Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 23 de Abril de 2026

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Vereadores de Primavera do Leste participam de agenda com o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta



Da Redação

Na tarde desta segunda (22) os vereadores Luis Costa (PL), Carmem Betti Borges (PSC) e Juarez Faria Barbosa (PDT), estiveram em Rondonópolis acompanhando a agenda do ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta.

O convite aos vereadores foi realizado pelo senador Wellington Fagundes (PR), que na ocasião falou da importância da participação dos legisladores de Primavera do Leste na discussão do consórcio regional de saúde.

O ministro Mandetta, visitou o Hospital e Maternidade Santa Casa de Misericórdia, que durante a oportunidade, autoridades e profissionais da saúde, explanou a importância de manter em dia os pagamentos dos funcionários, além da destinação de recursos, já que o hospital atende toda demanda da região sul do estado.

Em seguida o ministro foi para a prefeitura de Rondonópolis, com as demais autoridades em que se explanou a situação do Sistema Único de Saúde (SUS) de nosso País, e quais os pontos que precisam mudar para que o atendimento seja mais eficiente para quem precisa.

“Precisamos unir forças para melhorar nossa saúde pública. Sempre digo que a saúde vem em primeiro lugar, porque sem ela não temos condições de trabalhar, de estudar e de lazer. É necessário mais investimentos em nossa saúde, principalmente que os recursos federais e estaduais cheguem aos municípios porque quem sofre é quem está na ponta, na fila de espera por exames e cirurgias”. Aponta o vereador Luis Costa.

A programação atende ao pedido do senador Wellington Fagundes, vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Municípios, que tem conversado com o ministro sobre a situação da saúde no interior do Estado. Em Rondonópolis, recentemente, registrou duas mortes em conseqüência da gripe H1N1.

Outros cinco casos suspeitos foram registrados nas unidades de saúde do município. Diante da situação, o Ministério da Saúde anunciou, no começo do mês, o envio de 30 mil doses suplementares de vacina contra a gripe H1N1. Este foi um dos assuntos levados ao ministro pelo senador Wellington Fagundes. Hoje (23), o ministro estará em Cuiabá para a reabertura da Santa Casa de Misericórdia, que agora passa a ser comandada pelo governo do Estado.



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POLÍTICA TERRITORIAL: Deputado Nininho celebra sanção de lei que regulamenta desmembramento de municípios


Nova legislação cria critérios nacionais para desmembramento de áreas entre municípios e abre caminho para revisão de limites em Mato Grosso; plebiscito será nos dois municípios afetados

Entrou em vigor a Lei Complementar 230/2026, que estabelece regras nacionais para o desmembramento de parte de um município para incorporação a outro. Sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, a norma foi acompanhada de perto pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, Nininho (Republicanos), que articulou com a deputada federal Gisela Simona a agilização da tramitação da proposta no Congresso Nacional.

 

A nova legislação define que qualquer alteração territorial dependerá de iniciativa da Assembleia Legislativa, elaboração de estudo de viabilidade e aprovação por plebiscito envolvendo os eleitores dos municípios afetados. O texto também proíbe, de forma expressa, a criação de novos municípios a partir desses desmembramentos.

 

A lei estabelece um prazo de 15 anos para que os processos de desmembramento sejam realizados. Também determina a suspensão dessas iniciativas no período que antecede o Censo Demográfico de 2030, com retomada após a divulgação dos resultados oficiais.

 

Outro ponto central é a exigência de aprovação do pedido de plebiscito com antecedência mínima de 90 dias. Para 2026, excepcionalmente, o prazo foi reduzido para 60 dias, com o objetivo de viabilizar consultas ainda neste ano.

 

Além disso, a norma mantém a possibilidade de atualização de limites intermunicipais mesmo durante a tramitação dos processos de desmembramento, o que permite aos estados avançar em revisões administrativas sem interrupções.

IMPACTOS

A regulamentação era considerada necessária para dar segurança jurídica a disputas territoriais que, em muitos casos, se arrastam por anos. A indefinição de limites afeta diretamente a arrecadação municipal e a prestação de serviços públicos, especialmente em regiões produtivas.

 

Segundo Nininho, que é presidente da Comissão de Revisão Territorial de Municípios e Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a nova lei corrige uma lacuna. “Esse projeto era indispensável para dar segurança jurídica a um trabalho que Mato Grosso já iniciou. Sem essa regulamentação, os processos ficavam travados ou sujeitos a disputas judiciais intermináveis”, afirma.

 

O deputado também destaca os reflexos práticos da medida. “Estamos tratando de áreas onde a população, muitas vezes, já tem vínculo com outro município, mas permanece em uma divisão administrativa que não reflete a realidade. Isso gera prejuízos concretos”, diz Nininho.

RESSALVAS

No entanto, apesar de reconhecer o avanço da legislação, Nininho faz ressalvas quanto ao modelo de consulta popular previsto no texto. A lei determina que o plebiscito envolva os eleitores dos dois municípios impactados, o que, na avaliação do parlamentar, pode distorcer o resultado.

 

Para o parlamentar, o ideal seria restringir a votação à população diretamente afetada. “O plebiscito deveria abranger apenas os moradores da área a ser desmembrada, que são os mais interessados no processo e que vivenciam essa realidade no dia a dia”, argumenta Nininho.

 

A lei também estabelece que mudanças nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e de outras transferências só ocorrerão após o encerramento do exercício financeiro seguinte à definição dos novos limites territoriais.

 

“A nossa expectativa é de que a regulamentação destrave processos paralisados e permita uma reorganização mais precisa das divisas municipais, especialmente em estados como Mato Grosso, onde há histórico de conflitos territoriais e áreas com vínculos administrativos indefinidos”, completa o deputado Nininho.

Redação: Sérgio Ober

 

 

 


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