria supressão de instância. Com a suspensão do mandado de prisão principal, contudo, a ré permanece em liberdade.

Próximos passos

Com a concessão parcial da liminar, o Tribunal de Justiça expediu uma ordem urgente à 12ª Vara Criminal de Cuiabá para obstar o cumprimento do mandado de prisão. Encerrado o plantão do final de semana, o processo será distribuído formalmente a um relator originário, que colherá informações detalhadas do juiz de piso e dará o andamento final ao julgamento do mérito do habeas corpus.

Procurada, a defesa de Elenice Ballarotti Laurindo informou que não emitirá novas declarações públicas em virtude do segredo de justiça que recai sobre os desdobramentos do caso. O assassinato de Roberto Zampieri, executado com 12 tiros quando saía de seu escritório no bairro Bosque da Saúde, segue como um dos casos mais complexos do cenário policial e jurídico de Mato Grosso.


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